Livros de J. M. de Vasconcelos e Os Malaquias, de Andréa del Fuego, em novas traduções

Meu pe cVasconcelos_JOse_MauroO autorJosé Mauro de Vasconcelos, nascido em 26/02/1920, foi agricultor, operário, boxeador na categoria peso-pluma, pescador, professor primário, garimpeiro, sertanista, ator, modelo, radialista, jornalista, roteirista, pintor e escritor. É um dos autores mais traduzidos do Brasil.

Os livrosMeu pé de laranja lima foi o seu maior sucesso editorial e vendeu nos primeiros meses de seu lançamento, em 1968, 217 mil exemplares.  Este romance autobiográfico aborda a sua infância num subúrbio do Rio de Janeiro e trata de temas como a relação familiar, desigualdade social, preconceito e a fantasia infantil como escapatória às dificuldades vividas. Com o apoio do Programa de Tradução da FBN, este clássico ganha sua tradução para o Catalão.


Vamos el solVamos Aquecer o Sol
foi escrito 1974. É considerado a continuação do livro Meu pé de Laranja Lima, e parte de sua autobiografia, que também é retratada em mais dois outros livros: O Doidão (adolescência) e Confissões do Frei Abóbora (fase adulta). Em Vamos Aquecer o Sol temas relacionados a questões familiares, o início da adolescência e fantasia são abordados através da história de Zezé, um menino de 10 anos e pelo ator Maurice Chevalier, com quem ele dialoga através de sonhos.

A editoraLibros del Asteroide foi fundada em 2005 em Barcelona, Espanha, por Luis Solano; O nome dado a editora faz menção à vontade de independência e à coragem para assumir riscos. Desde sua criação a editora já publicou mais de uma centena de livros que obtiveram reconhecimento de público e crítica, além de ter sido premiada diversas vezes inclusive com o o Premio Nacional a la Mejor Labor Editorial Cultural, que foi concedido pelo ministério da Cultura espanhol em 2008. Libros del Asteroide quer oferecer a seus leitores obras fundamentais da literatura universal dos últimos 75 anos e que não tenham sido publicadas antes em espanhol ou que se encontrem fora de catálogo.

crédito da foto do autor:  http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bibliotecas/bibliotecas_bairro/bibliotecas_a_l/josemaurodevasconcelos/index.php?p=5427

volutinha

Os malaquiasandreadelfuegoO autorAndréa del Fuego – escritora e jornalista, publicou 3 livros de contos,  além de diversos livros juvenis e infantis. Seu primeiro romance foi Os malaquias (Língua Geral, 2010), seguido por As Miniaturas (Cia das Letras, 2013). Está presente em diversas antologias.

O livro – Publicado em 2010, Os Malaquias conta a história de 3 crianças que ficam órfãs após os pais serem atingidos por um raio. Ganhou o prêmio José Saramago em 2011.

O TradutorRami Saari é poeta, linguista, crítico literário em Israel e tradutor para o hebraico de obras de literatura albanesa, catalã, espanhola, estoniana, finlandesa, grega, húngara e portuguesa. Em 2006 ganhou, por suas traduções, o Prêmio Saul Tchenikhovsky.

A editoraA Kinneret Zmora-Bitan Dvir. É o resultado da união de 3 casas editorais sendo que a mais antiga,  a Dvir, foi fundada em Odessa em 1919, por Haim Nachman Bialik, poeta de grande relevância na cultura judaica. Devido a revolução russa a empresa teve que ser transferida para Berlim e finalmente para Israel, em 1924.  O conglomerado é líder de mercado no país.

crédito da foto do autor: https://twitter.com/andreadelfuego
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Novos Títulos Brasileiros Lançados no Exterior III

carandiruO livroEstação Carandiru foi lançado em 1999 e narra as experiências do autor como médico voluntário na Casa de Detenção de São Paulo, entre 1989 e 1992, quando ocorre o massacre do “Pavilhão 9” que chocou o país e levou à demolição do presídio em 2002. O livro é um best-seller brasileiro, com mais de 460 mil exemplares vendidos e vencedor do Prêmio Jabuti de 2000 na categoria “Livro do Ano de Não-Ficção”. Foi adaptado para o cinema em 2003.

drauzio-1O autorDrauzio Varella é médico oncologista, professor e escritor.

O tradutorMichal Lipszyc é um dos mais importantes tradutores de literatura em língua portuguesa para o polonês. Terra Sonâmbula de Mia Couto, Jerusalém de Gonçalo M. Tavares e As Mulheres do Meu Pai de José Eduardo Agualusa são alguns dos livros já traduzidos por ele. Em 2007, Michal Lipszyc ganhou  o prêmio de tradução oferecido pela revista  Literatura na Swiecie com o Livro de Desassossego por Bernardo Soares de Fernando Pessoa .

A editoraZarne é uma editora polonesa, criada em 1996, com sede na cidade de Wołowiec. É especializada em ensaios sociais contemporâneos e literatura polonesa e universal.

crédito da foto do autor: http://www.50emais.com.br/arquivo/2011/07/o-fantastico-dr-drauzio-varella/

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mao de cavaloO livroMãos de Cavalo é uma trama sobre memória, perda e culpa. A formação da identidade e o conflito com os papéis impostos pela sociedade. Diz o autor: “Até que ponto é possível decidir como queremos ser e que imagem os outros terão de nós? Talvez definir isso racionalmente seja tão inviável quanto decidir se queremos ou não amar uma determinada pessoa.”

Ow6rxwtgs4lmoebqxy5nd e autorDaniel Galera – é escritor e tradutor de literatura inglesa, foi um dos fundadores da editora Livros do Mal, por onde Dentes guardados (2001), seu livro de estréia, foi lançado.

O TradutorMicaela Ghitescu é tradutora de inglês, alemão, francês, espanhol e português. Traduziu para o Romeno Erico Veríssimo, Luís Fernando Veríssimo,Antônio Olinto e Paulo Coelho, entre outros.

A editora – A editora Vivaldi surgiu em 1991, em Bucareste, tentando se impor no mercado editorial através de uma rigorosa seleção de escritores. Sua meta é oferecer ao público o melhor da literatura da Romênia e do mundo. Entre os escritores de seu catálogo encontra-se Luís Fernando Verísssimo.

crédito da foto do autor: https://twitter.com/ranchocarne

volutinha

 

praticas

O livroPráticas Interdisciplinares na Escola é o resultado do estudo de um ano sobre a teoria da interdisciplinaridade e a busca em suprir as carências da educação nas diversas etapas do ensino e da aprendizagem.

ivani_fazendaO autorIvani Catarina Arantes Fazenda (coord.) é professora do Programa de Educação da PUC-SP e do Centro de Pesquisa e Intervenção Educativa da Universidade de Sherbrooke, no Canadá. Suas pesquisas na área do ensino e da aprendizagem estão direcionadas para as questões da interdisciplinaridade, do currículo e da formação do aluno.

O tradutor –  Anna Cortils Munné é bacharel em Filologia Catalana e Portuguesa. É professora de catalão em Lisboa e tradutora literária para o espanhol e o catalão. Já traduziu do português para o catalão os autores José Cardoso Pires, Manuel Alegre, Mário Zambujal e Raul Brandão.

A editora – A EDITORIAL OCTAEDRO, criada em Barcelona em 1991, é especializada em Educação, visando tanto o desenvolvimento profissional de professor quanto a formação e atualização de alunos. A editora também fornece obras em formato digital, além de programas online de formação especializada e cursos de idiomas.

crédito da foto do autor: http://www.pucsp.br/gepi/lider_gepi.html
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Novos Títulos Brasileiros Lançados no Exterior II

K BernardoKucinskiB K Crédito Carolina RibeiroO autorBernardo Kucinski – jornalista, professor universitário e escritor. Foi assessor da Presidência da República durante o primeiro mandato do presidente Lula.

O livroK. O romance de estréia do jornalista Bernardo Kucinski, lançado em 2011, aclamado pela crítica e finalista dos prêmios Portugal Telecom e São Paulo de Literatura de 2012, narra o sofrimento do pai de uma família judia que, após sobreviver ao nazismo, perde uma filha para a ditadura militar brasileira.

O TradutorMichal Shalev é tradutor de inglês, francês, espanhol e português para o hebraico.

A editora – Desde sua fundação em 1987, A editora Carmel, de Jerusalém, tem como objetivo enriquecer o mundo da literatura e da cultura judaica, publicando traduções do que há de melhor na literatura mundial e incentivando a produção local de obras de ficção e não ficção.

crédito da foto do autor: Carolina Ribeiro

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mainardiO autor – Diogo Briso Mainardi é jornalista, escritor, produtor, roteirista de cinema.

 O livroA Queda – As Memórias de um Pai em 424 Passos é o relato sobre a relação do autor com seu filho, vítima de erro médico em um hospital de Veneza e portador de paralisia cerebral. Traduzido com o apoio do Programa à Tradução, em espanhol e catalão.

Os tradutores – Responsável pela tradução em catalão, Pere Comellas Casanova já  traduziu várias obras literárias para este idioma e também para o espanhol, especialmente de literaturas africanas em língua portuguesa. No ano 2005 ganhou o V Prêmio Giovanni Pontiero pela tradução para o catalão de Chiquinho, do autor cabo-verdiano Baltasar Lopes. Publicou artigos relacionados coma tradução e e a diversidade linguística. É autor do livro Contra l’imperialisme lingüístic (2006).mainardi e

Rita da Costa é tradutora de inglês, catalão e português para o espanhol.  Já traduziu autores como Patrícia Melo, Luiz Alfredo Garcia-Roza, Chico Buarque entre outros.

A editora – A Editorial Anagrama foi fundada em 1969 e já publicou mais de 2.500 títulos. Seus interesses são novos escritores, apostando encontrar os novos clássicos do futuro – seja em narrativa ou ensaio, da Espanha ou de outros lugares, no resgate dos clássicos do século XX negligenciados e fora de catálogo; no debate em torno de assuntos mais significativos de nosso tempo, sejam eles de caráter político, moral ou cultural.

crédito da foto do autor: http://veja.abril.com.br/idade/podcasts/mainardi/index-2007.shtml

 

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O livro – Publicado em 1985, Bufo & Spallanzani é um romance policial em que o autor também discute as principais características deste gênero literário. Desse modo, tanto o público geral que só está interessado na história do crime, tanto aqueles que buscam o que está além, nas entrelinhas, se dão por satisfeitos.

rubemfonseca1O autorRubem Fonseca é escritor e roteirista. Sua experiência como comissário de polícia nos anos 50 acabou por influenciar sua escrita, narrando com brutalidade à violência nas cidades. É vencedor do Prêmio Camões em 2003 e do Jabuti diversas vezes.

O tradutorJohn O’Kuinghttons é mestre em Linguística Aplicada, escritor, professor da PUC/SP e traduz obras de francês e português para o espanhol e obras de espanhol para o português. Já traduziu de Rubem Fonseca os livros O Seminarista e Romance Negro.

A editoraTajamar Editores foi fundada em Santiago do Chile, em 2002, com três coleções claramente definidas: Edición limitada (poesia); Narrativas; Alameda (ensaio, crônica, crítica literária) e a determinação de ser uma editora independente com perfil rigoroso tanto na construção de seu catálogo quanto no trabalho de edição de cada livro. Atualmente, além das 3 coleções foi incluída mais uma dedicada a livros infantis e educativos.

Crédito da foto do autor: http://www.releituras.com/rfonseca_bio.asp
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Novos Títulos Brasileiros Lançados no Exterior I

tom

O livro – A vida e a obra de Tom Jobim através do relato de um dos maiores especialistas em MPB

sergiocabralO autorSérgio Cabral – Jornalista; crítico musical; produtor musical; pesquisador; político; escritor e compositor.

O tradutor – Salvatore Solimeno foi vencedor em 2012 do Prêmio de Tradução da União Brasileira de Escritores – RJ.

A editora – A Casa dei Libri é uma editora italiana voltada para literatura e artes em geral, de música à fotografia, e propõe um diálogo entre o Ocidente e o Oriente.

créditos da foto do autor:  http://www.sidneyrezende.com/noticia/133820+nas+favelas+o+samba+esta+perdendo+para+o+funk+diz+sergio+cabral+pai/preview

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A chave de casaTatiana-Salem-Levy-crédito-TomasRangel

O autorTatiana Salem Levy – escritora e tradutora, doutora em Estudos de Literatura pela PUC- Rio. Destaca-se na nova literatura brasileira com textos intimistas e elementos autobiográficos. Seu nome figura na antologia 25 Mulheres que Estão Fazendo a Nova Literatura Brasileira (Record,2004) e na lista dos 20 melhores jovens escritores brasileiros da revista Granta (Alfaguara,2012)

O livroA Chave de Casa (Record, 2007) é o seu romance de estréia e foi lançado primeiro em Portugal. No Prêmio São Paulo, venceu na categoria autor estreante e foi finalista do Prêmio Jabuti. Na Austrália o livro ganhou o título: The house in Smyrna.

A tradutoraAlison Entrekin – traduziu várias obras de autores brasileiros para o inglês, entre elas Cidade de Deus, de Paulo Lins e O Filho Eterno de Cristovão Tezza.

A editora – A Scribe Publications opera no mercado editorial há mais de 35 anos. Atua em Londres e Melbourne na Austrália publicando anualmente mais de 50 títulos entre ficção e não ficção na Austrália e cerca de 40 títulos na Inglaterra.

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olgaO livro – Publicado em mais de vinte países, conta a história da militante que é enviada ao Brasil para ajudar o líder Luís Carlos Prestes a fazer a revolução comunista. Em 2004, Olga foi transformado em filme pelo diretor Jayme Monjardim.

fernandomorais 2O autorFernando Moraes – jornalista, político e escritor. Recebeu três vezes o Prêmio Esso e quatro vezes o Prêmio Abril. Com Corações Sujos  ganhou o Prêmio JabutiLivro do Ano de 2001. Em 1985, publicou o livro Olga, que foi adaptado às telas do cinema em 2004.

O Tradutor –  Antoine Albuca também traduziu para o francês Boca de Inferno de Ana Miranda e o livro de Paloma Jorge Amado: A comida Baiana de Jorge Amado.

A editora –  A editora Chandeigne foi criada em 1992, sendo especializada em relatos de viagens (collection Magellane) e  assuntos relacionados à cultura de países de língua portuguesa.

Créditos da foto do autor: http://www.portalimprensa.com.br/noticias/brasil/47988/fernando+morais+coordena+pesquisa+e+participa+do+roteiro+do+go+brazil+go+de+spike+lee
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Estão abertas as inscrições para o próximo número da revista Machado de Assis – Literatura Brasileira em Tradução

MASSISMAG

A revista Machado de Assis Magazine – Literatura Brasileira em Tradução recebe até o dia 6 de fevereiro excertos de traduções de obras de autores brasileiros, para o próximo número da revista – a ser lançado no Salão do Livro de Paris em março, onde o Brasil será o país  homenageado 

Trechos ou primeiros capítulos de obras de literatura e humanidades, ficcionais ou não, e nos mais variados gêneros – de romances, contos, poesias e crônicas a livros de reportagem e literatura para crianças e jovens, passando por ensaios literários, de ciências sociais ou históricos –podem ser enviados até o dia 6 de fevereiro para o email editor.revistamachado@gmail.com.

Em março,o Conselho Editorial selecionará até 22 textos para a edição número 6 da revista Machado de Assis–Literatura Brasileira em Tradução, a ser lançado entre os dias 20 e 23 do mesmo mês durante o 35º Salão do Livro de Paris 2015. Os textos devem estar traduzidos para o inglês e espanhol. Excepcionalmente para este número, serão aceitas traduções para o francês, em função da homenagem ao Brasil no Salão do Livro de Paris. O número será publicado em www.machadodeassismagazine.bn.br,  com acesso e download gratuitos.

A revista segue o formato das cinco edições anteriores, que podem ser vistos e baixados no mesmo site, com pequenas alterações. A partir de agora, serão publicados de dois a quatro títulos de literatura destinados a crianças e jovens, um segmento cuja demanda internacional vem aumentando significativamente. Projeto da Fundação Biblioteca Nacional em coedição do Itaú Cultural, a revista Machado de Assis tem por objetivo difundir e estimular a publicação da literatura e da produção intelectual brasileira no exterior, promovendo o acesso a textos traduzidos de escritores brasileiros pelo mercado editorial internacional, ampliando assim, a visibilidade das obras brasileiras e potencializando as oportunidades de venda de seus direitos autorais no exterior.

Por meio do site da revista, até o momento, é possível ter acesso a 96 trechos de obras de 95 escritores brasileiros vertidos para inglês, espanhol e alemão. Alguns dos principais autores da literatura contemporânea brasileira encontram na Machado de Assis Magazine um meio de difundir internacionalmente seu trabalho, assim como agentes literários a vêem como uma excelente ferramenta de trabalho. Desde o primeiro número, em 2012, até janeiro de 2015 foram acessadas 722.557 páginas e realizados 44.611 downloads através do site.

Sobre as inscrições

Os textos a serem inscritos devem ter no máximo 15 mil caracteres (sem contar os espaços) e enviados em formato Word (.doc) acompanhados de declaração de liberação de direito de autor do texto original traduzido e do tradutor para a revista de circulação internacional (em formato impresso, digital e online).

Para se candidatar também é necessário preencher o formulário de inscrição, que se encontra no site da publicação, e a ficha de informações sobre o autor e a obra no idioma em que o trecho foi traduzido.Os documentos exigidos também estão disponíveis no mesmo site desde esta terça-feira, 20. Os livros para crianças e jovens, além da capa, podem incluir uma ilustração presente na obra. Todas as traduções serão submetidas a revisão e poderão sofrer alterações de acordo com o critério dos editores. Não é exigida das traduções uma acuidade literária final. No entanto, devem ser de qualidade, de modo a expressar com clareza e correção o valor literário ou informativo do texto. A equipe editorial da revista Machado de Assis pode rejeitar traduções que não atendam a esta exigência. Em caso de contratação da obra por editora estrangeira, esta irá decidir o nome do tradutor definitivo, a ser escolhido sem o envolvimento da FBN, do Itaú Cultural ou demais participantes do projeto.

As inscrições e os textos devem ser dirigidos ao e-mail editor.revistamachado@gmail.com. Para o mesmo e-mail devem ser enviados pedidos de esclarecimento ou solução de dúvidas. O material para a seleção deve ser apenas enviado por e-mail (as liberações de direito autoral devem ser assinadas digitalizadas, assim como os formulários). Os textos que não forem selecionados para estes números não estão definitivamente excluídos e poderão participar de futuras seleções da revista. Os selecionados devem enviar impreterivelmente as liberações de direito de autor e de tradução assinadas e por via postal, para: Itaú Cultural;a/c Machado de Assis Magazine – editor (Av. Paulista, 149 – CEP 01311-000 – São Paulo – SP)  

Conselho Editorial

Pelo Itaú Cultural 

Claudiney Ferreira
Felipe Lindoso (editor)

Pela Biblioteca Nacional

Fabio Lima
Moema Salgado

 Externos

Elizabeth Serra (FNLIJ)
Fernando Paixão (USP)
Ítalo Moriconi (UERJ)
Paulo Roberto Pires (UFRJ)
Regina Dalcastgné (UNB)
Suzana Ventura (UNIFE)

Autores publicados nas edições anteriores da Machado de Assis Magazine

  1. Alberto Mussa
  2. Aluisio Azevedo
  3. André de Leones
  4. Andrea delFuego
  5. Bernardo Carvalho
  6. Carola Saavedra
  7. Cristóvão Tezza
  8. Eucanaã Ferraz
  9. Flavia Lins e Silva
  10. João AnzanelloCarrascoza
  11. João Paulo Cuenca
  12. JocaReinersTerron
  13. Luisa Geisler
  14. Luiz Ruffato
  15. Machado de Assis
  16. Nilton Resende
  17. Paloma Vidal
  18. Ronaldo Correia de Brito
  19. Ronaldo Wrobel
  20. Rubens Figueiredo
  21. Silviano Santiago
  22. Adriana Lunardi
  23. Amilcar Bettega
  24. André Sant’anna
  25. Antonio Carlos Viana
  26. AntonioXerxenesky
  27. Carol Bensimon
  28. Cíntia Moscovich
  29. EdivalLourenço
  30. Fernando Molica
  31. Flávio Carneiro
  32. Geraldo Carneiro
  33. Godofredo de Oliveira Neto
  34. Ivana Arruda Leite
  35. José Castello
  36. Julián Fuks
  37. Miguel Sanches Neto
  38. Rafael Gallo
  39. Rafael Sperling
  40. Ricardo Lísias
  41. Rodrigo Garcia Lopes
  42. Ana Maria Machado
  43. Carolina Moreyra
  44. Cecília Meireles
  45. Celso Sisto
  46. Gláucia de Souza
  47. Ivan Jaf
  48. Jorge Miguel Marinho
  49. Luís Dill
  50. Luiz Antonio Aguiar
  51. Marcos Bagno
  52. Nelson Cruz
  53. Nilma Lacerda
  54. Paulo Venturelli
  55. Reginaldo Prandi
  56. Ricardo Azevedo
  57. Roger Mello
  58. Rogério Andrade Barbosa
  59. Silvana Tavano
  60. Socorro Acioli
  61. Stella Maris Rezende
  62. Alessandro Garcia
  63. Ana Martins Marques
  64. Cláudia Lage
  65. Eliane Brum
  66. Elvira Vigna
  67. Ivone Benedetti
  68. Javier ArancibiaContreras
  69. José Luiz Passos
  70. JulioLudemir
  71. Lourenço Mutarelli
  72. Luiz Eduardo Soares
  73. Marcelo Mirisola
  74. Maurício de Almeida
  75. Ronaldo Cagiano
  76. Sandra Reimão
  77. Santiago Nazarian
  78. Sérgio Rodrigues
  79. Wesley Peres
  80. Adriana Armony
  81. Carlito Azevedo
  82. Fernando Morais
  83. Lília Schwarcz
  84. Luís Vilela
  85. Marcelo Moutinho
  86. Marcílio França Castro
  87. Maria José Silveira
  88. Raphael Montes de Carvalho
  89. Tony Monti
  90. Vanessa Bárbara/Emilio Fraia
  91. André Timm
  92. Brisa Paim
  93. Érica Peçanha do Nascimento
  94. Luci Colin
  95. Uraniano Mota
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Títulos brasileiros publicados no exterior

Conheça mais alguns livros brasileiros publicados recentemente no exterior com o apoio da Fundação Biblioteca Nacional.

Espanhol:

11- Lina Bo Bardi, Lina Bo Bardi. Por escrito – Textos escogidos 1943-1991 (Lina por escrito), Alias, tradução de Paula Abramo. (MÉXICO)

 

 

 

Francês:

22- Manoela Sawitzki, Dame de nuit (Suíte dama da noite), Tupi or not Tupi Éditions, tradução de Élodie Dupau. (FRANÇA)

 

 

 

 

33- Michel Laub, Journal de la chute  (Diário da queda), Buchet Chastel, tradução de Dominique Nédellec. (FRANÇA)

 

 

 

 

44- Paulo Lins, Depuis que la samba est samba (Desde que o samba é samba), Asphalte Éditions, tradução de Paula Salnot (FRANÇA)

 

 

 

55- Vários autores, Villes Rebelles, de New York à São Paulo comment la rue affronte le nouvel ordre mondial (Cidades rebeldes: passe livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil).Artigos e ensaios de Paulo Arantes, Ruy Braga, Felipe Brito, Mike Davis, David Harvey, Mauro Iasi, Venício A. de Lima, Jorge Souto Maior, Ermínia Marcato, Pedro Rocha de Oliveira, João Alexandre Peschanski, Raquel Rolnik, Leonardo Sakamoto, Lincoln Secco, Carlos Vainer, Silvia Viana, Slavoj Žižek,  Éditions du Sextant, tradução de Antoine Chareyre.(FRANÇA)

Holandês:

66 – Francisco Azevedo, Familie is het moeilijkste gerecht (Arroz de Palma), Signatur, tradução de Kitty Pouwels. (PAÍSES BAIXOS)

 

 

 

 

77- Ronaldo Wrobel, Hannah (Traduzindo Hannah), De Geus / Oxfam Novib, tradução de Arie Pos. (PAÍSES BAIXOS)

 

 

 

Húngaro:

Layout 18 – Vários autores, Revista NagyVilág, Contos e poemas de João Silvério Trevisan, Fernando Bonassi, Myriam Campello, Rubem Fonseca, Marina Colasanti, Sérgio Sant’Anna, Ignácio de Loyola Brandão, Márcio Barbosa, Antônio Torres, Clarice Lispector, João Ubaldo Ribeiro, Autran  Dourado, Raduan Nassar, Moacyr Scliar, Eric Nepomuceno, Márcia Denser, Rubem Fonseca, Carlos Sussekind, Ronaldo Correia de Brito, Álvaro Alves de Faria, Cesar Leal, Mariana Ianelli, Marcos Siscar, Marco Lucchesi, Vinicius de Moraes e Cecília Meireles. (HUNGRIA)

Inglês:

99- Vilém Flusser, (On doubt (A dúvida), Univocal, tradução de Rodrigo Maltez  Novaes. (ESTADOS UNIDOS)

 

 

 

1010- Vilém Flusser, The history of devil (A história do diabo), Univocal, tradução de Rodrigo Maltez Novaes. (ESTADOS UNIDOS)

 

 

 

11 11- Machado de Assis, Ex Cathedra: stories by Machado de Assis (Ex Cathedra: histórias de Machado de Assis), Edição Bilíngue, New London Librarium/ Fogão de Lenda, organizado por Glenn Alan Cheney, Luciana Tanure e Rachel Kopit, tradução de Laura Cade Brown, Krista Brune, Glenn Alan Cheney, David George, Linda Ledford-Miller, Ana Lessa Schmidt, Nelson López Rojas, John Maddox, Adam Morris, Rex P. Nielson, Leila Osman, Marissel Hernández Romero, Steven K. Smith, Lisandra Sousa, Luciana Tanure e Nelson H. Vieira. (REINO UNIDO)

1212 – Paulo Scott, Nowhere people (Habitante irreal), And Other Stories, tradução de Daniel Hahn. (REINO UNIDO)

 

 

 

1313- Vários autores, Revista Modern Poetry in Translation Nº1 2014. Coletânea de poemas com Carlos Drummond de Andrade, Adriana Lisboa, Ana Martins Marques, Nicolas Behr, Paulo Leminski e Angélica Freitas. Tradução de Richard Zenith, Alison Entrekin, Julia Sanches, Jamie Duncan e Hilary Kapan. (REINO UNIDO)

Italiano:

1414- Adriana Lisboa, Hanoi (Hanói), La Nuova Frontiera, tradução de Gian Luigi de Rosa. (ITÁLIA)

 

 

 

 

1515- Luiz Ruffato, Di me ormai neanche ti ricordi (De mim já nem se lembra), La Nuova Frontiera, tradução de Gian Luigi de Rosa. (ITÁLIA)

 

 

 

1616- Machado de Assis, Crisalidi (Crisálidas), Kolibris, tradução de Chiara de Luca Colibris. (ITÁLIA)

 

 

 

 

1717- Machado de Assis, Falene (Falenas), Kolibris, tradução de Chiara de Luca (ITÁLIA)

 

 

 

 

1818- Marcelo Backes, L’ultimo minuto (O último minuto), Del Vecchio Editore, tradução de Roberto Francavilla. (ITÁLIA)

 

 

 

Macedônio:

1919- Cristovão Tezza, Vecniot sin (O filho eterno), Ikona, tradução de Dimitar Simonovsk. (MACEDÔNIA)

Norueguês:

2020- Daniel Galera, Arvens ansikt (Barba ensopada de sangue), Gylendal Norsk Forlag, tradução de Anne Elligers. (NORUEGA)

 

 

 

21 21- Michel Laub, Fallet. Dagboknotater (Diário da queda), Gylendal Norsk Forlag tradução de Christian Rugstad. (NORUEGA)

Romeno:

2222- Andréa del Fuego, FRAŢII MALAQUIAS (Os Malaquias), Vivaldi, tradução de Micaela Ghitesu. (ROMÊNIA)

 

 

 

2323- Moacyr Scliar, Max şi felinele (Max e os felinos), Univers, tradução de Laura Badescu. (ROMÊNIA)

 

 

 

Polonês:

Drama okladka szara_Layout 124- Augusto Boal, Gry dla aktorów i nieaktorów (Jogos de atores e não-atores) Wydawnictwo Cyklady / Drama Way Fundacja Edukacji i Kultury (POLÔNIA)

 

 

 

Sueco:

2525- Clarice Lispector, Blåsa liv (Um sopro de vida: pulsações), Tranan & Trasten, tradução de Örjan Sjögren (SUÉCIA)

 

 

 

2626- Ferreira Gullar, Argumentatio för att konsten inte ska dö (Argumentação contra a morte da arte) Edition Diadorim, tradução de Ulla Gabrielsson. (SUÉCIA)

 

 

 

2727- Vanessa Barbara, Sallads Natter (Noites de Alface), Natur & Kultur, tradução de Hans Berggren. (SUÉCIA)

 

 

 

Urdu:

2828- Antônio Torres, سرزمین, Sarzameen (Essa terra), Jumhoori Publications, tradução de Huma Anwar. (PAQUISTÃO)

 

 

 

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Títulos brasileiros publicados no exterior

Conheça alguns livros brasileiros publicados recentemente no exterior com o apoio da Fundação Biblioteca Nacional.

Alemão:

11 – Paulo Scott, Unwirkliche Bewohner (Habitante irreal), Verlag Klaus Wagenbach, tradução de Marianne Gareis. (Alemanha)

 

 

 

 

Amárico

22 - Machado de Assis, ዶም ካዥሙሮ (Dom Casmurro), Hohe Publisher, tradução de Ermiyas Belay (ETIÓPIA)

 

 

 

 

Armênio

33 - Paulo Coelho, Ալքիմիկոսը (O alquimista), traduzido por Anna Marutyan, Antares. (Armênia)

 

 

 

Catalão:

44 – Daniel Galera, Barba xopa de sang (Barba Ensopada de Sangue), L’altra Editorial, tradução de Josep Domènech Ponsatí. (ESPANHA)

 

 

 

Croata:

55 - Jorge Amado, Mrtvo more (Mar morto), Naklada Ljévak, tradução de Dean Trdak. (CROÁCIA)

 

 

 

Espanhol:

66 – Hilda Hilst, Cartas de un seductor (Cartas de um sedutor), El Cuenco de Plata, tradução de Teresa Arijón e Bárbara Belloc. (ARGENTINA)

 

 

 

77 – Hilda Hilst, La obscena señora D (A obscena senhora D), El Cuenco Plata, tradução de Teresa Arijón e Bárbara Belloc. (ARGENTINA)

 

 

 

88 – Daniel Galera, Barba empapada de sangre (Barba ensopada de sangue), Literatura Random House, tradução de Mercedes Vaquero Granados. (ESPANHA)

 

 

 

 

99 – Érico Veríssimo, El tiempo y el viento – El archipélago (O tempo e o vento – O arquipélago), Antonio Machado Libros, tradução de Teresa Matarranz e Pere Comellas (ESPANHA)

 

 

 

1010 – Manoel Ricardo de Lima, Cuando todos los accidentes suceden (Quando todos os acidentes acontecem), Edição Bilíngue, Kriller71 Ediciones, tradução de Aníbal Cristobo. (ESPANHA)

 

 

 

1111 - Ricardo Domeneck, Ciclo del amante sustituible (Ciclo do amante substituível), Kriller71 Ediciones, tradução de Aníbal Cristobo. (ESPANHA)

 

 

 

1212 – Sandra Pina, Corazones, caras y besos  (Corações, caras e beijos), Octaedro, tradução de Anna Cortils Munné. (ESPANHA)

 

 

 

1313 – Ana Maria Machado, Hasta que llegue el día (Enquanto o dia não chega), Ediciones Castillo, (MÉXICO)

 

 

 

1414 – Assionara Souza, Mañana ¡Con helado! (Amanhã. Com sorvete!), Calygramma, tradução de Brenda Rios. (MÉXICO)

 

 

 

1515 – Lima Trindade, Todo el Sol en Espíritu Santo (Todo sol mais o espírito santo), Calygramma, tradução de Maggy Tapia Medina. (MÉXICO)

 

 

 

1616 - João Filho, Encarnizado (Encarnição), Calygramma, tradução de Brenda Rios. (MÉXICO)

 

 

 

 

1717 - Sérgio Fantini, Silas (Silas), Calygramma, tradução de Maggy Tapia Medina. (MÉXICO)

 

 

 

Finlandês:

1818 – Daniel Galera, Hyöky (Barba ensopada de sangue), Otava. (FINLÂNDIA)

 

 

 

 

naisten_vuoro_306x220_CROPLINES_PREV19 – João Paulo Cuenca, Ainoa onnellinen loppu rakkaustarinalle on onnettomuus (O único final feliz para uma história de amor é um acidente), Ivan Rótta, tradução de Pirkka Valkama. (FINLÂNDIA)

 

 

 

Francês

2020 – Felipe Ferreira, L’invention du carnaval au XIXe siècle (Inventando carnavais), L’Harmattan, tradução de Patricia C. Ramos Reuillard e Pascal Reuillard (FRANÇA)

 

 

 

 

2121 – Graciliano Ramos, Vies arides (Vidas Secas), Éditions Chandeigne, tradução de Mathieu Dosse. (FRANÇA)

 

 

 

22

22 – Hermano Vianna, Samba musique populaire et identité nationale au Brésil (O mistério do samba), Riveneuve Éditions, tradução de Jérôme Souty. (FRANÇA)

 

 

 

 

2323 – Lygia Bojunga, Les sofa et les rêves de Victor Tatou (O sofá estampado), Kanjil, tradução de Noémi Kopp-Tanaka. (FRANÇA)

 

 

 

2424 – Lygia Bojunga, La Maison de la Marraine  (A casa da madrinha) Kanjil, tradução de Noémi Kopp-Tanaka. (FRANÇA)

 

 

 

 

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Uma revista de tradutores e escritores

A pesquisadora e tradutora Julia Tomasini concluiu o primeiro número da revista Galerías, um novo espaço para publicação de literatura brasileira em espanhol. Julia esteve no Brasil em 2014 participando do Programa Nacional de Apoio a Pesquisadores Residentes da FBN (PNAP-R). Bilíngüe e quadrimestral, Galerías contará com diversas informações postadas na internet por autores brasileiros, em blogs, revistas literárias, páginas de editoras e sites especializados para levar informações sobre a produção literária não só para o público como também para as editoras.

Participam do primeiro número Andréa del Fuego, Emilio Fraia, Marcelino Freire, Paula Fábrio, Juliana Frank e Marçal Aquino, traduzidos por Aileen El-Kadi, Lucía Tennina, Bárbara Belloc, Teresa Arijón e Julia Tomasini.

Galerías está hospedada no blog Brasil Papeles Sueltos e aqui, em nossa blogroll.

Por que decidiu criar a revista? De que forma foi organizada?

Há três anos mantenho o blog de literatura www.brasilpapelessueltos.com, onde publico literatura brasileira contemporânea em espanhol. Mas pensei em experimentar outros formatos digitais, e com outro tipo de projeto, no qual pudesse trabalhar com poucos autores e com diferentes tradutores, com um projeto gráfico e um conceito definido.

Eu queria fazer uma publicação de literatura brasileira que não se apresentasse como um guia de literatura contemporânea, como um catálogo, a ideia era apresentar um espaço de diálogo entre línguas, escritores e tradutores.

Cada texto e autor são apresentados pelo tradutor ou por outro escritor através de um breve ensaio ou uma entrevista. Também há entrevistas com as tradutoras que participaram na revista, nas quais falam sobre sua trajetória e a literatura brasileira. Trata-se, sobretudo, de uma revista de tradutores e escritores formando uma parceria literária.

Pensei em uma organização que tivesse a ver com o que queria dizer sobre a tradução de literatura brasileira para o espanhol, por isso pensei em “galerias”, como uma arquitetura da conexão. Não uma galeria como uma vitrine, mas como uma forma de transitar, circular por textos e autores e que se abrem a outros textos e outros autores (e, nesse sentido, é o texto digital o que permite esse percurso através dos links).

O que tentei criar foi um espaço de reflexão sobre este tipo especial de tradução: entre o português e o espanhol (os textos literários da revista são bilíngues), entre literaturas latino-americanas. A ideia é que no futuro, seja publicada literatura de língua espanhola em português, e também, se possível, que as galerias se abram entre outras línguas e outras literaturas para conectá-las com a brasileira.

De que forma selecionou os autores que da primeira edição?

Os autores foram selecionados dentre os convidados para a Feira do Libro de Buenos Aires, que teve São Paulo como cidade convidada. Como o conceito da revista é justamente a conexão, comecei com aquela que melhor conheço: Brasil-Argentina. O fato dos autores terem viajado para Buenos Aires me deu a ideia de que já havia ali uma conexão se estabelecendo. (Alguns autores já tinham uma relação especial com a cidade, outros a visitavam pela primeira vez e houve ainda uma das escritoras que acabou ficando em Buenos Aires).

Eu escolhi autores que fossem muito diferentes, e, do meu ponto de vista, interessantes, com apostas estéticas diversas, e em momentos diferentes das suas carreiras (há escritores que ganharam prêmios, como o São Paulo ou o Saramago, outros que ainda não, alguns deles estão começando a publicar seus primeiros livros e outros, como o Marçal Aquino, já são considerados mestres…). Pensei em autores que pudessem ser interessantes para diferentes tipos de leitores, e um pouco com a ideia de que essa publicação nunca respondesse o que é a literatura brasileira como um todo.

O critério de escolha foi, simplesmente, três escritores que estivessem traduzidos e publicados em espanhol, para que o leitor tivesse possibilidade de conhecê-los, sabendo que os livros estão publicados, e três ainda desconhecidos, para que o leitor tivesse acesso a outros autores ainda não publicados. Nesse primeiro número publiquei só prosa, mas os próximos serão de poesia, teatro; há contos, cantos, uma quase novela e romances (trechos). Também estava interessada na questão do gênero em outro sentido, e por isso escolhi três mulheres e três homens (no início eram quase todas mulheres, pois a literatura brasileira tem muitas autoras que não costumam ser as mais citadas na hora de falar em literatura brasileira, mas não quis “discriminar” os homens).

Como foi o seu primeiro encontro com a literatura brasileira? Você lembra qual foi o primeiro autor brasileiro que você leu?

Eu me encontrei com a literatura brasileira por conta da minha curiosidade (e logo depois, paixão) pela língua portuguesa. Eu aprendi a língua lendo os autores brasileiros e ouvindo MPB. Então foi uma aprendizagem de uma língua muito criativa, sonora, plástica, mas, ao mesmo tempo, eu a sentia, logicamente, muito próxima. Sua literatura era muito singular, mas simultaneamente muito familiar para mim, que tinha estudado literatura latino-americana em língua espanhola, mas não brasileira.

Foi essa doce sensação de enorme familiaridade misturada com a surpresa, admiração e gosto por uma língua e cultura tão únicas e, claro, estrangeiras (embora não sejam tão estrangeiras assim), que me levou a querer pesquisar mais sobre elas e divulgá-las no meu país.

O primeiro autor brasileiro que li foi uma autora, a Clarice Lispector. Foi através dela que entrei no mundo da literatura brasileira, mas foi também meu primeiro contato com a língua portuguesa. (E gostei tanto que dediquei os anos seguintes a estudá-la e traduzi-la.) Depois, vieram Guimarães Rosa, Rubem Fonseca, Machado de Assis e, sobretudo, muitos jovens autores que fui descobrindo através de blogs e páginas de literatura.

Eu não tinha nenhuma formação em literatura brasileira, então para mim a pesquisa e a leitura na internet foram muito importantes, além do fato de que não era fácil achar em Buenos Aires livros de literatura brasileira em português (só na Biblioteca da FUNCEB[i], onde eu ia ler os autores que chamavam minha atenção depois de pesquisar na rede).

O blog e a revista que criei foram feitos tendo essa experiência em mente, algo destinado às pessoas que querem, como eu queria, ler, conhecer e aprender sobre literatura e cultura brasileiras.

Atualmente, graças às traduções dos últimos anos, é mais fácil ter acesso à literatura brasileira (não só Clarice, como Hilda Hilst, não só Jorge Amado, como Sérgio Sant’Anna e Dalton Trevisan, por exemplo).

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A tradutora e pesquisadora Julia Tomasini

Conte um pouco da sua trajetória como tradutora e pesquisadora de literatura brasileira.

Assim que comecei a estudar português e ler literatura brasileira, viajei para o Rio de Janeiro, onde tive acesso às livrarias e bibliotecas, mas também a saraus, leituras etc. Depois, já em Buenos Aires, trabalhei no setor cultural da Embaixada do Brasil, ajudando na divulgação da literatura brasileira no meu país. O programa de subsídios da FBN tinha sido reorganizado e muitas editoras argentinas estavam interessadas em publicar literatura brasileira, mas não conheciam muito desta literatura. Então comecei a traduzir trechos de romances de autores brasileiros contemporâneos para estas editoras. Até então, nunca tinha pensado que a tradução ia ser minha profissão. Foi um tanto por acaso, como parte de um trabalho que adorava, e que me levou a um ofício que me dá muito prazer e no qual trabalham pessoas que admiro muito.

Paralelamente, comecei a estudar formalmente literatura brasileira, e desenvolvi o blog Papeles Sueltos como minha tese de mestrado. O que fiz ali foi juntar o campo da tradução, da edição, com a crítica literária e os meios digitais, em uma publicação que além de publicar minhas traduções de contos ou trechos de romances de escritores contemporâneos, tem uma parte de trabalho de campo sobre o tema (há uma lista do que vem sendo traduzido para o espanhol desde o ano 2000 e links sobre autores, revistas literárias, publicações especializadas, etc.).

Logo depois, comecei a fazer traduções para editoras, sobretudo argentinas, mas também espanholas e inclusive uma costarriquenha, o que acho interessantíssimo. Em alguns casos fui eu que propus o texto, em outros, são as editoras que me pedem um livro específico.

No ano passado, obtive a bolsa de pesquisa do PNAP da FBN, para a qual desenvolvi esta revista, como um desdobramento do meu trabalho de pesquisa sobre tradução de literatura brasileira, ao qual continuo me dedicando.

Para você, qual a importância do intercâmbio cultural promovido através da tradução literária?

É claro que as traduções são fundamentais para o intercâmbio cultural, para acabar com preconceitos, conhecer melhor outras culturas, ler mais vozes.

Mas, sobretudo, acho interessante que os leitores possam ter acesso a autores geniais (ou mesmo nem tão geniais, mas interessantes, que digam alguma coisa para eles), e ter à disposição uma diversidade de leituras… além de experimentar essa dinâmica de aproximação e distância que é tão interessante da leitura de uma tradução. E a distância que nos separa do Brasil não é tanta, embora, ao mesmo tempo, sejam a distância e a enorme diversidade cultural que o país tem o que torna, para nós, tão rica e atraente sua literatura.

[i] Fundação Centro de Estudos Brasileiros, instituto cultural ligado à Embaixada brasileira em Buenos Aires.

 

 

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Prêmio Literário Biblioteca Nacional

Com o objetivo de estimular a pesquisa e a criação literária no país, a Fundação Biblioteca Nacional concede desde 1995 uma premiação a autores, tradutores e designers gráficos, em reconhecimento à qualidade intelectual e técnica de seus livros.

O Prêmio Literário Biblioteca Nacional é dividido em nove categorias, em homenagem a escritores e figuras destacadas na cultura nacional.

. Prêmio Alphonsus de Guimaraens, de Poesia;

. Prêmio Machado de Assis, de Romance;

. Prêmio Clarice Lispector, de Conto;

. Prêmio Mário de Andrade, de Ensaio Literário;

. Prêmio Sérgio Buarque de Holanda, de Ensaio Social;

. Prêmio Paulo Rónai, de Tradução;

. Prêmio Aloísio Magalhães, de Projeto Gráfico;

. Prêmio Sílvia Orthof, de Literatura Infantil.

. Prêmio Glória Pondé, de Literatura Juvenil

Veja a lista dos vencedores dos dois últimos anos.

2014

 Prêmio Alphonsus de Guimaraens

Categoria: Poesia

Comissão Julgadora: Maria Esther Maciel, Antônio José Jardim e Castro e Affonso Romano Sant´Anna.

Vencedor: Samarones Lima De Oliveira, com a obra O aquário desenterrado, publicada pela Editora Confraria do Vento Editora.

 Prêmio Machado de Assis

Categoria: Romance

Comissão Julgadora: Alberto Mussa, Cláudia Chaves e Luisa Melo.

Vencedor: Marcelino Freire, com a obra Nossos ossos, publicada pela Editora Record.

Prêmio Clarice Lispector

Categoria: Conto

Comissão Julgadora: Carla Branco, João Cesar de Castro e Clarisse Fukelman.

Vencedor: Bernardo Kucinski com a obra Você vai voltar pra mim, publicada pela Editora Cosac Naify

 Prêmio Mário de Andrade

Categoria: Ensaio Literário

Comissão Julgadora: Beatriz Resende, Antônio Dimas e José Luiz Niemeyer.

Vencedor: Luiz Costa Lima, com a obra Frestas: a teorização em um país periférico, publicada pelas Editoras Contraponto e PUC-Rio.

 Prêmio Sérgio Buarque de Holanda

Categoria: Ensaio Social

Comissão Julgadora: Ricardo Benzaquen de Araújo, Manolo Florentino e Bernardo Buarque de Holanda.

Vencedor: Milton Ohata, com a obra Eduardo Coutinho, publicada pela Editora Cosac Naify.

Prêmio Paulo Rónai

Categoria: Tradução

Comissão Julgadora: Ivo Barroso, Denise Bottmann e Suzanna Florissi.

Vencedor: Marcelo Backes com a obra Michael Kohlhaas, de Heinrich Von Kleist, publicada pela Editora Civilização Brasileira.

 Prêmio Aloísio Magalhães

Categoria: Projeto Gráfico

Comissão Julgadora: Xico Chaves, Leonel Kaz, Jair Souza.

Vencedora: Flávia Castanheira, com a obra Esopo – Fábulas completas, publicada pela Editora Cosac Naify.

Prêmio Sylvia Orthof

Categoria: Literatura Infantil

Comissão Julgadora: Roger Melo, Graça Lima e Volnei Canônica.

Vencedor: Arthur Nestrovski, com a obra Pelo nariz, publicada pela Editora Cosac Naify

 Prêmio Glória Pondé

Categoria: Literatura Juvenil

Comissão Julgadora: Ieda de Oliveira, Suzana Vargas e Carolina Sanches.

Vencedora: Daniella Bauer com a obra Morada das lembranças, publicada pela Editora Biruta.

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2013

 Prêmio Alphonsus de Guimaraens

Categoria: Poesia

Comissão Julgadora: Celina Portocarrero, Afonso Henriques Neto e Alberto da Costa e Silva.

Vencedor: Armando Freitas Filho, com a obra Dever, publicada pela Editora Companhia das Letras.

Prêmio Machado de Assis

Categoria: Romance

Comissão Julgadora: Sérgio Rodrigues, Marcelo Moutinho e Tatiana Oliveira Siciliano.

Vencedora: Verônica Stigger, com a obra Opsianie Swiata., publicada pela Editora Cosac Naify.

Prêmio Clarice Lispector

Categoria: Conto

Comissão Julgadora: Jorge Antonio Marques, Luísa Chaves de Melo e André Luis Mansur Baptista.

Vencedora: Cintia Moscovich, com a obra Essa coisa brilhante que é a chuva, publicada pela Editora Record.

Prêmio Mário de Andrade

Categoria: Ensaio Literário

Comissão Julgadora: Flora Sussekind, José Almino de Alencar e Silva Net e Luiz Costa Lima.

Vencedor: Paulo Henriques Brito, com a obra A tradução literária, publicada pela Editora Civilização Brasileira.

Prêmio Sérgio Buarque de Holanda

Categoria: Ensaio Social

Comissão Julgadora: Ricardo Benzaquen de Araújo, Dulce Chaves Pandolfi e Maria Alice Rezende de Carvalho

Vencedor: Joel Birman, com a obra O sujeito na contemporaneidade, publicada pela Editora Civilização Brasileira.

Prêmio Paulo Rónai

Categoria: Tradução

Comissão Julgadora: Berilo Vilaça Vargas, Leonardo Fróes da Silva,Tomaz Adour da Camara.

Vencedora: Denise Bottmann, com a obra Mrs.Dalloway, de Virginia Woolf, publicada pela L&PM Editores

Prêmio Aloísio Magalhães

Categoria: Projeto Gráfico

Comissão Julgadora: Ana Camara Soter da Silveira, Sérgio Liuzzi Guimarães,Victor Burton.

Vencedora: Flávia Castanheira, com a obra Contos maravilhosos infantis e domésticos, publicada pela Editora Cosac Naify.

 Prêmio Sylvia Orthof

Categoria: Literatura Infantil

Comissão Julgadora: Elizabeth D’Angelo Serra, Ana Maria Machado, Laura Sandroni.

Vencedor: Leo Cunha, com a obra Haicais para pais e filhos, publicada pela Editora Record.

 Prêmio Glória Pondé

Categoria: Literatura Juvenil

Comissão Julgadora: Rona Hanning, Marisa de Almeida Borba, Ninfa de Freitas Parreira.

Vencedor : Marcos Bagno, com a obra Marcéu, publicada pela Editora Positivo.

 

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Dia de Clarice

Em homenagem ao aniversário de Clarice Lispector, a tradutora Tine Prado, que participou do Programa de Residência e está traduzindo o romance Água viva, fala sobre a obra da escritora. Confira a entrevista!

O que mais chama a sua atenção nos livros da Clarice e o que mais chama a atenção do público dinamarquês?

Acho que, para mim, é o traço lírico nos escritos dela, a sua prosa é poesia pura. E a originalidade é o que mais chamou atenção aqui na Dinamarca. Por exemplo, ver as coisas por trás das coisas aparentemente banais, revelando-as num modo hipnotizante. As palavras mais repetidas nas críticas foram “originalidade” e “sedução”.

No Brasil você conversou com uma psicanalista e uma pesquisadora para entender melhor a obra Água viva. Como esses encontros contribuíram para a tradução e para o seu entendimento do livro?

A conversa com a psicanalista Maria Lúcia Homem tirou as minhas dúvidas em relação às interpretações mais complicadas na obra. Como, por exemplo, o significado do “it”, do “eu bigPhoto_0” e do “é-se”. Pude esclarecer o que no ponto de vista dela está por baixo destas invenções da Clarice. Ela me perguntou como eu traduzo a Clarice e eu hesitei em responder “intuitivamente”. Ao contrário do que esperava de uma acadêmica reconhecida, ela me respondeu: “com Clarice isto é muito natural!”. Contei também que leio e releio inúmeras vezes as frases até caírem em mim e aí traduzo. Leio também em voz alta a minha versão em dinamarquês para sentir o ritmo e o som. Por isso, demoro para traduzir. Mas é prazer puro.

A conversa com Teresa Montero valeu para eu me aproximar mais ainda da figura de Clarice, de como era a vida dela, os seus hábitos e gostos. Este conhecimento mais profundo, que Teresa me forneceu, facilita a interpretação e, assim, leva a uma tradução melhor.

Como conheceu a obra de Clarice?

Uma prima brasileira me deu Laços de família de presente de aniversário na década de 80, foi amor à primeira vista.

ClariceO que a obra da Clarice significa para você?

Para mim, ler Clarice é sair do mundo e me deixar seduzir. Ela me hipnotiza. É uma doce loucura tentar entrar no universo da Clarice, esqueço tudo. E ao traduzir passo a ver o mundo completamente diferente, de um modo mais amplo e surpreendente.

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