Escrita e tradução em debate e Bloomsday in Rio

Na próxima semana, a tradução e os diversos ângulos que o tema permite estarão em pauta em uma série de mesas e debates.

No dia 13 de junho, às 16h, a Fundação Biblioteca Nacional  e o Programa MFA of the Americas (Master of Fine Arts of the Americas – Stetson University, Florida – EUA) promoverão o encontro Escrita e tradução em debate, com Ana Paula Maia e Alexandra Joy Forman. A escritora carioca conversará com a tradutora e pesquisadora norte-americana sobre as perdas, transformações e negociações envolvidas nos processos de escrita e tradução. A conversa será mediada por Teresa Carmody, escritora e diretora do MFA.

Alexandra Joy Forman traduziu a trilogia Saga of Brutes (Dalkey Archive Press, 2016), reunião das novelas Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos, O trabalho sujo dos outros Carvão animal.

Saiba mais sobre o encontro e as participantes.

Na mesma quarta-feira, 13 junho, às 14h30,  a UFF celebrará o Bloomsday  com uma palestra da professora Dirce Waltrick do Amarante e participação do músico Alex Navar.

Já na quinta-feira, 14 de junho, será a vez do Bloomsday na Faculade de Letras da UFRJ, que, em seguida, promoverá a II Jornada de Tradução. Veja a programação completa.

Data, hora e endereço:

Escrita e tradução em debate, com Ana Paula Maia e Alexandra Joy Forman
Quarta-feira, 13 de junho, 16h
Auditório Machado de Assis, Biblioteca Nacional, Rua México, s/n, acesso pelo jardim,
Rio de Janeiro

Bloomsday in Rio
Quarta-feira, 13 de junho, 14h30
Bloco A, sala 406, Campus Gragoatá, Universidade Federal Fluminense, Niterói

Bloomsday in Rio & II Jornada de Tradução
Quinta-feira, 14 de junho, 9h30 às 22h00
Auditório Mattoso Câmara (F-329), Faculdade de Letras da UFRJ, Rio de Janeiro

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Nelson Rodrigues | Dezembro, 1980

1980, 22 de dezembro, capa do Jornal do Brasil, uma caricatura e dois parágrafos que dão notícias do falecimento de Nelson Rodrigues. O escritor,  jornalista e dramaturgo morrera um dia antes, de insuficiência vascular cerebral. Depois de sete paradas cardíacas e a implantação, “como último recurso”, de um marca-passo, o jornal relata como se buscasse emular o estilo do autor em suas crônicas sobre futebol ou descrevesse uma cena de suas tragédias cariocas.

A edição do jornal pode ser consultada na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional: http://memoria.bn.br/DocReader/030015_10/18056.

Peças, crônicas e a ficção de Nelson Rodrigues já foram traduzidas para o alemão, coreano, espanhol, francês, inglês, hebraico, italiano e polonês. Neste fim de dezembro, com a passagem dos 37 anos de sua morte, destacamos as  obras do autor publicadas recentemente no exterior com o apoio da Fundação Biblioteca Nacional |Ministério da Cultura.

Capas_Nelson

Da esquerda para a direita:

הנשיקה על האספלט [O beijo no asfalto], traduzido por Tal Goldfajn. Ramat HaSharon: Asia, 2015.

Abito da esposa – Doroteia [Vestido de noiva & Doroteia], traduzido por Briana Zaki e Guilermo Pivari. Bolonha: I Libri di Emil, 2014.

La Défunte (suivi de) Pardonne-moi de me trahir  [A falecida & Perdoa-me por me traíres], traduzido por Angela Leite Lopes, Alexandra Moreira da Silva, Thomas Quillardet, Marie-Amélie Robilliard. Besançon: Les Solitaires Intempestifs, 2017.

O homem fatal [Seleção de crônicas a partir de “O óbvio ululante”, “A cabra vadia e “O reacionário”]. Seleção e prefácio de Pedro Mexia. Lisboa: Tinta da China, 2016.

A vida como ela é… . Seleção e prefácio de Abel Barros Baptista. Lisboa: Tinta da China, 2016.

O casamento. Lisboa: Tinta da China, 2017.

La vida tal cual es, 1 e 2

 

 

La vida tal cual es [A vida como ela é], traduzido por Cristian de Nápoli*. Buenos Aires: Adriana Hidalgo, 2012 (volume I) e 2014 (volume II).

 

 

* O tradutor Cristian de Nápoli participou do Programa de Residência de Tradutores Estrangeiros no Brasil 2012/2013  com o projeto de tradução de uma seleção de contos da série “A vida como ela é”.

∗ ∗ ∗

Nelson Rodrigues (Recife-PE, 23/08/1912– Rio de Janeiro-RJ, 21/12/1980)

Verbete extraído do Guia conciso de autores brasileiros = Brazilian Authors Concise Guide, organizado por Alberto Pucheu e Caio Meira, versão inglesa realizada por Ernesto Lima Veras e Mariézer da Silveira e Sá | Fundação Biblioteca Nacional e Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2002.

Apesar de ele ter dito que toda unanimidade é burra [uma de suas inúmeras frases antológicas], não resta a menor dúvida de que Nelson Rodrigues é uma das mais inteligentes do país. Esse jornalista, que transformou as páginas futebolísticas em verdadeiro épico nacional, as crônicas diárias em manifestações do ser do temperamento brasileiro e suas próprias memórias em um drama envolvente e desconcertante, causou a maior revolução no teatro nacional, levando-o, pela primeira vez, a uma dimensão a um só tempo cosmopolita, universal e contemporânea. Introduzindo inúmeras inovações capazes de surpreender a crítica e o público, sua linguagem coloquial chocou os beletristas da época. Com grande coesão temática e estrutural, além de um amplo espectro de questões existenciais, sua dramaturgia foi dividida em três grupos: o mítico, o psicológico e o das tragédias cariocas. Por entre peças, contos, romances e crônicas, o escritor nos legou um elenco de frases e personagens cravados na memória brasileira como arquétipos dos abismos da condição humana.

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In spite of having said that all that is unanimous is stupid [one of his many anthological sentences], Nelson Rodrigues is doubtlessly one of the most brilliant unanimity in the country. As a journalist, he changed the soccer pages into true national epic, his daily column into manifestations of the Brazilian people’s innermost temperament, and his own memoirs into an involving and disconcerting drama. He brought about the deepest revolution ever in the national dramaturgy, leading it, for the first time, to a dimension that was at the same time cosmopolitan, universal and contemporary. By introducing a number of innovations capable to take both the critic and the audience aback, his colloquial language shocked the belletrists of his time. Showing a cogent thematic and structural cohesion, besides a wide spectrum of existential themes, his dramaturgy was divided into three categories: the mythical, the psychological and the carioca tragedies. Permeating his plays, stories, novels and newspaper columns, the writer bequeathed a collection of sentences and characters that remained nailed to the Brazilian memory like archetypes of the human condition abysses.

 

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Nelson Rodrigues em 1949. Foto Carlos. Cedoc/Funarte.

 

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A volta ao mundo em 20 capas de Clarice

No dia 10 de dezembro, data de nascimento de Clarice Lispector (1920-1977), celebra-se a Hora de Clarice. Uma série de eventos acontecerão no país e no exterior com o objetivo de lembrar e festejar a obra da escritora. Veja a programação em www.horadeclarice.ims.com.br / #HoraDeClarice .

Aproveitamos a ocasião para destacar a obra de Clarice em 20 capas de edições estrangeiras de seus livros ao redor do mundo.

Capas Clarice 1

 

 

Da esquerda para a direita:

De ontdekking van de wereld [A descoberta do mundo], traduzido por Harrie Lemmens. Amsterdã: Uitgeverij De Arbeiderspers, 2016.

The Complete Stories [Todos os contos], traduzido por Katrina Dodson. Nova York: New Directions, 2015.

Një frymëmarrje jete & Pasioni sipas G.H. [Um sopro de vida & A paixão segundo G.H.], traduzido por Ermira Danaj. Tirana: Ombra GVG, 2016.

Familjeband [Laços de família], traduzido por Örjan Sjögren, Marianne Eyre e Arne Lundgren. Estocolmo: Bokförlaget Tranan, 2012.

A Breath of Life [Um sopro de vida], traduzido por Johnny Lorenz. Nova York: New Directions, 2012.

La manzana en lo oscuro [A maçã no escuro],  traduzido por Teresa Arijón e Bárbara Belloc. Buenos Aires: El Cuenco de Plata, 2012.

星辰时刻 Xing chen shi ke [A hora da estrela], traduzido por Min Xuefei. Xangai: Shanghai wen yi chu ban she, 2013.

Η ώρα του αστεριού [A hora da estrela], traduzido por Marios Chatziprokopiou.  Atenas: Antipodes, 2016.

Zvjezdani trenutak [A hora da estrela], traduzido por Dean Trdak. Zagreb: Naklada Ljevak, 2013.

The Passion According to G.H. [A paixão segundo G.H.], traduzido por Idra Novey. Nova York: New Directions, 2012.

Capas Clarice 2

Da esquerda para a direita:

Água viva, traduzido por Tine Lykke Prado. Copenhague: Forlaget Arena, 2015.

Metsiku südame ligi [Perto do coração selvagem], traduzido por Riina Roasto. Tartu, 2016.

Un aprendizaje o el libro de los placeres [Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres], traduzido por Rosario Hubert. Buenos Aires: 2011.

Der Lüster [O lustre], traduzido por Luis Ruby. Frankfurt am Main: Schöffling & Co., 2013.

Un soplo de vida, traduzido por Mario Merlino. Madri: Siruela, 2003.

Wo warst du in der Nacht [Onde estivestes de noite], traduzido por Sarita Brandt. Frankfurt am Main: Suhrkamp, 1996.

Aproape de inima vijelioasă a lumii [Perto do coração selvagem], traduzido por Dan Munteanu Colan. Bucareste: Editura Univers, 2014.

Das Geheimnis des denkenden Hasen und andere Geschichten [O mistério do coelho pensante e outras histórias], traduzido por Marlen Eckl. Berlim: Hentrich & Hentrich, 2013.

Quase de verdade. Lisboa: Relógio d’Água Editores, 2013.

La vida íntima de Laura, traduzido por Paola Monti. Santiago: LOM Ediciones, 2001.

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Quadrinhos brasileiros na França e na Alemanha

Acaba de sair na França a versão em quadrinhos do clássico brasileiro O Ateneu, de Raul Pompeia. A obra do quadrinista Marcello Quintanilha, que também adaptou o texto original, foi publicada pela Éditions çà et là com tradução de Dominique Nédellec, tradutor de João Paulo Cuenca, Michel Laub e Vanessa Bárbara entre outros. L’Athénée* é a quarta obra de Quintanilha lançada pela editora dedicada à publicação de quadrinhos estrangeiros. Tungstène valeu ao autor o prêmio Polar SNCF , melhor história policial, do Festival de Angoulême 2016.

l'athénée     cumbe

Por lá também saiu Cumbe, de Marcelo D’Salete (trad. de Christine Zonzon et Marie Zéni), reunião de quatro histórias que retratam a resistência de escravos no período colonial brasileiro. Run For It, a edição norte-americana pela Fantagraphics, será lançada em breve. No começo deste ano foi a vez da versão em alemão* realizada pela austríaca Bahoe Books, com tradução de Lea Hübner (também tradutora de Tungstênio, de Quintanilha).

D’Salete, Quintanilha e Santolouco finalistas da Rudolph Dirks Award

D’Salete e Quintanilha são finalistas na categoria Melhor Roteiro/América do Sul da Rudolph Dirks Award por CumbeTungstênio*, da avant-verlag. A premiação destaca os principais artistas e publicações do universo de literatura gráfica lançados no mercado de língua alemã. Os vencedores das mais de 30 categorias são conhecidos anualmente na Comic Con alemã, que em 2017 acontecerá nos dias 9 e 10 de dezembro na cidade de Dortmund. O terceiro finalista é o lendário chileno Alejandro Jodorowsky, por Die Söhne von El Topo (Los Hijos del Topo), editora Panini.

Com Tungstênio, Quintanilha é também finalista em outras duas categorias: Melhor Arte/América do Sul, ao lado do compatriota Mateus Santolouco, por Teenage Mutant Ninja Turtles (Panini) e do argentino Eduardo Risso, por Dark Night: Eine wahre Batman-Geschichte / Dark Knight: a True Batman Story (Panini); e Melhor Publicação de  Crime/Thriller/ Spy, com a dupla francesa Stéphane Oiry e Lewis Trondheim, por Maggy Garrisson (Schreiber & Leser), e o alemão Arne Jysch, por Der nasse Fisch (Carlsen), adaptação do romance de Volker Kutscher.

 

*Obras publicadas com apoio do Ministério da Cultura do Brasil / Fundação Biblioteca Nacional:

L’Athénée, Marcello Quintanilha (roteiro e arte) a partir do romance O Ateneu, de Raul Pompeia, traduzido por Dominique Nédellec. Bussy-Saint-Georges: Éditions çà et là, 2017.
Edição original: O Ateneu, Ática, 2012.

Cumbe, Marcelo D’Salete (roteiro e arte), traduzido por Lea Hübner. Viena: Bahoe Books, 2017.
Edição original: Cumbe, Veneta, 2014

Tungstênio, Marcello Quintanilha (roteiro e arte), traduzido por Lea Hübner. Berlim: avant-verlag, 2017.
Edição original: Tungstênio, Veneta, 2014.

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Lugares da tradução

A Fundação Biblioteca Nacional e a Universidade Federal Fluminense lançaram recentemente o livro Os lugares da tradução.

O objetivo da publicação é registrar os esforços direcionados pelas duas instituições em favor da valorização do ofício do tradutor literário e da reflexão teórica sobre o tema da tradução em diferentes perspectivas.

A primeira parte do livro concentra artigos originados de comunicações e debates promovidos nos colóquios Intermediações Culturais (2012, 2013 e 2014) e A Formação do Tradutor (2013), organizados pela FBN e pelo Instituto Letras da UFF em parceria com outras instituições brasileiras e estrangeiras, bem como relatórios de três oficinas de tradução.

A segunda parte apresenta os depoimentos de doze tradutores de oito nacionalidades diferentes, participantes do primeiro Edital de Residência de Tradutores Estrangeiros, da Fundação Biblioteca Nacional. As entrevistas foram realizadas por estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina e organizadas pela tradutora Dorothée de Bruchard.

Os lugares da tradução
Organizadores: Johannes Kretschmer, Fabio Lima, Susanna Kampff Lages e Dorothée de Bruchard

Apresentação
FBN e UFF

Introdução
Johannes Kretschmer (UFF) e Fabio Lima (FBN)

Parte 1

“Experimentos modernistas em tradução: UniõesVereinigungen de Robert Musil” Kathrin Rosenfield (UFRGS)

“O motor do esquecimento: o trabalho da tradução como rememoração deformadora”
Susana Kampff Lages (UFF)

“Uma tradução expressionista. Notas sobre a tradução do Antigo Testamento por Martin Buber e Franz Rosenzweig”
Andrea Lombardi (UFRJ)

“Histórias de traduções de outros”
Ana Isabel Borges (UFF)

O lugar do escritor
Carola Saavedra e Luiz Ruffato

O Fundo Alemão para a Tradução e o Colóquio Literário de Berlim: formação e fomento de tradutores literários
Jürgen Jakob Becker (Literarisches Colloquium Berlin)

Oficina de tradução vice-versa alemão-português e portuguê-salemão:
um modelo bem-sucedido
Marianne Gareis (Berlim) e Kristina Michahelles (Rio de Janeiro)

A Oficina / Escola de Inverno de Tradução Literária: uma experiência colaborativa
Carolina Paganine (UFF) e Giovana Cordeiro Campos de Mello (UFF)

Entre-Nós-Otros: tradução e diversidade na América Latina
Rodrigo Labriola (UFF) e Román García Arrospide (Montevidéu)

Parte 2

Quem traduz as nossas letras? Depoimentos de tradutores da literatura brasileira
Dorothée de Bruchard (organização e apresentação)

Paula Anacaona (França)
Dorothée de Bruchard (entrevistadora)

Nicholas Caistor (Inglaterra)
Iris Marjorie Boing Imhof (entrevistadora)

Pere Comellas Casanova (Catalunha, Espanha)
Filipe Mattos, Jéssica Amaral Abad, Taiane Santi Martins (entrevistadores)

Wanda Jakob (Alemanha)
Iris Marjorie Boing Imhof (entrevistadora), Flávia Maria Nascimento (revisão)

Clifford E. Landers (Estados Unidos)
Maria Cristina Neves Córdova (entrevistadora), Marta Elis Kliemann (revisão)

Manuele Masini (Itália)
Angélica Berndt Lopes, Anna Pooely Gaest Odorizzi, Mirian de Souza Espindula (entrevistadores), Maria Cristina Neves Córdova (revisão)

Teresa Matarranz López (Espanha)
Rosemary Joubrel (entrevistadora), Marta Elis Kliemann (revisão)

Dominique Nédellec (França)
Caroline Guglielmi (entrevistadora), Ana Luiza Hemb (revisão)

Maria Papadima (Grécia)
Patrícia Herkenhoff (entrevistadora), Bianca Melyna (revisão)

Philippe Poncet (França)
Flávia Maria Nascimento (entrevistadora), Iris Marjorie Boing Imhof (revisão)

Claire Varin (Quebec, Canadá)
Marta Elis Kliemann (entrevistadora), Maria Cristina Neves Córdova (revisão)

“Como transcrever o regionalismo de José Lins do Rego”
Paula Anacaona
Tradução de Maria Cristina Neves Córdova e Marta Elis Kliemann

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Encontro de tradutores na BN

Os tradutores participantes do Programa de Residência de Tradutores Estrangeiros apresentam e comentam o seu trabalho na Biblioteca Nacional. Com a presença de: Jessica Falconi (Itália), tradutora de Hotel Atlântico, de João Gilberto Noll Mele Pesti (Estônia), tradutora de Barba ensopada de sangue, de Daniel Galera Nikolaos Pratsinis (Grécia), tradutor de […]

via FBN | Encontro de Tradutores na BN — blogdabn

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Oficina de Tradução Literária na Biblioteca Nacional

Estão abertas até 31 de março as inscrições para a oficina de tradução literária que acontecerá no Rio de Janeiro em 19 de abril de 2017. Sob a coordenação da tradutora argentina Teresa Arijón, a oficina oferecerá a tradutores a oportunidade de discutir e compartilhar os desafios de tradução do português para o espanhol e do espanhol para o português.

A tradutora é bolsista do Edital de Residência de Tradutores Estrangeiros no Brasil 2016, da Fundação Biblioteca Nacional. Ao longo do mês de abril, ela estará no Brasil cumprindo uma agenda de trabalho e pesquisa para seu projeto atual: a tradução de uma coletânea de artigos e ensaios da crítica e ativista cultural Heloísa Buarque de Hollanda.

Teresa Arijón, poeta e tradutora

 Poeta e tradutora, Teresa Arijón assinou as traduções de autores destacados da ficção brasileira contemporânea como Adriana Lisboa, Alberto Mussa, Andréa del Fuego, além de nomes consagrados como Clarice Lispector e Hilda Hilst, entre outros, muitas delas em parceria com a tradutora Bárbara Belloc. Juntas, idealizaram a coleção ‘Nomadismos’, que já apresentou aos leitores de língua espanhola amostras da produção ensaística brasileira nas vozes de Ana Cristina Cesar, Ferreira Gullar, Hélio Oiticica, Oscar Niemeyer e Waly Salomão.

 A oficina reunirá as seguintes atividades:

  1. mesa-redonda sobre literatura e tradução português-espanhol/espanhol-português;
  2. apresentação da tradutora sobre a sua trajetória e métodos de trabalho;
  3. apresentação e debate a respeito dos projetos dos tradutores presentes.

Profissionais de tradução literária português-espanhol e/ou espanhol-português estão convidados a se candidatar no período de 7 a 31 de março. Para participar da seleção, os candidatos devem enviar os itens abaixo para tradutoresbrasil@bn.gov.br:

  1. minibiografia (máximo de uma lauda);
  2. descrição do projeto de tradução (máximo de duas laudas): a descrição deve conter trechos da tradução em questão e sugestões de pontos para debate.
  3. dados pessoais (nome completo, endereço e telefone de contato).

Serão selecionados até oito tradutores para apresentação e debate de seus projetos. A seleção será feita pela tradutora, que avaliará a consistência dos projetos e a sua capacidade de estimular o debate. Os demais inscritos poderão participar da oficina na qualidade de ouvintes. O resultado da seleção será anunciado em 7 de abril de 2017 no sítio da Biblioteca Nacional (www.bn.gov.br).

SERVIÇO

Oficina de Tradução Literária
Data: 19 de abril de 2017, das 10h às 17h30.
Local: Auditório Machado de Assis, Fundação Biblioteca Nacional. Rua México s/n°, Rio de Janeiro-RJ (entrada pelo jardim).
Inscrições: de 7 a 31 de março de 2017.
Endereço para envio de inscrições: tradutoresbrasil@bn.gov.br.

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Títulos brasileiros publicados no exterior # 1/2017

Dando início às atividades do blog em 2017, retomamos a série “Títulos brasileiros publicados no exterior” com a relação dos livros lançados nos últimos seis meses com o apoio da Fundação Biblioteca Nacional, por meio do Programa de Apoio à Tradução e Publicação de Autores Brasileiros no Exterior.

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ALBANÊS

Tatiana Salem Levy, A chave de casa / Çelësi i shtëpisë, tradução de Eljona Balilaj, Ombra GVG (ALBÂNIA).

 

 

 

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ALEMÃO

Eduardo Viveiros de Castro, A inconstância da alma selvagem / Die Unbeständigkeit der wilden Seele, tradução de Oliver Precht,   Verlag Turia Kant (Áustria).

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Martha Batalha, A vida invisível de Eurídice Gusmão / Die vielen Talente der Schwestern Gusmão,  tradução de Marianne Gareis, Suhrkamp Verlag (ALEMANHA).

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 CHINÊS

 Jorge Amado, A morte e a morte de Quincas Berro d’Água / 金卡斯的两次死亡, tradução de Fan Xing ,Yilin Press (CHINA).

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Jorge Amado, Tenda dos milagres /奇迹之篷, tradução de Fan Xing, Yilin Press (CHINA).

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CROATA

Revista Književna Smotra, volume XLVIII 2016, nº 181 (3). Edição dedicada à literatura brasileira. Organizadores: Maria Teresa Salgado Guimarães Silva e Tanja Tarbuk. Hrvatsko filološko društvo / Sociedade Filológica Croata (CROÁCIA)

Artigos e ensaios: Anélia, Montechiari Pietrani, Antonio Carlos Secchin, Benjamin Abdala Junior, Carmem Gadelha, Leonardo Lucena Pereira Azevedo da Silveira, Lucia Helena, Maria Graciete Besse, Maria Lucia Guimarães de Faria, Maria Nazareth Soares Fonseca, Ronaldes de Melo e Souza Stefania Chiarelli, Técia E. Vailati, Vera Lúcia Ramos de Azevedo.

Ficção: Adriana Lisboa, Ana Paula Maia, Carola Saavedra, Clarice Lispector, Daniel Galera, Ferréz, João Anzanello Carrascoza, Jorge Amado, Machado de Assis, Michel Laub, Raduan Nassar, Rubem Fonseca, Tatiana Salem Levy.

Tradução: Dean Trdak, Ivana Đuran, Jelena Pešorda, Petra Petrač, Tanja Tarbuk, Tomica Bojsić.

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Antologia Brasil periférica: literatura marginal de São Paulo, organização e tradução de Lucia Tennina, Editorial Cuarto Próprio (CHILE).

Textos de: Akins Kintê, Allan da Rosa, Alisson da Paz, Amauri, Augusto Cerqueira, Binho, Buzo, Caco Pontes, Casulo, Dinha, Dugueto Shabbaz, Elizandra Souza, Emerson Alcande, Fernando Ferrari, Ferréz, Fuzzil, Gaspar Z’África Brasil, Giovanni Baffo, GOG, Jeniffer Nascimento, João do Nascimento Santos, Lids Ramos, Luan Luando, Luz Ribeiro, Márcio Batista, Marco Pezão, Michel Yaquini, Ni Brisant, Priscila Preta, Raquel Almeida, Renan Inquérito, Rodrigo Ciríaco, Rodrigo Moreira, Rose Dorea, Sacolinha, Samanta Biotti, Sérgio Vaz, Serginho Poeta, Sonia Regina Bischain, Tula Pilar, Vagner Souza, Zinho Trindade.

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Carlos Henrique Schroeder, As fantasias eletivas / Las fantasias electivas, tradução de Merceders Vaquero Granados, Maresia Libros (ESPANHA).

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Marcelo Ferroni, Das paredes, meu amor, os escravos nos contemplam / Tras las paredes, mi amor, los esclavos nos contemplan, tradução de Merceders Vaquero Granados, Maresia Libros (ESPANHA).

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Roberto Piva, Paranoia, tradução de Edgar Saavedra, Nulú Bonsai (ARGENTINA)

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Estão abertas as inscrições para o Programa de Residência de Tradutores Estrangeiros no Brasil edição 2016.

A Fundação Biblioteca Nacional publicou hoje, o edital de 2016 do Programa de Residencia de Tradutores Estrangeiros no Brasil, que visa difundir a cultura e a literatura brasileiras no exterior, por meio da concessão de bolsas a tradutores estrangeiros para apoiar o custeio de períodos de residência no Brasil.

As bolsas destinam-se a tradutores profissionais estrangeiros que estejam traduzindo do português para qualquer outro idioma uma obra literária brasileira, publicada previamente no Brasil, e que já possuam um contrato editorial para a tradução.

Durante a residência cada tradutor participará de uma programação desenvolvida a partir do projeto de tradução e elaborada pela FBN em parceria com centros de estudos de tradução, universidades e instituições culturais. A agenda poderá incluir a participação em debates com autores, tradutores e outros interlocutores, participação em oficinas de tradução e visitas a instituições culturais.

As bolsas concedidas pelo Programa deverão cobrir, parcial ou totalmente, as despesas necessárias para permanência do tradutor no Brasil durante um período de 15 a 30 dias, entre 17 de outubro e 20 de dezembro de 2016.

O prazo para envio de inscrições vai até 2 de setembro de 2016. Veja o edital e documentos adicionais no site da FBN.

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Estão abertas as inscrições para o Programa de Intercâmbio de Autores Brasileiros no Exterior 2016

O Programa tem o objetivo de difundir a cultura e a literatura brasileiras através da concessão a editoras e instituições culturais estrangeiras de recursos financeiros para ajudar a custear as despesas de transporte internacional de autores brasileiros. Esta ação visa possibilitar que autores nacionais participem de eventos literários no exterior, apresentando suas obras e, alavancando a divulgação da literatura produzida no brasil.

O Programa de Intercâmbio de Autores Brasileiros no Exterior foi criado pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN), instituição vinculada ao Ministério da Cultura e está destinado a editoras estrangeiras que tenham publicado obras de autores brasileiros, ou já adquirido os direitos para publicação, e desejam promover a participação desses autores em eventos literários internacionais. Também podem participar deste edital, instituições culturais estrangeiras que desejam organizar atividades literárias com autores brasileiros ou convidar autores brasileiros para períodos de residência no exterior. Tais eventos deverão estar programados para ter início entre 20 de outubro e 31 de dezembro de 2016.

Para participar os autores deverão ter publicado no Brasil ao menos um livro nas áreas de literatura e humanidades, especialmente os seguintes gêneros: romance, conto, poesia, crônica, infantil, juvenil, história em quadrinhos, teatro, obra de referência, ensaio literário, ensaio social, ensaio de vulgarização científica.

O prazo de recebimento de inscrições vai até 5 de setembro de 2016. Veja o edital  e outros documentos relacionados no site da FBN.

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