HQ brasileira se destaca no panorama internacional

O livro Tungstênio, de Marcelo Quintanilha, foi o vencedor da categoria Policial no Festival Internacional de Histórias em Quadrinhos de Angoulême 2016. O livro foi publicado no Brasil, pela Veneta, e na França, pela Editions çà et là. Talco de vidro, outro título do mesmo autor, sairá na Espanha, pela Ediciones La Cúpula, com o apoio da Fundação Biblioteca Nacional por meio do Programa de Apoio à Tradução e à Publicação de Autores Brasileiros no Exterior.

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Marcello Qintanilha é também autor de Talco de vidro, que sairá na Espanha com o apoio da FBN.

Conheça outras HQs lançadas recentemente com o apoio do Programa:

Favela-chaos-350x435 O livro – Desterro é o retrato da vida nas favelas das periferias de São Paulo. Segundo Ferréz: “A história mostra que não é preciso morrer para ser enterrado em São Paulo”. O crime, a polícia corrupta, o dinheiro, a miséria, o amor e a solidão são temas que se misturam e se entrelaçam. O livro é resultado de seis anos de trabalho da dupla Ferréz e De Maio.

O autorFerréz, é o nome artístico de Reginaldo Ferreira da Silva. É romancista, teatrólogo, roteirista, poeta e contista. Aborda em seus livros temas relacionados à periferia das cidades. Fortaleza da Desilusão (1997), Capão Pecado (2001), Manual Prático do Ódio (2003) Amanhecer Esmeralda (2005) e Ninguém é Inocente em São Paulo (2006) são alguns de seus livros. Alexandre de Maio é quadrinista, jornalista, diagramador e ilustrador. Seu trabalho começou a ganhar destaque com o movimento Hip Hop paulista e a revista RAP Brasil publicada pela editora Escala. Em 2013 foi vencedor do prêmio Tim Lopes de jornalismo investigativo com “Meninas em Jogo”, uma entrevista sobre a exploração sexual infantil no Ceará durante a Copa do Mundo.

O tradutor – Paula Salnot, tradutora e fundadora da editora Anacaona, explica: “Quando gosto, sinto uma vontade de guardar as obras comigo, como se elas fossem meus nenéns. Sei que, quando a editora crescer, vou precisar subcontratar tradutores, mas, por enquanto, esse é o meu luxo: poder escolher o que eu traduzo e traduzir o que eu gosto”(entrevista)

Kero-un-reportage-maudit-Plinio-marcos-570x708.pngO livro – Querô: uma reportagem maldita , publicado em 1976 pela editora Símbolo, conta a história de um menino de rua, Querô. Como todo menor abandonado, luta pela sobrevivência. Sua história e a brutalidade de seu cotidiano nas ruas da cidade de Santos são retratadas com ferocidade nas palavras e violência na descrição de forma que o leitor ame e odeie esse moleque.

O autor – Plinio Marcos foi escritor, dramaturgo, cronista, ator, diretor e jornalista. Durante a ditadura militar escreveu várias peças de teatro. Trabalhou no jornal Última Hora, revista Veja, Folha de São Paulo, TV Globo. Suas peças mais famosas são: Navalha na Carne (1968) e Dois Perdidos numa noite suja (1978).

O tradutorMelen Kerhoas é tradutor de espanhol e português para o francês com formação em ciências humanas e sociais. Já traduziu peças de teatro e trechos de romances brasileiros contemporâneos ( Jornal Pessoa , Sorbonne Paris IV). Em 2015, o tradutor participou do Ateliê de Tradução Francês-Português do programa Fabrique de Traducteurs, promovido pela ATLAS (Association pour la promotion de la traduction littéraire) e organizado pelo Collège International de Traducteurs littéraires (CITL), na cidade de Arles. Saiba mais sobre o programa.

A editora – Anacaona, estabelecida em Paris, é uma casa independente dedicada à iteratura brasileira. Divide autores e suas obras a partir de três coleções temáticas:  Época  –  a diversidade das vozes brasileiras; Urbana –  cena urbana brasileira, Terra – o regionalismo brasileiro.

cachalote Banda de dosoeste vermelho

Em 2012 o Programa apoiou a publicação, pela editora francesa Cambourakis, da obra Cachalote de Daniel Galera e Rafael Coutinho; em 2013  foi a vez dos álbuns Bando de dois de Danilo BeyruthOeste vermelho Marcelo Costa e Magno Costa receberem o apoio para serem lançados na Argentina pela Editorial Municipal de Rosario.

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Em 2014, a editora Sarbacane lançou o álbum Le Brigand du Sertão, edição francesa de Estórias gerais, de Wellington Srbek e Flavio Colin (Editora Nemo, 2012). A obra ganhou o Troféu HQ MIX nas categorias “Melhor Graphic Novel”e “Melhor Roteirista Nacional” e o Prêmio Angelo Agostini de melhor roteirista e melhor desenhista. Leia a entrevista que o roteirista Wellington Srbek concedeu ao nosso blog:

Histórias Gerais ganha edição francesa
Também apoiadas pela FBN, estão no prelo as edições de Armadinho três, de Alexandre Beck, editora 4 Estações / Portugal, e de Anita Garibaldi: o nascimento de uma heroína, de José Custódio Rosa Filho, editora Verbavolant / Itália.

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BRASIL EM GUADALAJARA

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Debate com os escritores: Simone Campos, Flávio Carneiro,  Raphael Montes e André Sant’Anna (Conferência “Destinação Brasil” dentro da Feira Internacional do Livro de Guadalajara 2015).

A 29ª edição da Feira Internacional do Livro de Guadalajara, que ocorreu entre os dias 28 de novembro e 6 de dezembro de 2015, contou com uma intensa participação de autores e profisssionais do livro brasileiros. Na ocasião foi lançado o sétimo número da revista Machado de Assis Magazine. O Jornal El País / Brasil, em sua cobertura sobre o evento, destacou o interesse crescente do mercado literário internacional pelo Brasil e ressaltou o papel da revista Machado de Assis como meio de divulgação de nossa literatura:

“…a FIL Guadajalara mantém há quatro anos especialmente para destacar a literatura brasileira, o Destinação Brasil. Sua idealizadora é Laura Niembro, diretora de conteúdos da feira e apaixonada pelo Brasil, quem define o país como “o irmão ausente na América Latina” e faz coro com a escritora – em tom, felizmente, mais otimista. Aos visitantes do evento, um dos raros a combinar atividades para profissionais do meio editorial com a presença do público, Laura lança um convite: “A todos os leitores ávidos por descobrir novas histórias, para os que cada ano esperam que a FIL os surpreenda, para o público profissional que anda à caça de oportunidades de negócio, o destino é o Brasil”. Bom para a feira, que atrai para si o potencial do mercado editorial brasileiro, e bom para o Brasil, que desfruta de um espaço ainda não explorado para angariar mais leitores para si.”

“À presença do MinC, da CBL e do BP, soma-se a importância de veículos essenciais de divulgação da produção literária brasileira internacionalmente, como a revista Machado de Assis (cujo sétimo número, com trechos de livros traduzidos ao espanhol e ao inglês, foi lançado nesta FIL) e o programa de apoio à tradução de autores do Brasil no exterior – divulgados em Guadalajara a cada edição da feira. Ambas são iniciativas da Biblioteca Nacional que lutam para não ser descontinuadas e sobreviver às recessões e trocas de governo.”

Veja a matéria completa em:

http://brasil.elpais.com/brasil/2015/12/05/cultura/1449326685_896672.html

Acesse aqui o último número da revista Machado de Assis.

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Machado de Assis Magazine divulga os autores da 7ª edição

A revista Machado de Assis Magazine – Literatura Brasileira em Tradução anuncia os nomes dos escritores que terão seus textos publicados no número 7 da revista, que será lançada na Feira do Livro de Guadalajara no próximo dia 3 de dezembro.

A publicação é reconhecida como uma importante ferramenta para impulsionar a literatura brasileira no exterior e vem se tornando referência para editores, agentes literários e pesquisadores de vários países interessados na literatura brasileira, por apresentar trechos de textos de autores contemporâneos e clássicos em inglês e espanhol.

A revista é fruto de uma cooperação entre a Fundação Biblioteca Nacional e o Instituto Itaú Cultural e se insere no contexto do Programa de Apoio à Tradução e Publicação de Autores Brasileiros no Exterior. O Programa tem o objetivo de difundir a literatura brasileira através de diversas iniciativas como o apoio à tradução e ao intercâmbio de autores brasileiros no exterior e à residência de tradutores estrangeiros no Brasil. A revista complementa o Programa auxiliando editores e agentes literários estrangeiros a conhecerem a nossa produção literária.

Na Feira de Guadalajara 2015 estarão presentes 12 autores brasileiros. Dentre eles, 8 já foram publicados na revista Machado de Assis: Joca ReinersTerron, André de Leones, Rubens Figueiredo, André Sant’anna, Flávio Carneiro, Raphael Montes, Noemi Jaffe, Claudia Lage e Simone Campos, que integra este sétimo número. Confira na Revista os trechos destes e de outros autores. A publicação é de livre acesso e permite o download de todo o seu conteúdo: www.machadodeassismagazine.bn.br

Para esta edição foram selecionados 21 autores de um total de 76 inscrições. A revista conta com um conselho editorial composto por representantes do mercado e membros da FBN, do Itaú cultural e do Ministério das Relações Exteriores, que se reuniu para selecionar as candidaturas segundo a qualidade literária, mas também levando em conta a tradução apresentada.

Conheça agora os autores que farão parte deste número:

Adriana Carranca

Carlos de Brito e Mello

Carlos Eduardo de Magalhães

Clarissa Macedo

Débora Ferraz

Fernando Bonassi

Flávia Lins e Silva

Ieda de Oliveira

Ieda Magri

Índigo

Jacques Fux

João Batista Melo

José de Alencar

Julia Dantas

Luize Valente

Malu Gaspar

Marcelo Rubens Paiva

Marcos Peres

Sérgio Sant’Anna

Simone Campos

Susana Fuentes

 

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LITERATURA BRASILEIRA PARA CRIANÇAS E JOVENS ESTRANGEIROS

fuzzMcflopsO livro Felpo Filva é a  história da correspondência entre um coelho poeta e uma fã que discorda de seus poemas é contada através de poesia, carta, receita, biografia e outros gêneros textuais, como provérbios.

foto_evaO autorEva Furnari é arquiteta, artista plástica e professora. A escritora já publicou mais de 60 livros para crianças. Seus primeiros livros foram lançados na coleção Peixe Vivo, pela editora Ática, nos anos 80 . Eram histórias contadas apenas através de imagens, mas a partir de 1994 o texto ganha espaço em  suas narrativas.

Alison-04O tradutor Alison Entrekin já traduziu para o inglês obras de vários autores brasileiros e portugueses, como Cidade de Deus, de Paulo Lins, O Filho Eterno, de Cristovão Tezza, e Budapeste, de Chico Buarque.

A editoraPushkin Children’s é um selo da editora inglesa Pushkin Press que foi fundada em 1997 e que publica romances, ensaios, memórias e livros infantis, do clássico ao contemporâneo. Seus livros são sinônimo de boa leitura, pois procuram selecionar sempre o melhor da literatura mundial.

lendas indigenasO livroContos indígenas brasileiros é uma seleção de mitos que representam a caminhada de diversos povos indígenas e nos mostra o poder da palavra, que é capaz de criar monstros e heróis, enfeitiçar e de transmitir a história para a geração seguinte. São mitos de 8 povos indígenas de famílias lingüísticas distintas: Tupi, Macro-Jê, Nanambikwara, Aruak, Tukano, Karib.

©MoisésMoraes-20130313-0053O autor – Daniel Munduruku é graduado em psicologia, história e filosofia. É mestre em antropologia social pela USP, doutor em educação pela USP.É Relações-Públicas do Instituto Indígena Brasileiro de Propriedade Intelectual. É Diretor-presidente do Instituto Uk’a – a casa dos saberes ancestrais. É conselheiro-executivo do Museu do Índio do RJ. É membro da Academia de Letras de Lorena. Tem diversas obras publicadas sobre a cultura indígena.

Bild1O tradutorThomas Kae dereit é autor de textos sobre Tecnologia da Informação, professor e tradutor. Já traduziu para o alemão “Futebol, textos do Brasil nº 17” do Ministério das Relações Exteriores, “A história da Igreja Católica em Moçambique”, dissertação de Arcanjo Sitimela. “O jogo no ensino das línguas estrangeiras” dissertação de Eloide Kilp e “Valsa para Bruno Stein”, de Charles Kiefer.

A editoraHans Schiler é uma editora de Berlin. Possui como principais publicações “Learning an Occupation-Practices and Policies” de Claudio de Moura Castro, “Moderne, Subjekt, Staat” de Parvin Javadi, “Achieving a career, becoming a master” de Jesko Schmoller, “Na Elusive Hope-State Reform in syria 2000-2007” de Amer Nizar Ghrawi, “Slaves without Shackles” de Nur Sobers-Khan, Die Unruhen Von 1850 in Aleppo” de Feras Krimsti, entre outros.

os principes do destinoO livroOs príncipes do destino, histórias da mitologia afro-brasileira. O livro nos conta com humor histórias da mitologia dos Orixás. No País dos Yorubas, na África Ocidental, cada ser humano está sob a proteção de um dos dezesseis príncipes, o seu “padrinho do destino”, os “Odus”, cuja missão é coletar e recontar histórias. Acima deles reinam as divindades, os orixás e em particular Ifá, o mestre dos destino. Com o êxodo para o Brasil, coube aos pais e mães de santo do Candomblé transmitirem de geração a geração as histórias dos Odus e dos Orixás, mantendo assim a cultura que os ancestrais trouxeram de seu país distante.

Reginaldo PrandiO autor Reginaldo Prandi, sociólogo e escritor, é doutor em sociologia pela Universidade de São Paulo. É Professor Sênior do Departamento de Sociologia da USP e pesquisador do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Foi um dos fundadores do Instituto Datafolha, órgão de pesquisa do jornal Folha de S. Paulo, participou do Comitê de Ciências Sociais do CNPq, coordenou o Comitê de Sociologia da Capes e foi membro do Comitê Acadêmico da Anpocs. Trabalhou em diversas áreas da sociologia e hoje se dedica principalmente à sociologia da religião, com ênfase nas religiões afro-brasileiras, evangélicas e católica. É autor de mais de 30 livros, incluindo obras de sociologia, mitologia, literatura infantojuvenil e ficção policial. Entre outros prêmios, recebeu o Prêmio Érico Vannucci Mendes 2001, outorgado pelo CNPq, SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – e Ministério da Cultura por seu trabalho de preservação da memória cultural brasileira. Foi indicado três vezes ao prêmio Jabuti.

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O tradutor
Dominique Nédellec. Nascida em 1973, trabalhou em editoras, agências literárias e livrarias e vendeu livros de segunda mão e responsável do “Bureau du livre” na embaixada da França na Coréia do Sul antes de se tornar tradutora. Tornou-se tradutora de língua portuguêsa quando foi morar em Lisboa (2002-2006). Desde 2003, traduziu cerca de trinta títulos Da literatura brasileira já traduziu os seguintes autores: João Paulo Cuenca, Rubens Figueiredo, Michel Laub, Rodrigo Lacerda e Adriana Lisboa.


paulo_monteiroO Ilustrador
Paulo Monteiro é um dos artistas
plásticos da famosa Geração 80. Em suas obras, se utiliza de diferentes meios para se expressar, pinturas, desenhos, colagens, esculturas. Uma das características em seu trabalho é ultrapassar a definição de formas. É autor de HQ e ilustrador de livros infanto-juvenis.

A editoraPrésence Africaine está localizada em Paris e desde 1949, ano de sua fundação, é especializada em cultura negra. A editora surgiu a partir da revista Présence Africaine, que existe desde 1947 e logo nos primeiros números se tornou um ícone da emancipação negra, contando com colaboradores de peso como André Gide, Jean-Paul Sartre, Albert Camus, Emmanuel Mounier, Michel Leiris.

o menino q achou uma estrelaO livroO menino que achou uma estrela conta a história de um menino que sai de manhã para brincar e encontra uma estrela menina. A estrela está doente e ele a leva para casa, mas o que fazer para ajudá-la a sarar?

marina-colasanti4O autorMarina Colasanti já foi pintora, ilustradora, apresentadora de televisão, roteirista. Como escritora e jornalista trabalhou para várias revistas e jornais assinando colunas e escrevendo crônicas.  Seu primeiro livro, Eu sozinha, foi lançado em 1968. Já publicou mais de 30 obras para o público adulto e infantil, tendo sido agraciada com o prêmio jabuti três vezes.

O tradutorMohammed Hosni é tradutor de português e italiano para o árabe. Já traduziu Saramago e Fernando Pessoa, possui diversos trabalhos de tradução para a revista literária egípcia Akhbar El adab sobre literatura italiana e portuguesa.

Voce conhece a JoanaO livroVocê conhece a Joana? Elas têm o mesmo nome e outras coisas em comum, mas são muito diferentes. Mas as diferenças não serão problema para a grande amizade que há entre elas.

Maria EugêniaO autor Maria Eugênia é escritora e ilustradora. Como ilustradora estreou em 1991 e, na literatura infanto-juvenil, em 1995. Já trabalhou em mais de cinqüenta livros para crianças e para adultos. Foi premiada com o Bolonha Ragazzi Award – New Horizons  e o prêmio Jabuti em 2003.

O tradutor Khaled Tobar é escritor, poeta premiado, editor de rádios (Radio Inglesa no Cairo e da Radio Alemã – Seção Árabe) e da revista eletrônica “English Time”. Traduziu “Ruba’yat”, de Salah Jaheen, para inglês e alemão e Oscar Wilde, do inglês para o árabe. Traduziu também diversos livros infantis.

o consumoO livroO consumo – Dicas para se tornar um consumidor consciente. Luca e Léo procuram um jeito de consumir que seja bom para eles e para o resto do planeta, assim aprendem junto com o leitor sobre outras coisas que estão relacionadas ao consumo consciente, como educação financeira, cidadania e ecologia.

Cristina VonO autorCristina Von é formada em publicidade e já lançou mais de Ana Luiza40 livros para os públicos infanto-juvenil e adulto.

 

Ilustração: Ana Luiza de Paula é designer e formada em comunicação visual pela FAAP, em SP. Já ilustrou vários livros infantis para diversos autores.

O tradutorMohammed Hosni é tradutor de português e italiano para o árabe. Já traduziu Saramago e Fernando Pessoa, possui diversos trabalhos de tradução para a revista literária egípcia Akhbar El adab sobre literatura italiana e portuguesa.

A editoraSphinx Agency é uma editora egípcia que publica aproximadamente 35 livros por ano. Após os eventos da primavera árabe, em 2011, a editora decidiu ampliar seu programa de livros infantis para que as crianças egípcias tenham a chance de conhecer boa literatura de diferentes países do mundo. Para isso, deu início a uma série intitulada “Children of the world” (Crianças do mundo) com uma previsão de publicação em torno de 100 títulos, no prazo de 4 anos. Estes três livros brasileiros fazem parte deste projeto.

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DESBRAVANDO NOVOS TERRITÓRIOS: PRIMEIRAS TRADUÇÕES DE AUTORES BRASILEIROS

nos todos adoravamos cowboysO livro: A estrada e o caubói são símbolos de liberdade e independência na cultura americana e também passaram a fazer parte de nosso repertório imaginário, como sugere o título do livro (Todos nós adorávamos caubóis) lançado pela Cia das Letras em 2013. A autora criou uma história em que duas mulheres vagam pelos amplos pampas gaúchos em busca de liberdade já que se sentem como forasteiras em sua própria terra.

carol BensimonA autora: Este é o terceiro livro publicado de Carol Bensimon e o seu segundo romance: o primeiro foi Sinuca embaixo d’água, de 2009. Todos nós adorávamos caubóis, de 2013, é a sua estréia no estrangeiro. Em 2012, foi escolhida pela revista inglesa Granta como um dos vinte melhores jovens escritores brasileiros.

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                    A tradutora: Malu Barnuevo é escritora, editora, ilustradora e tradutora de português, francês e inglês. Formada em Comunicação Audiovisual, seu doutorado foi sobre o cinema de animação espanhol. Possui também mestrado em edição de livros, setor onde se firmou profissionalmente após atuar em diversas áreas como televisão, publicidade e comércio varejista. Morou no Brasil, durante um ano e meio.

A editora: Continta Me Tienes é uma editora independente, com sede em Madri, especializada na publicação de livros relacionados com arte, a formação e o pensamento contemporâneos. Surgiu em 2011, com o lançamento do livro “A veces me pregunto por qué sigo bailando”.

areia nos dentesO livro: Em Areia nos dentes, lançado em 2008 pela Não Editora e reeditado em 2010 pela Rocco, um velho trancado em seu apartamento conta a história de seus antepassados em um povoado do Velho Oeste: a briga de duas famílias, um assassinato, desejos de vingança e um segredo guardado no porão.


Antonio Xerxensky2O Autor:
 Antônio Xerxenesky é tradutor e editor do site da Cosac Naify. Em 2012, foi selecionado pela revista Granta como um dos vinte melhores jovens escritores brasileiros. Já publicou textos em diversos jornais e revistas, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, The New York Times e a revista Newsweek e alguns de seus contos foram traduzidos para alemão e inglês e espanhol.

Mélanie Fusaro asphalte

A tradutora: Mélanie Fusaro nasceu em 1985 em uma família de origem italiana, muito nova se apaixonou pelas culturas latinas. Segundo o site da editora Asphalte, português e espanhol são línguas que disputam espaço com o italiano em sua paixão pela literatura e viagens.

A editora: Asphalte é uma casa editorial francesa independente. Publica, desde sua fundação em 2010, ficção de temática urbana e cosmopolita. Identificada com a cidade e suas margens, defende uma literatura na fronteira dos gêneros, com referências a cultura pop, viagens e música. Tem no catálogo outros autores brasileiros –  Edyr Augusto (Os éguas, Moscow Casa de caba), Arthur Dapieve (Black Music), Paulo Lins (Desde que o samba é samba) – e nomes como o argentino Félix Bruzzone, o americano George Pellecanos, a espanhola Adriana V.Lopez., o tailandês Chart Korbjitti, entre outro


noites de alface

O livro: Lançado em 2013 pela Alfaguara / Objetiva, Noites de alface conta a história de Otto que sofre com a solidão de sua recente viuvez e passa a desconfiar que a comunidade da pequena cidade em que vive guarda um segredo, um mistério que pode envolver sua falecida esposa.

Vanessa Barbara Cia das LetrasA autora: Vanessa Barbara é jornalista, tradutora, cronista, mantém uma coluna na Folha de S. Paulo e no International New York Times. Sua primeira obra publicada, O livro amarelo do terminal, ganhou o Jabuti de reportagem de 2008. A Revista Granta, em 2012, incluiu seu nome entre “Os melhores jovens escritores brasileiros”.

Do NEDELLEC Copyright Brian Graham_Portrait

O tradutor: Dominique Nédellec  tem um extenso currículo em tradução. Já traduziu obras de vários autores portugueses, de Eça de Queiroz e Antônio Lobo Antunes. De brasileiros, autores como Adriana Lisboa, Daniela Galera, João Paulo Cuenca e Rubens Figueiredo. Em 2013,  participou do programa de residência de tradutores estrangeiros no Brasil com a obra “Diário da Queda”, de Michel Laub.

A editora: Zulma é uma editora independente fundada em 1991 e sediada em Paris. Publicam em torno de dezesseis livros por ano. Em seu catálogo, encontram-se alguns prestigiosos escritores franceses e francófonos, como por exemplo, Jean-Marie Blas de Roblès, Hubert Haddad, Pascal Garnier, Boubacar Boris Diop (Senegal) e Makenzy Orcel (Haiti). Traduzem autores de diversas partes do mundo como Audur Ólafdóttir (Islândia), Bergsveinn Birgisson (Islândia), Zoya Pirzad (Irã) Benny Barbash (Israel) Hwabg Sok-yong (Coréia do Sul) entre outros. Vanessa Bárbara é o primeiro autor brasileiro em seu catálogo.

crédito das fotos:
Carol Bensimon: wp.clicrbs.com.br/mundolivro
Malu Barnuevo: http://www.colabora-coworking.com
Antônio Xerxenesky: http://www.rocco.com.br
Vanessa Barbara: http://www.companhiadasletras.com.br
Mélanie Fusaro: asphalte-editions.com
Dominique Nédellec: Brian Graham
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CRIME E SUSPENSE BRASILEIROS NO EXTERIOR

PatriciaA autora: Patrícia Melo é autora de livros policiais, dramaturga e redatora de cinema e televisão. É conhecida por explorar em suas obras a mente criminosa.  Em 2001 ganhou o Prêmio Jabuti com o livro Inferno.

ladrão de cadaveresO livroLadrão de cadáveres conta a história de um ex-gerente de uma central de telemarketing que presencia a queda de um monomotor no rio Paraguai. Ao se dirigir ao local para tentar socorrer possíveis vítimas encontra o piloto morto e um pacote de cocaína. Uma história sobre o acaso, violência e traição. Foi publicado no Brasil pela Rocco em 2010.Juan Pablo Villalobos - 13076


O tradutor:
Além de ser um dos escritores mexicanos mais traduzidos atualmente, Juan Pablo Villalobos  é tradutor, responsável pela versão em língua espanhola de obras de Rodrigo de Souza Leão, Sérgio Rodrigues e Raduan Nassar.

A editora: Oceano é um grupo editorial sediado na Cidade do México que oferece títulos de todos os gêneros e assuntos, obras de cunho prático a clássicos da literatura mundial.

o matadorPublicado em 1995 pela Cia da Letras e na atual edição pela Rocco,  O matador conta a história de um Elogio da Mentiravendedor de carros usados que se torna um matador, um assassino profissional, respeitado em sua comunidade.

Em
Elogio da mentira, de 2010, uma mulher convence o amante a ajudá-la a assassinar o marido. Mas o destino prega suas peças e uma série de acontecimentos ocorrem e podem alterar o que estava planejado.

A tradutora: Anca Ferro é portuguesa e romena. Além das obras de Patrícia Melo, traduziu para a editora Univers, Histórias de literatura e cegueira, de Julián Fuks e O senhor do lado esquerdo de Alberto Mussa, entre outros.

A editora: Univers foi fundada em 1969 e está sediada em Bucareste. Desde a sua criação, a editora tem como objetivo publicar os livros mais importantes da literatura universal, com traduções de qualidade e para o seu público.  A literatura brasileira possui um importante lugar em seu catálogo e inclui importantes nomes como Érico Veríssimo, Jorge Amado, Manuel Bandeira, Machado de Assis, Graciliano Ramos e Antonio Olinto, Moacyr Scliar, além dos nomes contemporâneos como Adriana Lisboa, Antonio Torres, Raimundo Carrero e Patrícia Melo.

dias perfeitosO livro: Dias Perfeitos é a história obssessiva e paranóica de Téo, um estudante de medicina que desenvolve uma fixação por Clarice, uma menina que está escrevendo um roteiro para cinema sobre 3 amigas que viajam de carro em busca de romance e aventura, chamado “Dias perfeitos”. Como não consegue conquistá-la, acaba por seqüestrar a garota e a leva a uma viagem pelos locais citados no roteiro. No Brasil o livro foi publicado pela Companhia da Letras em 2014.

Raphael Montes cred ciadasletrasO autor: Raphael Montes é advogado e escritor. Aos 20 anos lançou seu primeiro romance policial, Suicidas, que o colocou entre os dez finalistas do prêmio São Paulo de Literatura na categoria autor estreante. Já publicou contos em várias antologias de mistérioScott Turow, renomado autor de romances policiais, declarou sobre este autor: “Raphael Montes está entre os mais brilhantes ficcionistas jovens que conheço. Ele certamente redefinirá a literatura policial brasileira e vai surgir como uma figura da cena literária mundial.” 

A tradutora: Mercedes Vaquero Granados é espanhola e nasceu em 1973. Já traduziu La História de La Biblia, de Karen Armstrong, Dios No Existe, de Christophr Hitchens, El Elemento, de Ken Robinson, e Escuchando a The Doors, de Marcus Greil,  entre outros.

A editora: Esta edição foi elaborada para o mercado mexicano pela Penguin Random House Grupo Editorial, que é líder em edição e distribuição em língua espanhola e faz parte do grupo internacional Penguin Random House. 

o caso morelO livro: O caso Morel  foi o romance de estréia de Rubem Fonseca, lançado em 1973. A história se passa durante a ditadura militar. Paul Morel é um artista de vanguarda que está preso com o escritor Vilela. Os dois contam histórias que mesclam sexo, violência e fazem reflexões sobre arte e literatura. A última edição do livro foi lançada pela editora Agir em 2010.

rubem-fonsecaO autor: Rubem Fonseca é escritor e roteirista. Sua experiência como comissário de polícia nos anos 50 acabou por influenciar sua escrita, narrando com brutalidade à violência nas cidades. É vencedor do Jabuti, em diferentes ocasiões, e do Prêmio Camões em 2003, a premiação de maior prestígio para autores de língua portuguesa.

O tradutor:  John O’Kuinghttons é escritor, professor  e tradutor  de francês e português para o espanhol e de espanhol para o português. Já traduziu diversos títulos de Rubem Fonseca, como O seminarista e Romance negro.

A editora: Tajamar Editores é uma editora chilena, fundada em 2002 e sediada em Santiago do Chile. Sua linha editorial está dividida em três coleções:  Edición Limitada, direcionada para Poesia, Alameda, para ensaios, crônicas e crítica literária, e  Narrativa, através da qual  já publicou onze livros de Rubem Fonseca e O inventário das coisas ausentes, de Carola Saavedra. Recentemente foi criada uma coleção para livros infantis e educativos.

casa de cabaO livro: Casa de caba é uma estória sobre vingança, assassinatos e escândalos políticos que se passa em Belém do Pará, durante o Círio de Nazaré. Foi publicado pela Boitempo em 2004.

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O autor:
O escritor paraense Edyr Augusto  é jornalista, radialista, diretor de rádio e dramaturgo.  Em março, recebeu o prêmio Chameleon, da Université Jean Moulin, por Belém (Os éguas, no Brasil), considerado o melhor romance brasileiro contemporâneo traduzido para o francês, superando obras de outros brasileiros. Tem recebido destaque na grande mídia e na imprensa especializada da França. Seus romances apresentam histórias sem maniqueísmos, através de frases curtas e diretas retratando a brutalidade e a violência na cidade de Belém do Pará.

O tradutor: Diniz Galhos é escritor e já traduziu, além dos três títulos de Edyr Augusto (Os éguas, Moscow Casa de caba), obras de crime e suspense de autores de língua inglesa, principalmente.

A editora:  A Asphalte é uma casa editorial francesa independente. Publica, desde sua fundação em 2010, livros de ficção de temática urbana e cosmopolita. Identificada con cidade e suas margens, ela defende uma literatura na fronteira dos gêneros, com referências a cultura pop, viagens e música. Tem no catálogo outros autores brasileiros –  Antonio Xerxenesky (Areia nos dentes), Arthur Dapieve (Black Music), Paulo Lins (Desde que o samba é samba) – e nomes como o argentino Félix Bruzzone, o americano George Pellecanos, a espanhola Adriana V.Lopez., o tailandês Chart Korbjitti, entre outros.

a tristeza das nevesO livro:  Em A tristeza extraordinária do leopardo das neves, uma enfermeira cuida de uma criança com hábitos noturnos, que não fala, não sai de casa, não recebe visitas e cujo único contato com o mundo exterior se dá através da janela para uma rua do Bom Retiro, um  bairro peculiar, já que se tornou o lar para imigrantes judeus, coreanos e bolivianos na cidade de São Paulo. Em suas ruas um escrivão investiga o caso do Nocturama (nome da visita noturna guiada ao zoológico). As duas histórias se encontram numa trama que reúne suspense e terror. No Brasil, o livro foi lançado pela editora Companhia das Letras em 2013.

Joca TerronO autor: Joca Reiners Terron estudou arquitetura na UFRJ e se graduou em Desenho Industrial na UNESP. Foi o criador da editora Ciência do Acidente. Já recebeu os prêmios: Redescoberta da Literatura Brasileira da Revista Cult pelo romance Não há nada lá (2000), Bolsa para Autores com Obra em Fase de Conclusão da Fundação Biblioteca Nacional (2002), Bolsa Petrobras de Criação Literária pelo romance Guia de ruas sem saída (2007), Prêmio Machado de Assis de Romance da Fundação Biblioteca Nacional por Do fundo do poço se vê a lua (Companhia das Letras, 2010). Autor dos contos reunidos em Hotel Hell e Sonho interrompido por guilhotina, dos poemas publicados em Eletroencefalodrama Animal anônimo e do romance Curva de rio sujo.

Paula AbramoA tradutora: Paula Abramo estudou Letras Clássicas na Universidad Nacional Autónoma de México e foi professora de literatura brasileira nesta universidade. Traduziu do português para o espanhol, entre outras obras, O Ateneu, de Raul Pompeia, contos infantis de Angela-Lago, Eva Furnari e Bartolomeu Campos Queirós, poemas de Murilo Mendes, Luiz Gama, Gregório de Matos e Poema sujo, de Ferreira Gullar.

A editora:  Entre as principais publicações da editora mexicana Almadía estão: “El Hombre Nacido En Danzig” de Guillermo Fadanelli, “Emma” de Francisco Hinojosa, “Hacia La Extinsión” de Oliverio Coelho, “La Sonâmbula” de Bibiana Camacho, “Falsa Liebre” de Fernanda Melchor, “Distopía” de Leonardo da Jandra, “Demonia” de Bernardo Esquinca, “El Barrio Y Los Señores” de Gonçalo M. Tavares, “Cuartos Para Gente Sola” de J. M. Servín, “Purga” de Sofi Oksanen, entre outros.

créditos das fotos:
Joca Terron: http://www.saraivaconteudo.com.br
 Edyr Augusto Proença: bienalpernambuco.com
Raphael Montes: www.companhiadasletras.com.br
Patrícia Melo: Nicola Miccione
Rubem Fonseca: foleirices.blogs.sapo.pt
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A voz da periferia de São Paulo no exterior

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O livro: Sarau é o nome do movimento de literatura marginal que se formou na periferia da cidade de São Paulo. Sarau do Binho, Sarau Suburbano Convicto, Sarau de Ademar, Sarau da Brasa, Sarau Elo da Corrente, Cooperifa são alguns dos  que mantêm ativo este movimento, em que, através de gêneros literários (conto, poesia, romance, canções) e diversos suportes (declamação, publicação de livros e revistas, cartaz de rua – street art – e performances), abrem espaço a palavra, ao discurso de quem vive à margem. Este livro, uma edição bilíngüe – espanhol/português – , é um antologia deste coletivo de vozes e poéticas contemporâneas.

Lucia Tennina copyright sarauA organizadora/tradutora: Lucía Tennina é professora de Literatura Brasileira na Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Buenos Aires e tradutora. Pesquisa há dez anos, como crítica literária e como antropóloga, as produções literárias das periferias de São Paulo. Este livro é produto de suas investigações. Além do trabalho de compilação, ela ocupou-se também das notas e da tradução.

A editora: Tinta Limón Ediciones é uma editora da Argentina. É uma iniciativa editorial coletiva e de autogestão. Aposta em textos que exigem um esforço maior para serem compreendidos. Escapar do óbvio e orientar o pensamento num trabalho cotidiano de moldar experiências que levam ao desenvolvimento do ser humano é o objetivo desta editora.

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AS RELIGIÕES NO RIO

Religioes do RioO livro – As Religiões no Rio é a reunião de reportagens que João do Rio fez entre janeiro e março de 1904 e que foram publicadas no jornal carioca Gazeta de Notícias. O jornalista investigou cultos e práticas de Maronitas, presbiterianos, metodistas, batistas, adventistas, judeus, espíritas, entre outros. As religiões afro-brasileiras, que eram proibidas por lei até 1930, ganharam destaque e foram analisadas em cinco capítulos desta obra. O livro vendeu mais de 8.000 cópias nos seis primeiros anos (um recorde para a época) e se tornou um clássico. Esta é uma edição bilíngüe (português/inglês) e tem prefácio de Reginaldo Prandi, escritor premiado e doutor em sociologia com pesquisa centrada em sociologia da religião.

João_do_Rio_em_1909O autorJoão do Rio era o codinome mais famoso de Paulo Barreto que além de jornalista e escritor, também foi critico e teatrólogo. Através de suas matérias e reportagens retratou a vida no Rio de Janeiro na Belle Époque, do universo das elites cariocas ao submundo dos cortiços e terreiros de macumba. Hoje, não há como falar da cidade do Rio de Janeiro na virada do século XX sem citar o seu nome.Ana_Lessa


O tradutor –
Ana Lessa-Schmidt é lingüista e tradutora. Sua área de pesquisa é em Estudos Culturais Brasileiros nas áreas de pós-conflito, cultura visual (cinema e fotografia), literatura, música, artes em geral e língua Portuguesa.

A editora  – New London Librarium é uma editora americana, da cidade de Hanover, no estado de Connecticut. O nome da editora faz referência ao condado da região em que está localizada. A casa editorial é uma cooperativa dedicada a publicar e divulgar livros de ficção e não ficção, poesia e traduções de qualidade literária. Sua produção visa a edição de livros que de alguma forma contribuam positivamente para um mundo melhor, onde conceitos como verdade, beleza, inovação e inteligência valham mais do que o lucro.

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OS CONSTRUTORES DA LITERATURA CARIOCA

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No ano em que se comemoram os 450 anos do Rio de Janeiro, a Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e a Academia Carioca de Letras (ACL) organizaram uma série de conferências celebrando escritores que construíram uma literatura identificada com a cidade. Veja abaixo a programação completa.

PROGRAMAÇÃO

3 DE SETEMBRO

  • Quinta-feira, às 17h
  • Luiz Costa Lima sobre MACHADO DE ASSIS;

10 DE SETEMBRO

  • Quinta-feira, às 17h
  • Beatriz Resende sobre LIMA BARRETO;

24 DE SETEMBRO

  • Quinta-feira, às 17h
  • Maria Alice Rezende de Carvalho sobre JOÃO DO RIO;

9 DE OUTUBRO

  • Sexta-feira, às 17h
  • Nádia Gotlib sobre CLARICE LISPECTOR;

23 DE OUTUBRO

  • Sexta-feira, às 17h
  • Affonso Romano de Sant’Anna sobre RUBEM BRAGA

5 DE NOVEMBRO

  • Quinta-feira, às 17h
  • Claudio Murilo Leal sobre MANUEL ANTÔNIO DE ALMEIDA

12 DE NOVEMBRO

  • Quinta-feira, às 17h
  • Antonio Carlos Secchin sobre CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

26 DE NOVEMBRO

  • Quinta-feira, às 17h
  • Eucanaã Ferraz sobre VINÍCIUS DE MORAES

3 DE DEZEMBRO

  • Quinta-feira, às 17h
  • Vilma Arêas sobre JOAQUIM MANUEL DE MACEDO

10 DE DEZEMBRO

  • Quinta-feira, às 17h
  • Fred Góes sobre MARQUES REBELO

21 DE JANEIRO

  • Quinta-feira, às 17h
  • Italo Moriconi sobre ANA CRISTINA CÉSAR

28 DE JANEIRO

  • Quinta-feira, às 17h
  • Angela Maria Dias e Sergio Fonta sobre NELSON RODRIGUES
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POLÍTICAS DE FOMENTO À TRADUÇÃO É TEMA DE DEBATE NA BIENAL DO RIO

Argentina é o país homenageado da 17ª Bienal do Livro do Rio de Janeiro, que começará amanhã, dia 3 e irá até o dia 13 de setembro, no Riocentro.

O maior evento literário do país contará com a presença de mais de 200 autores, 14 deles argentinos. Destes, os mais aguardados são o escritor Eduardo Sacheri, autor de “O segredo dos seus olhos” (a adaptação do livro para o cinema conquistou o Oscar de melhor filme estrangeiro), Martín Kohan de “Segundos fora”e Tamara Karmeszain de “O eco”.

Também confirmaram presença Claudia Piñeiro, Diana Bellessi, Inés Garland, Luciano Saracino, María Moreno, Mariana Enríquez, Mempo Giardinelli, Noé Jitrik, Sergio Olguín, Silvia Schujer e o cartunista Tute.

Como parte da programação, no sábado, dia 5, ocorrerá no Auditório Manuel Puig do estande argentino, das 15 às 16h30, um debate sobre as políticas de promoção da tradução no Brasil e no país vizinho.

Moema Salgado, diretora do Centro de Cooperação e Difusão da Fundação Biblioteca Nacional falará sobre o “Programa de Apoio à Tradução e à Publicação de Autores Brasileiros no Exterior” e a Embaixadora Magdalena Faillace sobre o “Programa Sur de Apoyo a las Traducciones”.

Também participará do encontro o premiado escritor e jornalista Mempo Giardinelli, que já foi traduzido para mais de 20 idiomas e dirige uma fundação dedicada a promoção da Leitura. Veja abaixo, a programação completa organizada pela Argentina.

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Quinta-feira, 3 de setembro.

11h30. Inauguração da Bienal, seguida da inauguração do Estande Argentino: palavras da Embaixadora Magdalena Faillace e do Embaixador Luis María Kreckler.

14h30. Inauguração da mostra “Manuscritos Literários Argentinos: notas, emendas e rascunhos”. Pavilhão Verde

18h30. Abuelas de Plaza de Mayo e o Direito à Verdade

Estela de Carlotto e Nadine Borges

Local: Auditório Manuel Puig do estande argentino da Bienal do Livro

Sexta-feira, 4 de setembro.

12h00. Inauguração da exposição “O que se vê”, de Adriana Lestido.

Exposição de fotografias que percorre de maneira retrospectiva a obra da prestigiosa fotógrafa argentina Adriana Lestido, mostrando sua abordagem de temas sociais e políticos que captou em seus diferentes trabalhos, focalizamos na mulher em um mundo em desenvolvimento.

Local: Museu Nacional de Belas Artes – Av. Rio Branco, 199 – Centro.

Terça a sexta-feira das 10 às 18h e sábados, domingos e feriados de 12 às 17h.

Ingresso: R$ 8,00 (inteira) y R$ 4,00 (media). Domingos grátis.

16h30-18h00. Apresentação do setor editorial argentino.

Trini Vergara (V&R editores)

Onde: Auditório Manuel Puig do estande argentino da Bienal do Livro

18h30-20h00. A questão das Ilhas Malvinas

Secretário de Estado Daniel Filmus, Embaixador Luis María Kreckler, Deputado Federal Jean Wyllys e Pablo Gentili, Diretor do CLACSO-Brasil.

Local: Auditório Manuel Puig do estande argentino da Bienal do Livro

Sábado, 5 de setembro.

11h30. Inauguração de Mafalda na sopa: Tute conta anedotas sobre Quino, na Biblioteca Parque Estadual.

Exposição dedicada à maravilhosa personagem criada por Quino há 51 anos, que repassa seu nascimento, crescimento e aceso à imortalidade a través da visão do Quino, dos leitores e outros cartunistas, curada pela Biblioteca Nacional da Argentina.

Local: Biblioteca Parque Estadual – Av. Presidente Vargas 1261 – Centro

De terça a sábado das 11 às 19h

Ingresso: livre

15h00-16h30 Políticas de promoção da tradução: o “Programa Sur de Apoyo a las Traducciones” e o “Programa de Apoio à Tradução e à Publicação de Autores Brasileiros no Exterior”

Magdalena Faillace, Mempo Giardinelli e Moema Salgado.

Local: Auditório Manuel Puig do estande argentino da Bienal do Livro

16h45-18h15. A literatura no exílio

Noé Jitrik, Mempo Giardinelli e María Moreno.

Mediação: Silvina Friera

Local: Auditório Manuel Puig do estande argentino da Bienal do Livro

18h30-19h30. Os intocáveis: clássicos argentinos do século XX

Noé Jitrik, Sergio Olguín, Martín Kohan e Mariana Enríquez.

Mediação: Cristina Mucci

Domingo, 6 de setembro.

14h30-16h00. O mundo em quadrinhos

Ziraldo e Tute

Local: Auditório Manuel Puig do estande argentino da Bienal do Livro

16h10-17h30. Bate bola: Literatura e futebol

Sergio Olguín, Martín Kohan e Sérgio Rodrigues.

Mediação: Osvaldo Quiroga

Local: Auditório Manuel Puig do estande argentino da Bienal do Livro

Segunda-feira, 7 de setembro

16h00-17h30. Eros e literatura.

María Moreno, Mariana Enríquez, Diana Bellessi e Mempo Giardinelli

Mediação: Juan Rapacioli

Local: Auditório Manuel Puig do estande argentino da Bienal do Livro

18h00-19h00. Poesia: recitação e bate-papo

Diana Bellessi e Geraldo Carneiro

Local: Auditório Manuel Puig do estande argentino da Bienal do Livro

Terça-feira, 8 de setembro

15h00-16h30. Políticas de ensino da língua: o CELU e o CELP-Bras

Ana Príncipi, Leonor Acuña e Ana Catarina Nobre de Mello

Mediação: Gonzalo Entenza

Local: Auditório Manuel Puig do estande argentino da Bienal do Livro

17h00-18h30. “Té para tres”: de narradoras, roteiristas, críticas e poetas.

Tamara Kamenszain, Inés Garland e Claudia Lage.

Mediação: Héctor Pavón.

Local: Auditório Manuel Puig do estande argentino da Bienal do Livro.

19h00-20h00. Show de Escalandrum

O septeto de tango/jazz liderado por Pipi Piazzolla, neto de Ástor renderá uma homenagem ao grande compositor argentino de tango em companhia do casal de dançarinos do Índio Benavente e Estefanía Becker.

Local: Auditório do Café Literário da Bienal do Livro – Av. Salvador Allende, 6555 – Barra da Tijuca.

Ingresso: Para os visitantes da Bienal, com distribuição de senhas.

Quarta-feira, 9 de setembro.

15h00-17h00. Aula de espanhol, seguida de leitura infanto-juvenil.

Ana Príncipi e Leonor Acuña. Leitura da Silvia Schujer.

Local: Auditório Manuel Puig do estande argentino da Bienal do Livro.

17h30-19h00. A câmara clara: literatura e cinema.

Eduardo Sacheri, Claudia Piñeiro, Luciano Saracino e Federico Jeanmaire.

Mediação: Luciano Saracino.

Local: Auditório Manuel Puig do estande argentino da Bienal do Livro.

Quinta-feira, 10 de setembro.

15h00-16h30. O país das maravilhas no reino do reverso.

Inés Garland, Silvia Schujer, Luciano Saracino e Henrique Rodrigues

Mediação: Renata Nakano.

Local: Auditório Manuel Puig do estande argentino da Bienal do Livro.

17h30-19h00. “Los hermanos”: Argentina e Brasil, cruzamentos e influências.

Tamara Kamenszain, Lívia Reis, Lúcia Bettencourt e Renato Rezende

Mediação: Gonzalo Entenza.

Local: Auditório Manuel Puig do estande argentino da Bienal do Livro.

Sexta-feira, 11 de setembro.

Local: Auditório Manuel Puig do estande argentino da Bienal do Livro.

15h00-16h30. As Pátrias de chuteiras: Literatura e futebol.

Claudia Piñeiro, Eduardo Sacheri e Marcelo Moutinho.

Mediação: Flávio Izhaki.

17h00-18h30. América Latina: identidade na diversidade.

Tamara Kamenszain, Claudia Piñeiro, Federico Jeanmaire e Eric Nepomuceno.

Mediação: Lucas Bandeira.

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