Novo edital da FBN auxilia escritores a participarem de eventos no exterior

Até o dia 13 de agosto de 2015, editores e instituições culturais estrangeiras poderão se candidatar a uma das bolsas de auxílio para levar autores brasileiros a participar de eventos literários no exterior. O edital de 2015 do Programa de Intercâmbio de Autores Brasileiros foi lançado no dia 25/06/2015, pela  Fundação Biblioteca Nacional. As candidaturas concorrerão a bolsas de até o valor máximo de 2.000 dólares para ajuda nas despesas de transporte, e os eventos literários deverão ocorrer em qualquer período entre o dia 20 de setembro e o dia 10 de dezembro de 2015. Click na imagem abaixo e leia o edital. logo intercambio

Publicado em Uncategorized | Marcado com | Deixe um comentário

5º COLÓQUIO INTERMEDIAÇÕES CULTURAIS

paraty coloquio2

A Fundação Biblioteca Nacional e a Universidade Federal Fluminense, em parceria com o IPHAN, o SESC Paraty, a Prefeitura de Paraty e o Consulado Geral da Alemanha no Rio de Janeiro, promovem de 27 a 30 de junho de 2015, no Salão Nobre da Câmara Municipal, no Centro Histórico da cidade de Paraty, o 5º COLÓQUIO INTERMEDIAÇÕES CULTURAIS. Confira a programação:

Sábado, dia 27 de junho

Conferência de abertura Que poderá significar ´Intermediações culturais´

Luiz Costa Lima (PUC-RJ)

comentarista: Aline Magalhães Pinto (PUC-RJ)

Domingo, 28 de junho

14h – Mesa-redonda: Curt UnckelNimuendajú, tradução cultural e a etnografia Ticuna na Amazônia

Priscila Faulhaber Barbosa (UNIRIO / MAST) e Susana Kampff Lages (UFF)

15h30  – Mesa-redonda: Experiência, relato, arquivo

Viviana Gelado (UFF) e Rodrigo Labríola (UFF)

18h – Mesa-redonda: O significado de Paraty como patrimônio cultural

André Bazzanella (IPHAN), Pedro Franke Bonifrate (IBRAM) e Alexandre Pimentel(MTP)

19h30 – Vereda tropical

Tunico Amâncio (UFF)

Segunda-feira, dia 29 de junho

11h – Oficina de tradução: Traduzindo Carl Einstein

Maria Aparecida Barbosa (UFSC)

Local: IPHAN

13h –  Sarau à beira-mar

Local: Saveiro Soberano da Costa

19h – Fayga Ostrower: paixão pela arte

Noni Ostrower (Instituto FaygaOstrower)

20h – Mesa-redonda: A formação do escritor

Carola Saavedra (escritora) e Henrique Rodrigues (escritor / Departamento Nacional SESC)

Terça-feira, dia 30 de junho

10h – Encontro de alunos da UFF

14h – Svetlana Geier, tradutora de Dostoiévski

Johannes Kretschmer (UFF)

16h30 – Mesa-redonda: Cultura e cidadania

Thea Schünemann (BAUKURS RJ) e Marcos Henrique Rego (Departamento Regional SESC Rio)

19h  Mesa-redonda: Poesia, linguagem e tradução

Maria Aparecida Barbosa (UFSC) e Simone Homem de Mello (Casa Guilherme de Almeida)

20h30 – Mesa-redonda O cômico

Olga Kempinska (UFF) e Wolfgang Bock (UFRJ)

Encerramento: Joachim Schemel (Cônsul Geral Adjunto da Alemanha no Rio de Janeiro)

Publicado em Eventos | Deixe um comentário

O AUTOR E SEU TRADUTOR

Amanhã, 24 de junho, a Biblioteca Nacional,em parceria com o British Council e a Flip, promoverá um novo encontro da série “O autor e seu tradutor”. O escritor Sérgio Rodrigues, vencedor do Grande Prêmio Portugal Telecom 2014, conversará com Zoë Perry, tradutora de Elza, a garota(Amazon Crossing, 2014).  A conversa terá a mediação da jornalista Rachel Bertol. A entrada é franca.

A série de encontros “O autor e seu tradutor” é uma iniciativa da Fundação Biblioteca Nacional e já reuniu escritores brasileiros e tradutores estrangeiros em diferentes ocasiões no Brasil e no exterior, como:

– Paulo Scott e Daniel Hahn (Biblioteca Nacional, agosto 2014);

– Michel Laub, Dominique Nédellec, Ronaldo Wrobel e Vincenzo Barca (Flip 2013);

– Andrea delFuego, Marianne Gareis, João Paulo Cuenca e Michael Kegler (Feira de Frankfurt 2012);

– CristovãoTezza e María Teresa Pineda (Bienal de São Paulo 2012);

– Carola Saavedra, Maria Hummitzsch, João Paulo Cuenca e Michael Kegler (Flip 2012)

Sergio-Rodrigues_1Escritor, crítico literário e jornalista, Sérgio Rodrigues é autor dos romances O drible (vencedor do Grande Prêmio Portugal Telecom 2014) e Elza, a garota e das coletâneas de contos O homem que matou o escritorSobrescritos, entre outros livros.Criou em 2006 o blog Todoprosa (todoprosa.com.br), referência na web literária brasileira.

ZOE PERRYZoë Perry é formada em Letras e Estudos Internacionais pela GuilfordCollege, nos Estados Unidos, e é mestre em Comunicação Intercultural pela AngliaRuskinUniversity, no Reino Unido. Além de Elza, a garota, de Sérgio Rodrigues, traduziu obras de João Ximenes Braga,Rodrigo de Souza Leão e Mia Couto. Selecionada para uma residência de tradução literária de três semanas em Paraty promovida pelo British Council e pela Flip, Zoe está se dedicando à tradução do romance OpisanieSwiata, de Veronica Stigger.

Evento:  O autor e seu tradutor – Diferenças culturais e de linguagem no trabalho de tradução – Com Sérgio Rodrigues e Zoë Perry

Mediadora: Rachel Bertol

Data: 24 /06

Hora: 18h

Local: Biblioteca Nacional – Auditório Machado de Assis                                                             Rua México, s/nº – Entrada pelo jardim

– ENTRADA FRANCA –

Publicado em Eventos | Deixe um comentário

ESCRITORA PORTUGUESA HÉLIA CORREIA É GANHADORA DO PRÊMIO LUÍS DE CAMÕES 2015

helia-correia-premio-camoes

A escritora portuguesa Hélia Correia foi a vencedora do Prêmio Luís de Camões – 2015, o prêmio o mais importante da língua portuguesa. O prêmio foi criado em 1988 e é concedido pelos governos do Brasil e de Portugal.

No dia 17 de junho, na Fundação Biblioteca Nacional, Hélia Correia foi escolhida por unanimidade pelo júri, composto pelos escritores Pedro Mexia, Mia Couto, Affonso Romano de Sant’Anna e Antônio Carlos Secchin, e pelas professoras universitárias Rita Marnoto e Inocência Mata.

Hélia Correia é uma das principais representantes da “geração de 80″ e uma das mais reconhecidas escritoras portuguesas das últimas décadas.

Entre suas obras mais famosas estão os romances “Soma” (1987) e “A casa eterna” (1991), além da coleção de contos “Vinte degraus e outros contos”, que foi agraciado com o Prêmio de Contos Camilo Castelo Branco em 2013.

img_224279026_1426188615_abig   9789727085088_1361454072  883675

(Foto: Enric Vives-Rubio/Divulgação/MinC)

Publicado em Literatura de Língua Portuguesa, Prêmio Camões, Uncategorized | Deixe um comentário

Novo Edital de Apoio à Tradução e à Publicação 2015-2017

A Fundação Biblioteca Nacional publicou o Edital de 2015-2017 do Programa de Apoio à Tradução e à Publicação de Autores Brasileiros no Exterior. O edital contempla editoras estrangeiras que desejam traduzir e publicar obras de autores brasileiros e agora também passa a admitir inscrições de editoras de países de língua portuguesa.

Estão previstas cinco reuniões de avaliação de projetos durante a vigência do edital. A primeira reunião está prevista para 12 de agosto de 2015 e as candidaturas para avaliação nesta primeira reunião devem ser enviadas até o dia 27 de julho de 2015. Saiba mais em editais.

BT com margem cor

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

A TRADUÇÃO E OS DESAFIOS DE DIFERENÇAS CULTURAIS E DE LINGUAGEM

Dia 24 de junho, no auditório Machado de Assis às 18hs, haverá mais uma edição da série O autor e seu tradutor, promovido pela Fundação Biblioteca Nacional. Desta vez, o encontro será entre o escritor, jornalista e crítico literário, Sérgio Rodrigues e a tradutora de seu livro “Elza, a garota”, a inglesa Zoe Perry.

No evento, Zoe Perry e Sérgio Rodrigues irão debater sobre a tradução e os desafios que surgem a partir das diferenças culturais e de linguagem.

Zoe Perry é mestre em Comunicação Intercultural pela Anglia Ruskin University – Reino Unido – e já traduziu obras de João Ximenes Braga, Mia Couto e Rodrigo de Sergio Leão. Atualmente, está traduzindo a obra de Veronica Stigger, “Opisanie Swiata.

Zoe Perry, estará no Brasil durante 3 semanas, através da parceria da Flip com o  Programa de Tradução do British Council. Neste período, também participará de debates na Casa Guilherme de Almeida, em São Paulo, e em Paraty.

convite_virtual_autor_tradutor_24junho_

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Novos Títulos Brasileiros Lançados no Exterior

A septO livroAOS 7 E AOS 40 – Dois momentos de uma mesma pessoa, duas consciências diferentes. A consciência de uma criança aos 7 anos e a de um homem adulto aos 40 anos. Duas narrativas diferentes mas com algo que as une, como as faces de uma mesma moeda. Um anseia em se tornar homem e o outro em retomar o passado.

João A CarrascozaO autorJoão Anzanello Carrascoza é formado em comunicação social e trabalhou como redator publicitário. Seu primeiro livro, Hotel solidão, foi publicado em 1994 e venceu o Concurso Nacional de Contos do Paraná. É autor de mais de 20 livros e foi laureado com os prêmios Radio France Internationale, Jabuti e Eça de Queiroz. Seus contos foram publicados nos Estados Unidos, Inglaterra, França, Itália, Suécia, Índia e em países da América Latina.

O tradutorPaula Anacaona, tradutora e fundadora da editora, explica: “Quando gosto, sinto uma vontade de guardar as obras comigo, como se elas fossem meus nenéns. Sei que, quando a editora crescer, vou precisar subcontratar tradutores, mas, por enquanto, esse é o meu luxo: pode escolher o que eu traduzo e traduzir o que eu gosto” (http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cultura/literatura/noticia/2015/05/10/conheca-a-anacaona-a-editora-francesa-especializada-em-literatura-brasileira-180437.php.)

A editora – A editora francesa Anacaona, estabelecida em Paris, é uma casa editorial independente que tem o foco direcionado na literatura brasileira.  Divide autores e suas obras a partir de 3 coleções temáticas:  “Epoca”   –  A diversidade das vozes brasileiras; “Urbana”  – a cena urbana brasileira e a coleção “Terra” – o regionalismo brasileiro. volutinha acasadas7O livro – A CASA DAS 7 MULHERES – O romance se passa em uma estância rural no interior do Rio Grande do Sul. Sete mulheres da família do líder de um movimento revolucionário são enviadas para lá com o intuito de ficarem protegidas, longe da guerra. O líder era Bento Gonçalves da Silva e a revolta se tornou conhecida como a Guerra dos Farrapos (1835-1845). São dez anos de luta e as sete mulheres, de uma forma ou de outra, também sofrem os efeitos da guerra e travam suas próprias batalhas.

WierzchowskiCMSalredes

O autorLeticia Wierzchowski é autora de romances e de livros infantis. Publicou o primeiro romance em 1998, O anjo e o resto de nós. A Casa das sete mulheres foi o seu quinto livro publicado e ganhou fama após ter sido adaptado para uma série de TV.

O tradutorDaliborka Saric é professora de Letras e pesquisadora na área de tradução na Universidade de Zagreb, na Croácia. Traduziu do croata para o português e vice-versa de peças de teatro a textos científicos.

A editoraLjevak é uma editora da Croácia, com sede em Zagreb, e no mercado há mais de 60 anos. Em seu catálogo também estão presentes os romances “A Hora da Estrela” de Clarice Lispector e “Gabriela Cravo e Canela” de Jorge Amado.

marazulO livro – MAR AZUL – Uma senhora solitária em uma cidade estrangeira, enquanto realiza as tarefas do dia a dia, lê os diários de seu pai e escreve suas impressões no verso das páginas. Aos poucos, do enconVidal2tro destas duas escritas, surgem pistas contraditórias de uma mesma história.

O autorPaloma Vidal é filósofa, professora de letras e escritora. Em sua escrita memória e exílio são temas recorrentes. Este é o seu segundo romance e seu quarto ficcional.

O tradutorGeneviève Leibrich já traduziu para o francês, importantes autores como José Saramago, Luís Fernando Veríssimo, Lya Luft, Milton Hatoum, Carola Saavedra, Chico Buarque, entre outros. Também é interprete de inglês, espanhol e russo para o francês.

A editoraMercure de France é uma editora com mais de 1 século de existência e  que possui em seu catálogo uma coleção bastante variada de literatura estrangeira, publicando autores de diversos países como Bashevis Singer (Polônia/EUA),  Julian Barnes (Reino Unido) e do Brasil, Carola Saavedra com o livro “Paisagem com dromedário”.

Publicado em Literatura brasileira no exterior, Obras apoiadas, Programa de Apoio à Tradução, Uncategorized | Deixe um comentário

Biblioteca Nacional receberá nesta sexta, dia 5/06 evento sobre tradução e expressionismo linguistico

O grupo ESTTRADA – Estudos de tradução e adaptação da UFRJ em colaboração com o PACC – Programa Avançado de Cultura Contemporânea, a Universidade das Quebradas e com apoio do Istituto Italiano di Cultura e a Fundação Biblioteca Nacional promove nesta sexta-feira, dia 05/06/2015, uma iniciativa sobre como o conceito de expressionismo linguístico e cultural questiona as concepções de literaturas nacionais e periféricas e a própria questão de identidade nacional. O evento, que é gratuito, acontecerá no auditório Machado de Assis, da Biblioteca Nacional no centro do Rio de Janeiro, de 10:30 às 16hs e contará com a participação de:

Anita Mosca – Desde que iniciou sua carreira como atriz em 1993 e como diretora e dramaturga em 2004, já desenvolveu vários trabalhos profissionais, acumulando premiações e experiência internacional. Dentre os trabalhos profissionais como dramaturga, diretora e atriz desenvolvidos, destacam-se produções voltadas para questões sociais e culturais, tais como La strada projeto para a juventude de zonas a risco patrocinado da Punta Corsara e Fondazione Teatro Festival (Villa Literno e Casal di Principe – Itália 2008/2009); P de Paz oficina teatral de encontro entras as culturas patrocinado da União Europeia para os jovens de: Itália, Espanha, Turquia e Saara Ocidental (Madrid – Espanha 2007); Tu non vinci io non perdo oficina teatral sobre a idéia de resolução dos conflitos em maneira pacífica patrocinado da União Europeia para os jovens de: Itália, Espanha, Turquia e Saara Ocidental (Nápoles – Itália 2006); Memorie oficina de escrita criativa nos campos refugiados palestinos no Líbano e na Síria, com o apoio da Província de Nápoles e a Delegação Italiana (Beirute – Damasco 2004|2005); Obra de Ghassan Kanafani oficina de dramaturgia para atores (Teatro Al Midan – Haifa 2004); Bordeline oficina de auto – dramaturgia para os estudantes da Universidade de Haifa (Espaço Cultural para a Juventude Nazareth – 2003).

Rino Caputo (Ischitella Gargano em 1947) – professor de Literatura Italiana e Mestrado em literatura italiana, filologia e lingüística moderna no Departamento de Ciências Humanas da Universidade de Roma “Tor Vergata”. Publicou ensaios e livros de Dante, Petrarca, Manzoni, Pirandello e a crítica literária italiana e contemporânea norte-americana. Atuou com um curso de “História da Literatura”, na Escola Nacional de Cinema (antigo Centro Experimental de Cinematografia na Cinecittà). Co-editor da revista internacional “Dante. Jornal Internacional de Estudos Dante “e editor de” Pirandello “. Foi presidente nacional da ADI-SD, a Associação para a Educação de Professores Universitários de Literatura Italiana (ADI).

Alessandra Vanucci –  dramaturga e diretora, foi assistente de Direção de Benno Besson, Luca Ronconi e Augusto Boal.Trabalhou com Pippo Delbono e Eugenio Barba. Dirigiu A Descoberta das Américas, de Dario Fo (Rio, 2005, Prêmio Shell Melhor Ator); Pocilga, de Pasolini (Rio, 2006); Náufragos (Rio, 2009); O café de Carlo Goldoni (Rio, 2010); Felinda (Rio, 2011); O cozido (Brasília, 2012), Invisíveis (Rio, 2014) Desaparecida (Rio, 2014) e, na Itália, Arlecchino all’inferno (2007, Prêmio Arlecchino d’oro na Bienal de Veneza); Il cattivo selvaggioa Partir fazer Macunaíma, de Mário de Andrade (Turim, 2008), Il cavalier dalla triste figura (Roma, 2009) e Outros. Escreveu Oito Peças desde 2004, encenadas pelo Carga Teatro (Itália), com Menção na categoria Melhor Dramaturgia cabelo Prêmio Ubu 2009. E docente no Curso de Direção Teatral e fazer Programa de Pós-Graduação em Artes da Cena da ECO / UFRJ, Onde coordena a Linha de Pesquisa Poéticas da cena: Teoria e Crítica. Formada em Dramaturgia (DAMS-Bolonha, 1993), mestre em Teatro (UNI-RIO, 2000), doutora em Letras (PUC-Rio, 2004).

Andrea Lombardi – Professor e pesquisador da UFRJ, dá aula de literatura italiana, segue uma linha de pesquisa ligada à teoria da tradução, um reflexão que se baseia sobre um termo cunhado que é a ética da leitura (eticadaleitura.blogspot.com)  com temas ligados à leitura do Antigo Testamento (“a propósito da tradução do nome de Deus” e “Uma reletura do mito de Babel”) e, por outro , a uma análise do conceito de expressionismo (G. Contini), como subversão da tradição literária linear italiana, para reavaliar autores como Giambattista Basile, Teofilo Folengo e outros chegando ate Carlo Emilio Gadda e Emilio Villa. Realizou suas incursões no tema Dante (Pedra e Luz na Poesia de Dante) e Michelngelo poemas e realizou uma leitura que acredita ser original do Decameron  (O diabo no corpo).  Terminou de traduzir (em 2015) um livro de ensaios de Haroldo de Campos sobre a tradução (Traduzione, trans-creazione. Saggi di Haroldo de Campos) com Gaetano D´Itria, com prefácio de Umberto Eco e capa de Piero Boitani, a ser lançado pela editora Oedipus proximamente.

Davi Pessoa Carneiro –  professor adjunto de língua e literatura italiana da UERJ e tradutor; autor de Terceira Margem: Testemunha, Tradução (Editora da Casa, 2008). Desenvolve projetos sobre teoria da tradução e crítica literária italiana. Traduziu Georges Bataille: filósofo (Edufsc, 2010), de Franco Rella e Susanna Mati, Desgostos e Ligação Direta (Edufsc, 2010, 2011), ambos de Mario Perniola, Nudez (Autêntica, 2014) e Meios sem fim (Autêntica, 2015), de Giorgio Agamben.

William Soares dos Santos – possui graduação (1997) em Letras (Português/Italiano), mestrado (2002) em Linguística Aplicada, ambos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutorado em Letras (Estudos da Linguagem) pela PUC-Rio (2007). É Professor Adjunto da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, onde atua no curso de Pedagogia e no curso de Licenciatura em Letras, ministrando disciplinas de Prática de Ensino e Estágio Supervisionado de Português/Italiano e Educação e Comunicação. Atualmente, desenvolve pesquisa sobre narrativas, práticas de ensino/aprendizagem e formação de professores de Português/Italiano. Tem experiência na área de Educação, Linguística Aplicada e Análise do Discurso com ênfase em Sociolinguística Interacional e no ensino de Português como língua materna e Italiano como língua estrangeira. Em suas pesquisas lida, principalmente, com os seguintes temas: construções discursivas, narrativa, interação em contextos educacionais, educação, formação de professores de línguas e italianística.

Cartaz

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Evento na Biblioteca Nacional discute o conceito de expressionismo e suas implicações na tradução

No evento Línguas da Itália – Le Parlate d’Itália, que será realizado, com entrada franca, nesta sexta-feira dia 5 de junho, no auditório Machado de Assis da Biblioteca Nacional, das 10:30 às 16h, o grupo Esttrada – laboratório de Tradução e Adaptação da Faculdade de Letras da UFRJ irá apresentar o conceito de expressionismo, criado pelo crítico italiano Gianfranco Contini, e as implicações que este conceito traz ao romper com o que conhecemos como literaturas nacionais e literaturas periféricas.

Em conversa, o professor Andrea Lombardi disse:

“Quarenta são as línguas existentes na Itália, sendo apenas quinze línguas estrangeiras, como alemão, francês, grego, croata. Esta variação oferece uma contraposição, de pontos de vista culturais e lingüísticos, enorme dentro da península italiana. O grande linguista e crítico literário italiano Gianfranco Contini, introduziu a questão do expressinismo, ao fazer um paralelo entre o escritor e poeta Carlo Emilio Gadda com a escrita de James Joyce e Guimarães Rosa. O seu conceito de expressionismo define algo de “transbordante”, que transbordar de sentidos, um ir além, um experimentar, um galgar na criatividade, na originalidade, de maneira radical. Neste conceito o expressionismo ultrapassaria os autores modernos do século XX e alcançaria Dante. Dante nesta visão é um expressionista. Usa a língua de maneira criativa, o tempo inteiro, até poderíamos dizer, de uma maneira maníaca. Dentro deste quadro apresentaremos no evento uma série de autores são expressionistas. Eles não são dialetais, portanto não são periféricos. Eles são artistas da palavra, onde o texto, a palavra, tem muito mais importância do que o referencial. Portanto, eu digo que o conceito do expressionismo pode revirar a visão sobre a literatura italiana, e não só da italiana, ele pode mostrar que a ideia que temos de literaturas nacionais, de identidade nacional é totalmente ultrapassada, que está ligada a uma visão dos anos 70, uma visão ideológica que não funciona mais.”

Mais adiante o professor apresenta as implicações do conceito de expressionismo para a teoria da tradução:

“Esta questão está ligada à teoria da tradução. Mas devemos buscar uma teoria da tradução que esteja ligada à teoria da linguagem. Para isto, é necessário analisar os problemas relacionados à ruptura, a ruptura através da originalidade, a ruptura no sentido de romper com alguma tradição, no estilo de Harold Bloom, em “Angústia da influência”, uma ruptura para identificar de uma maneira diferente aquilo como nós examinamos a questão. Eu não sou favorável à visão de tradução como relação de amizade, o próprio Levinas diz isso, o próprio Derrida diz isso, para mim tradução é conflito, como mostra Benjamin. Conflito no sentido de que há um leitor que se coloca em relação a uma tradição com uma relação de conflito e, a partir daí, tenta elaborar uma forma de interpretação que subverta o original lido e possa reconstituir através dos cacos, o vaso de uma forma diferente, utilizando a imagem cabalística de Benjamin. Por que isso? Porque o problema é que não podemos espelhar o mundo. Nós temos que inventar algo de novo para sobreviver intelectualmente e nós temos que inventar a partir da tradição que nós conhecemos. No caso específico do expressionismo, na minha opinião, é o transbordar que rompe as barreiras o tempo inteiro, só que ele foi encapsulado numa visão angusta, limitada, que é aquela de ser representante da periferia. Isto é uma bobagem, porque um grande autor italiano romântico, como Leopardi por exemplo, seria um autor periférico. Ele estava na periferia, se ocupava da periferia, mas ele trabalhava na ruptura da linguagem como outros autores desse tipo. Dante é um que só trabalhava a questão da transformação e da ruptura. Portanto, ele não trabalha com a relação da teologia e a representação da poesia. Ele trabalha com a conversão e a conversão é mais uma categoria hermenêutica do que teológica, a meu ver.”

No evento haverá a leitura dramática de textos de autores napolitanos no original pela atora italiana, Anita Mosca e a diretora teatral e professora Alessandra Vannucci, com o objetivo de apresentar ao público a potencialidade original dos autores ditos periféricos. O professor Andrea Lombardi acredita que é necessário uma nova visão, uma nova leitura:

“O que precisamos é reavaliar esses autores, dar a carga que eles possuem, você não faz idéia da carga que eles têm. Uma carga mimética, gestual, mímica, sonora, timbre, tudo! Você já viu um texto lido pelo Google? “este texto é muito bom” ( o entrevistado imita a leitura por um robô). Então, nós precisamos dar corpo, cor, timbre ao texto, mímica ao texto…Mas o texto não tem mímica, você vai me dizer. E eu vou responder: Mas, o texto tem mímica sim! Ele tem uma série de coisas! E essas características fazem parte da interpretação. Há, por exemplo, a questão da sonoridade. Quando você lê uma tradução há uma sonoridade no texto e isto é uma questão importante para a tradução e assim por diante.”

Cartaz

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Um país e uma pluralidade de expressões linguísticas

Nesta sexta-feira, dia 5 de junho de 2015, a diversidade linguística existente na península italiana será apresentada e discutida no workshop Línguas da Itália – Le parlate d’Itália.

Organizado e promovido pelo Esttrada laboratório de tradução e adaptação da Faculdade de Letras da UFRJ em colaboração com o PACC – Programa Avançado de Cultura Contemporânea, Universidade das Quebradas, e tem o apoio do Istituto Italiano di Cultura e do Programa de Apoio à Tradução e à Publicação de Autores Brasileiros no Exterior da Fundação Biblioteca Nacional.

O evento contará com a presença da atriz e diretora italiana Anita Mosca e de Alessandra Vannucci, diretora de teatro e pesquisadora/professora da UFRJ, que interpretarão textos em língua Napoletana e em outras “falas” da Itália.

Nos debates também estarão presentes os professores Andrea Lombardi (UFRJ), Davi Pessoa (UERJ) e William Soares (UFRJ).

A entrada é gratuita e serão concedidos certificados de participação.

Data:       5 de Junho, 2015.

Horários: 10:30 – 12:30                                                                                                                                             14:00 – 16:00

Local:      Fundação Biblioteca Nacional                                                                                                                Auditório Machado de Assis                                                                                                                  Entrada pela Rua México, s/n (jardim da Biblioteca)

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário