O exílio da língua alemã no Brasil. FBN realiza debate sobre a memória, o trauma e o ressentimento dos refugiados

EXILIO JUDAICONo âmbito dos debates suscitados pela exposição “O exílio da língua alemã no Brasil 1933-1945”, que foi inaugurada na Biblioteca Nacional de Frankfurt no mês passado, durante a Feira do Livro de Frankfurt que homenageou o Brasil, será realizado hoje, às 18h, na sede da Fundação Biblioteca Nacional (Auditório Machado de Assis, Rua México s/n) o debate “Exílio como memória, trauma e ressentimento”. Promovido pela FBN e pelo Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o encontro reunirá o professor Renato Lessa, presidente da FBN; a professora Mônica Grin; e Bernardo Kucinski, jornalista e escritor, autor de K., sobre desaparecidos na ditadura militar brasileira e em que o protagonista é um antigo resistente judeu na Polônia (o romance foi publicado em diferentes países, inclusive na Alemanha este ano).

A série de debates sobre o exílio prosseguirá, na sede da FBN, até março de 2014. O próximo encontro acontecerá em 5 de dezembro, com o título “Dor e amor: os exilados da ditadura”, reunindo Maria Paula Araújo, Flávia Castro e José Almino.

Em breve, virá ao Rio a exposição “Olhando mais para frente do que para trás – O exílio da língua alemã no Brasil 1933-1945”,  que, depois de Frankfurt, poderá ser visitada na sede da FBN.  Entre 1933 e 1945, o Brasil recebeu cerca de 16 mil a 19 mil exilados da Alemanha, a maioria judeus que escapavam ao regime nazista.  Com curadoria de Sylvia Asmus em colaboração com Marlen Eckl, a exposição mostra como esses alemães contribuíram de forma relevante para a cultura, a ciência e a economia no Brasil.

A pesquisa realizada pelas curadoras resultou na publicação de livro (ver capa neste post) de mesmo título, igualmente organizado por elas, com artigos de Maria Luiza Tucci Carneiro, Roney Cytrynowicz, Peter Johann Mainka, Ana Maria Dietrich, Patrik von zur Mühlen, Marlen Eckl, Alberto Dines, Boris Kossoy, Luiz Paulo Horta e Dorothee Wahl.  O livro foi lançado em outubro pela editora alemã Hentrich & Hentrich e possui edição bilíngue (alemão e português).

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