FBN premia ganhador do Prêmio Camões 2012

Galeno Amorim, presidente da FBN, e Nuno Bello, cônsul geral de Portugal no Rio de Janeiro entregam o Prêmio Camões

“Nunca jamais pensei em merecer tamanha honrosa distinção”, agradeceu o escritor Dalton Trevisan ao receber o Prêmio Camões ontem (12/12) na Biblioteca Nacional. A mensagem de agradecimento foi lida para um auditório lotado, com cerca 250 pessoas, pela vice-presidente do Grupo Record, Sônia Jardim, e explicava que os muitos anos do autor o impediram de ir à cerimônia. Aos 87 anos, Trevisan, avesso a aparições públicas, entra no rol de autores clássicos que também foram consagrados com o Prêmio Camões, como José Saramago, João Cabral de Melo Neto e Rachel de Queiroz.

Alheio à personalidade reclusa do escritor, o júri o escolheu por unanimidade, ressaltando sua dedicação ao fazer literário. “Dalton Trevisan significa uma opção radical pela literatura enquanto arte da palavra” justificou a Ata do Júri, lida pelo cônsul geral de Portugal no Rio de Janeiro, Nuno Bello ao entregar o prêmio. A outorga, realizada em conjunto pelo presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, e por Bello, representando a Secretaria de Cultura de Portugal, é o máximo reconhecimento da literatura em língua portuguesa.

“O Prêmio Camões, além de ser o grande momento de consagração da literatura em língua portuguesa, é uma oportunidade de nossos países mostrarem ao mundo a riqueza da nossa literatura”, define Galeno Amorim. A FBN, vinculada do Ministério da Cultura (MinC), é a responsável pela parte brasileira do Prêmio, trabalho que inclui a indicação de membros do júri e o pagamento do premiado (cerca de 100 mil euros, já entregues ao autor). Em Portugal, a mesma função é realizada pela Direção-Geral do Livro e das Bibliotecas, subordinada à Secretaria de Estado da Cultura. O júri se reúne alternadamente, a cada ano, em Portugal ou Brasil.

Considerado o maior contista contemporâneo, Dalton Trevisan acumulou vários prêmios durante a vida literária, sua primeira publicação Novelas Nada Exemplares (1959) recebeu o Prêmio Jabuti. Seu único romance, A polaquinha (1985), ganhou o Prêmio Ministério da Cultura de Literatura em 1996. A obra figura na lista dos 10 livros que receberam bolsas do Programa de Apoio à Publicação de Autores Brasileiros na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, da FBN, em 2012.

Em 2003, dividiu com Bernardo Carvalho o Prémio Portugal Telecom de Literatura com o livro Pico na Veia e, este ano, venceu novamente o prêmio na categoria conto e crônica com a obra O Anão e a Ninfeta. O autor publicou também “Morte na Praça” (1964), “Cemitério de Elefantes” (1964), “A guerra Conjugal” (1969), “Crimes da Paixão” (1978), “Ah, É” (1994), “O Maníaco do Olho Verde” (2008), “Violetas e Pavões” (2009), “Desgracida” (2010), entre outros.

Instituído em 1988 pelos governos do Brasil e de Portugal, o Prêmio Luís de Camões visa a estreitar os laços culturais entre os países lusófonos, por meio da premiação de seus escritores mais representativos. Nesta 24ª edição, participaram do júri os brasileiros Alcir Pécora e Silviano Santiago; os portugueses Abel Barros Baptista e Rosa Maria Martelo; o moçambicano João Paulo Borges Coelho e a angolana Ana Paula Tavares.

Prêmio Camões

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Uma resposta para FBN premia ganhador do Prêmio Camões 2012

  1. admin disse:

    Olá Marcos,

    Desculpe o erro, obrigada por nos alertar, já foi corrigido.

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