Ensaios de Ana Cristina Cesar são publicados pela primeira vez na Argentina, 30 anos depois de sua prematura morte

Método DocumentalA editora Manantial, de Buenos Aires, inicia sua Coleção Nomadismos com a publicação de El método documental, primeira compilação argentina de trabalhos críticos e ensaísticos da poeta Ana Cristina Cesar. A edição (apoiada pela Fundação Biblioteca Nacional) contou com seleção e tradução de Teresa Arijón e Bárbara Belloc, que participam este mês no Brasil do Programa de Residência de Tradutores Estrangeiros, da FBN. Agora elas se preparam para traduzir a poeta Hilda Hilst (para a editora Cuenco de Plata: Teresa traduz Obscena Senhora D., e Bárbara, Cartas de um sedutor).

A Coleção Nomadismos é dirigida pelas duas e pelo poeta e também tradutor brasileiro Renato Rezende. Bárbara assina ainda, em El método documental, uma introdução à obra de Ana Cristina, e Rezende traça um esboço biográfico daquela que foi a musa da geração de poetas marginais dos anos 1970, e que se suicidou quando tinha apenas 31 anos (há três décadas, em outubro de 1983).

“Para compreender o lugar privilegiado que ocupa Ana Cristina Cesar na história recente da literatura brasileira, é necessário levar em conta seus dados biográficos”, afirma Rezende. E Bárbara destaca que Ana Cristina era “um caso raro de erudita” numa época anti-intelectual, “e assim também um animal em perigo, buscando refúgio e encontrando-no numa tarefa contínua, rigorosa e livre, por seguir suas próprias regras”.

A edição argentina se baseia no volume Crítica e tradução (Editora Ática, 1999), da autora, já esgotado.  No site da Manantial, pode-se ler que  o próximo título da Nomadismos, que se apresenta como “uma ponte durável e sem antecedentes entre Brasil e Argentina”, será o livro Materialismos, de Helio Oiticica. Também há planos para a publicação de escritos de Rogério Duarte, conta Bárbara. O ensaio “Literatura y mujer: esa palavra de lujo”, um dos ensaios de El método documental, foi antecipado com exclusividade no jornal portenho La Nación, em 19 de julho passado.

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