Jorge Amado e a internacionalização da literatura brasileira, segundo a tradutora e professora Elizabeth Lowe

Palestra da acadêmica americana será nesta sexta-feira em Niterói, na UFF 

Convite LoweA americana Elizabeth Lowe McCoy, tradutora nos EUA de Os Sertões, de Euclides da Cunha, fará palestra nesta sexta-feira, dia 21 de junho, na Universidade Federal Fluminense (UFF), às 16h, no Campus Gragoatá (Auditório Macunaíma, Bloco B). O título de sua palestra é “Jorge Amado e a internacionalização da literatura brasileira”. Nos últimos dois anos, a obra de Amado, o autor brasileiro mais traduzido no século XX, voltou a ser fortemente requisitada no exterior.

A tradução que Lowe, professora do Centro de Estudos de Tradução da Universidade de Illinois, realizou do clássico de Euclides da Cunha foi reconhecida em 2010, por sua qualidade, pela Academia Brasileira de Letras (ABL). Além de professora, ela é vice-presidente da American Literary Translators Association (Alta) e, entre os autores brasileiros que já traduziu, também se destacam Machado de Assis, Clarice Lispector, Nélida Piñon, Darcy Ribeiro, Rubem Fonseca e Moacyr Scliar. Na universidade, é especialista em teoria e pedagogia da tradução, ensina cursos de teoria, história e prática da tradução literária, assim como terminologia e novas tecnologias para tradução técnica.

Seu mais recente trabalho é a tradução de O único final feliz para uma história de amor é um acidente, de João Paulo Cuenca, lançado este ano nos EUA. A seguir, leia trecho da tradução do romance de Cuenca, por Lowe, publicada no ano passado na primeira edição da Revista Machado de Assis – Literatura Brasileira em Tradução, que tem como objetivo divulgar e difundir a obra de autores brasileiros no exterior.

I can’t see her tonight                                                                                                                         I have to stop                                                                                                                                    So I’ll dine on fugu                                                                                                                         Yosa Buson (1716-83)  

1.  Before Mr. Atsuo Okuda opened the box, everything was dark. More than that, there was nothing to be illuminated before Mr. Okuda opened the box. If Mr. Okuda had never opened the box, nothing would exist. The world began only at the instant that Mr. Okuda opened the box and said the word. He said: Yoshiko.

  And Yoshiko became my name.

  After Mr. Okuda said Yoshiko, I gained, in addition to a name, many beginnings and an ending. I begin at the tips of my fingers, in the strands of my hair, on the soles of my feet, the nipples of my breasts, the skin that covers the emptiness in my body and on the entire surface that makes me who I am. I could not be anything else because I have this body, and I only have this body, I am this body. 

  And my purpose with this body is just one thing: to serve Mr. Okuda. 

  Mr. Okuda is my master, but he did not make me. My creator is Luvdoll Inc., located on 4-5-28 Nishi-Kawagushi, in the city of Kawagushi, province of Saitama. My creator followed detailed instructions from Mr. Okuda, whose order number was 2358B. Five copies of order number 2358B were circulated for sixty five days through different departments of Luvdoll Inc. The order said that I should have dark brown eyes (Pantone 4975C), pearly white skin #5, breasts, the sinusoid model, weighing 220 grams and 92.5 centimeters in diameter, a bellybutton .8 cm deep and an extra small vagina #2, with pubic hair in a vertical cut, 8 cm depth and 4 cm in circumference. 

  Other details were added in conversations between Mr. Okuda and Luvdoll Inc, since Mr. Okuda is a stickler for detail and this encouraged Luvdoll to introduce several new variations in its production line. Among the minute modifications new to Luvdoll Inc that were introduced by Mr. Okuda, were the curvature of my feet, and the thickness of the bones of my clavicles and hips. 

  Mr. Okuda wanted my bones to be prominent, and they are. 

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