Mercado editorial brasileiro está aquecido

Os brasileiros estão comprando mais livros. Pesquisas do setor editorial revelam que, em 2011, houve um crescimento de 7,3% no faturamento do setor editorial brasileiro, que chegou a US$ 2,39 bilhões (o que significa 0,11% do PIB brasileiro, que é US$ 2,367 trilhões). Foi a maior número de livros vendidos de toda a história: 470 milhões de exemplares vendidos em 2011, número 7,2% maior do que em 2010. As informações são da mais recente pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, realizada pela Fipe/Universidade de São Paulo para a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel).

Nesta conta, pesa a aquisição de livros didáticos pelo governo brasileiro, o maior comprador do país a partir do Programa Nacional de Livro Didático (PNLD), do Ministério da Educação (MEC). Em 2011, o governo federal investiu R$ 1,3 bilhão na compra, avaliação e distribuição de livros didáticos do PNLD 2012. Segundo esse estudo, desde 2004, quando a desoneração fiscal do setor, teria havido uma redução no preço real na ordem de 45%.

Outra pesquisa, a Retratos da Leitura no Brasil, traçou um perfil dos leitores brasileiros, que somam 88,2 milhões de pessoas, representando 50% da população. Aproximadamente 49% dos brasileiros leem mais hoje do que em 2007, o que revela o potencial significativo de crescimento do número de leitores nos próximos anos. Não por acaso, o mercado internacional está de olho no mercado editorial e nos livros brasileiros.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Comércio, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a exportação e a importação de livros manufaturados dentro e fora do país estão em franco crescimento. Entre janeiro a agosto de 2012, a exportação de livros manufaturados no Brasil já rendeu US$ 41,1 milhões e, se seguir nesse ritmo até dezembro, facilmente superará os números do ano passado, quando o País exportou US$ 59,3 milhões em livros, valor 18% superior a 2010.

Em 2011, o Brasil importou, de acordo com o MDIC, US$ 255,9 milhões entre livros estrangeiros e livros de editoras brasileiras manufaturados no exterior, enquanto durante o ano de 2010, este número foi de US$203 milhões. Nos oito primeiros meses de 2012, a importação destas publicações impressas foi de US$ 162,3 milhões. De janeiro a agosto de 2012, os países que mais venderam livros manufaturados ao Brasil foram China, Espanha, México, Argentina, Coréia do Sul e França. No exterior, no mesmo período, a Venezuela figura como o maior comprador de livros manufaturados no Brasil, com 11 milhões de livros. Em seguida, aparecem Reino Unido, Argentina, Angola e Estados Unidos.

Esses dados não incluem as receitas com a venda de direitos autorais de autores brasileiros no exterior, que também movimentam valores expressivos, segundo os agentes literários e editoras que atuam nessa área.

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