Oficinas compõem o primeiro dia do seminário “A Formação do Tradutor”

O primeiro dia do seminário “A Formação do Tradutor”, um evento organizado pela UFF e pela Fundação Biblioteca Nacional com o apoio do Goethe Institut e do Consulado Geral da França, foi um dia de reunião para os tradutores. Duas oficinas foram realizadas no Instituto de Letras da UFF, em Niterói, com o objetivo de colocar tradutores experientes e iniciantes em contato, além de dar a pessoas interessadas na profissão um gostinho do trabalho diário dos tradutores.

20130219_103041A primeira oficina foi uma versão reduzida da oficina EntreNósOtros, realizada em Porto Alegre em novembro de 2012. A idéia era abrir espaço para tradutores iniciantes do espanhol apresentarem as traduções em que estão trabalhando, tirar dúvidas e conversar com tradutores mais experientes. Por isso, além de discutir questões práticas da tradução, como o uso de notas do tradutor, o registro das obras e a tradução de determinados termos, os nove participantes também puderam conversar com Bárbara Pessoa, Francisco Manhães e Guilherme Puccini, tradutores participantes da oficina de Porto Alegre, e Cristian de Nápoli, tradutor argentino do Programa de Residência de Tradutores da Fundação Biblioteca Nacional. “Esse tipo de iniciativa é extremamente importante para a tradução literária porque ela implica numa troca de experiências – algo que, numa profissão considerada solitária, é extremamente importante”, afirma Rodrigo Labriola, professor da UFF e um dos idealizadores da oficina, junto com as professoras Viviana Gelado e Ana Isabel Borges.

20130219_142953Na segunda oficina, intitulada “Tradução Sem Muros”, tradutores iniciantes, experientes e pessoas interessadas em trabalhar com tradução se reuniram para tirar dúvidas sobre a profissão. A idéia era apresentar as questões mais importantes sobre tradução para um público mais amplo, que costuma desconhecer os meandros da profissão. Cerca de 40 pessoas compareceram à oficina, que acabou se tornando também uma grande discussão sobre o que ainda precisa ser exigido pelos profissionais em termos de condições de trabalho. “Estamos querendo entender qual é o perfil do profissional que se interessa pela tradução e aproximá-lo da universidade, de modo que tenha uma reflexão sobre o que é traduzir e não apenas uma perspectiva prática”, disse Johannes Kretschmer, professor da UFF e criador da oficina.

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