Ecos da Feira do Livro Frankfurt: múltiplas visões da complexa participação brasileira na homenagem de 2013

Quatro artigos que criam novos pontos de vista sobre a presença do país na Alemanha

Até hoje, pesquisadores e jornalistas contam a história da participação brasileira na Feira do Livro de Frankfurt de 1994. Agora, terminada a homenagem ao Brasil no evento de 2013, a tarefa se renova: os novos pontos de vista, os olhares cruzados de autores, jornalistas, pesquisadores, editores, tradutores que lá estiveram são potenciais fragmentos de um grande mosaico que os analistas poderão formar para contar e avaliar como foi a participação brasileira no mais importante evento do mercado editorial no mundo.

Neste post, contribuindo para este grande e virtual mosaico, seguem os links de quatro artigos sobre a participação brasileira, de pessoas que estiveram em Frankfurt e participaram das atividades brasileiras. O escritor Ronaldo Correia de Brito, que integrou a comitiva oficial de autores, no texto “Joguei futebol contra os argentinos”, reclama o direito de ser minoria no evento – o único autor nordestino no evento que nunca deixou de morar no Nordeste do Brasil. Brito teve acesso ao que escreveram os jornais da Alemanha e destacou frase do Frankfurter Allgemeine Zeitung, do crítico Cristoph Schütte: “A apresentação do Brasil é, a longo prazo, sem dúvida uma das mais inspiradoras – e mais inspiradas – apresentações de um país convidado dos últimos anos”.

A expressão “longo prazo” vai, justamente, ao encontro desta nova etapa, em que sedimentadas as reações iniciais – muitas vezes reativas – poderá finalmente se fazer um balanço mais amplo da participação brasileira. No artigo “ECOS DE FRANKURT – Do caráter destrutivo ao país sem nenhum caráter”,  publicado pela jornalista e pesquisadora Danielle Naves de Oliveira no portal do Observatório da Imprensa, lemos uma espécie de diário analítico do que aconteceu no evento relacionado à participação brasileira.

No dia seguinte à abertura da Feira, quando o escrito Luiz Ruffato proferiu um discurso polêmico e de teor fortemente crítico em relação à história do Brasil, Danielle o encontrou no evento: “Estive com Ruffato no dia seguinte. Conversamos enquanto ele almoçava um sanduíche de presunto assado com chucrute no pátio da feira. Foi conversa, não foi entrevista. Perguntei se incomodava o fato de, naquele momento, toda a mídia se alvoraçar com seu discurso e, ao mesmo tempo, ignorar sua produção literária. “Prefiro antes ser reconhecido como cidadão do que como escritor”, disse.”

Também repercutindo o discurso de Ruffato, o escritor, músico, professor José Miguel Wisnik, outro autor da comitiva oficial, escreveu em sua coluna de sábado do jornal O Globo o artigo “A cerimônia” que conclui citando a afirmação de Nelson Rodrigues sobre Os Sertões, “de que o Brasil só pode se apresentar assim, como ´uma golfada hedionda´”. Porém, sua análise é bem mais complexa e instigante que uma rápida golfada, como poderão observar os leitores.

Ainda no texto Frankfurt-ices 2 – O Pavilhão do Brasil estava bonito, o consultor e antropólogo Felipe Lindoso conta como estranhou e gostou do espaço cultural do Brasil na Feira do Livro de Frankfurt. Uma viagem, também em fotos, à exposição que busca realizar uma tradução artística do país.

        

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