El estado de las cosas

Bárbara Belloc*

BBlee Ya compré el pasaje y estoy arreglando el alojamiento, con fechas ciertas para San Pablo y Río, actividades (“stop – play – ff – rew – rec”, la conferencia interactiva sobre traducción y edición, será el 5 de diciembre a las 19 hs en la Casa Guilherme de Almeida, SP), entrevistas, encuentros, sesiones de lectura y traducción, excursiones a las bibliotecas y las librerías, como corresponde a esta etapa casi en estado de enamoramiento —la consumación es el viaje—, y también me ocupo de cuestiones administrativas, editoriales, logísticas de aquí y allá. Estamos por presentar al público las dos colecciones: Nomadismos de ensayo brasileño, en Buenos Aires, el 6 de noviembre en el CCBA de la Embajada de Brasil, y Nomadismos de ensayo argentino, en Río de Janeiro, el 16 de diciembre en el MAR.

En los ratos libres leo teoría del arte, cuadernos de artistas, los escritos de Malévich, de Picasso, vuelvo a Max Ernst, a Hélio, a las Lygias, leo el poema de Parménides.

Por supuesto, releo atentamente a Gullar: ensayo y poesía, a la par, en cámara de eco. Seleccionamos varios de sus escritos teóricos y críticos entre 1950 y la década de 2000, dibujo índices, referencias internas, figuras, circuitos eléctricos entre las ideas, las palabras y las cosas.

Gullar siempre “me dispara” y me sorprende – el tipo de artista que es, su actividad militante en tanto investigación estética (y viceversa), y su trayectoria tan impar, tan enorme, creando siempre más actividad, movimiento, cruces, círculos abiertos. Cada día me despierta más admiración y más afecto.

Pienso en Gullar, en su persona, cuando lo visitamos el año pasado. La luz rasante que entraba por las persianas, mitad aire de primavera mitad aire marino era esa luz y Gullar era como un gato de las nieves en el mundo subtropical, jugando con bananas podres, bichos do lixo, sombras en la pared, orangutanes.

Y tomo notas, subrayo, marco dudas, copio citas, recuadro palabras, etc.

¿Qué decir?

Así me preparo para meterme de lleno en Fecha de elaboración / Fecha de vencimiento (este será el título de FG en Nomadismos), como la noche pasada, cuando tuve una sensación extraordinaria del tiempo (una ráfaga, como el giro brusco en la corriente o un telón que se corre rápido y descubre el vacío), y sintiendo y sabiendo que esa sensación pronto sería reemplazada por otra, me pregunté, por preguntar, cuánto podía durar, y respondió (había respondido) FG:

girafarol- Bárbara Belloc

 BB

Buenos Aires, 27 de octubre de 2014

 * Bárbara Belloc (Buenos Aires, Argentina, 1968) é poeta, tradutora e editora. Em parceria com Teresa Arijón, traduziu os ensaios de Ana Cristina César, Helio Oiticica e Oscar Niemeyer e a ficção de Clarice Lispector, Hilda Hilst, entre outros. Participa do Programa de Residência de Tradutores Estrangeiros no Brasil com a tradução dos ensaios de Ferreira Gullar publicados em Argumentação contra a norte da arte e Cultura posta em questão.

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A tradução como um processo de apropriação cultural

Luis Aguilar é escritor e tradutor. Sua obra literária foi traduzida para o inglês, português e romeno. Em 2013 ele coordenou para a Mantis Editotres e o Consejo Nacional para la Cultura Y las  Artes—  a  coleção “Poesia de México en lãs lenguas del mundo”, distribuído no Brasil pela  Dobre Editorial, em que diversos autores mexicanos foram traduzidos pela primeira vez para o português.

 

A tradução como um processo de apropriação cultural

 

A tradução literária é uma atividade que exige, por sua natureza, a apropriação do outro (o traduzido) pelo tradutor, com toda a carga de elementos que isso significa. Não é concebível, em termos literários, uma tradução que careça das devidas cargas não apenas emocionais, mas também ideológica, semântica, filosófica, antropológica e até geográfica.

Em uma frase que resume todos os itens acima: é inconcebível uma tradução que não esteja fundada em uma apropriação cultural completa por aqueles que traduzem uma obra literária.

A tradução é, em muitos aspectos, transformar-se no outro; ser o outro; habitá-lo, medi-lo, adicioná-lo, reduzi-lo. Compreender a profanidade de uma voz para assim transpor, de uma língua para outra, todos os contextos que permitam ao tradutor fornecer aos leitores um retrato o mais fiel possível do autor e da obra traduzida.

A Fundação Biblioteca Nacional, em seu programa de residência para tradutores estrangeiros no Brasil, assume, suponho, essa necessidade de apropriação cultural e procura incentivar os tradutores estrangeiros — por meio de coleções e acesso aos acervos — a possibilidade de vivenciar a proximidade com o cenário, as estruturas, a poética e a própria vida daqueles autores pelos quais se têm interesse.

No meu caso, sou grato pela apropriação cultural de Roberto Piva, um autor que felizmente descobri há muitos anos e que me revelou por sua poesia, e em mais de um sentido, a necessidade de enfrentar uma poética cristalizada — não a destruindo, mas sim a reinventando — pois sua premissa é a renovação da voz poética.

É bom esclarecer, para os leitores brasileiros, que Piva no México, bem como na Espanha, é lido como uma das vozes mais revolucionárias e provocantes das últimas décadas; considerado pela crítica como um dos poetas mais inovadores de sua geração. Eu diria, indo além, que Piva está entre os mais inovadores seja das gerações anteriores, seja das posteriores.

Para muitos leitores, ele é o mais autêntico e um dos últimos poetas malditos do tempo presente; um tempo acossado por uma poesia repetitiva ainda que, provavelmente, bem escrita, mas sem um corpo denso de ideias. Lendo Piva, confirma-se a máxima de que a poesia sem beleza pode resultar em academicismo; mas beleza sem ideia não chega a lugar nenhum: é oca.

Em Piva tudo é provocação; não assume desprazer nem faz pose diante da língua, mas a despe expondo-a como é, propiciando em sua poesia uma visão dura do mundo; assim, apresenta um habitat sem falsos ornamentos nem metáforas ocas; o que nele vemos é a realidade — cruel — em forma de beleza.

Minha expectativa atual com o trabalho de Roberto Piva é procurar, por meio das coleções e entrevistas disponíveis, me aproximar de sua concepção de mundo; perceber os detalhes minuciosos que propiciaram em sua poesia uma energia invejável e dotaram o poeta de uma aura do outro mundo — literal e metaforicamente — que permite que sua obra não apenas não envelheça, mas ao contrario que se renove a cada leitura.

Nesse processo, almejo a uma contínua e permanente renovação de sua obra a cada abordagem, por meio dos diálogos e aproximação com sua poética; com o único propósito de que à minha leitura cheguem todas as possibilidades de sua voz para que a tradução ofereça uma imagem o mais próximo possível da genialidade de Roberto Piva.

Procuro encontrar, com todos os materiais, conselhos, comentários e abordagens disponíveis a possibilidade de “vestir” a voz poética de Roberto Piva em espanhol, mas sem modificar a alma de sua poesia. Esse deve ser o objetivo de toda tradução literária.

 

LUIS AGUILAR  poeta e tradutor  Monterrey, México; 28 de agosto de 2014.

LUIS AGUILAR
poeta e tradutor
Monterrey, México; 28 de agosto de 2014.

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O encontro no Brasil com outros tradutores

Com o texto da tradutora e intérprete Tine Lykke Prado, iniciamos a série de publicações sobre as expectativas e experiências dos seis tradutores que participam do Programa de Residência.

O encontro no Brasil com outros tradutores

Traduzir é um trabalho solitário, porém altamente prazeroso. Ser tradutor de literatura brasileira na Dinamarca é ainda mais solitário, porque sou praticamente a única tradutora especializada em literatura brasileira. Trata-se de paixão.

Por isso será um prazer enorme encontrar tradutores de literatura brasileira – e a primeira vez para mim. Este encontro de trocar ideias e experiências se tornará sem dúvida em uma grande inspiração para trabalhos futuros.

Encontrar outros tradutores de literatura brasileira é uma oportunidade única de saber como é a sua recepção em outros países e quais são os autores mais lidos. Imagino que isto varia muito das diferentes partes do mundo. Gostaria de saber como trabalham os meus colegas – se eles também procuram escolher os autores brasileiros que mais apreciam para depois solicitar editoras e eventualmente apoio financeiro. Gostaria de saber também de suas experiências deles e se procuram os autores para tirar dúvidas ou não.

Traduzir literatura brasileira não é pão, mas paixão – na Escandinávia, quando não se fala em literatura popular. E traduzir Clarice Lispector implica isolar-se deliciosamente e se deixar cair num outro mundo na tentativa de entrar no labirinto dela.

É uma bela iniciativa de nos juntar, uma ocasião rara de poder conversar com colegas compartilhando a mesma paixão – a de traduzir literatura brasileira.

Tine Prado

Tine Lykke Prado é tradutora e intérprete. É formada em Literatura Brasileira pela Universidade de Brasília e mestre em Literatura Comparada pela Universidade de São Paulo. Traduziu diversos autores brasileiros, como Clarice Lispector, José Saramago, Graciliano Ramos, João Cabral de Melo Neto, entre outros.

 

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Dia do Tradutor

O Dia dos Tradutores é comemorado mundialmente em 30 de setembro. Nesta data celebra-se a Festa de São Jerônimo (347-420), em homenagem ao sacerdote cristão nascido na Dalmácia, província romana que hoje compreende regiões da Albânia, Croácia, Bósnia e Herzegovina, Montenegro e Sérvia. Estudioso das sagradas escrituras, Jerômino traduziu a Bíblia do grego e do hebraico para o latim. A ideia de comemorar oficialmente a data foi proposta em 1991 pela Federação Internacional dos Tradutores (http://www.fit-ift.org/) com o objetivo de promover internacionalmente a profissão. Compartilhamos o “Viva aos tradutores!” proposto pela Editora LPM (http://www.lpm-blog.com.br/?p=25157) com as palavras de Millôr Fernandes:
Le dernière translation (Homenagem à Sociedade Brasileira de Tradutores):
Quando morre um velho tradutor
Sua alma, anima, soul,
Já livre do cansativo ofício de verter
Vai direta para o céu, in cielo, to the heaven, au ciel, in caelum, zum himmel,
Ou pro inferno, Holle, dos grandes traditori?
Ou um tradutor será considerado
In the minute hierarquia do divino (himm’lisch)
Nem peixe nem água, ni poisson ni l’eau,
Neither water nor fish, nichts, assolutamente niente?
Que irá descobrir de essencial
Esse mero intermediário da semântica
Corretor da Babel universal?
A comunicação definitiva, sem palavras?
Outra vez o verbo inicial?
Saberá, enfim!, se ele fala hebraico
Ou latim?
Ou ficará infinitamente no infinito
Até ouvir a Voz, Voix, Voce, Voice, Stimme, Vox,
Do Supremo Mistério partindo do Além
Voando como um pássarobirduccelopájarovogel
Se dirigindo a ele em…
E lhe dando, afinal,
A tradução para o Amén?
São Jerônimo em seu estúdio -Albrecht Dürer

São Jerônimo em seu estúdio, Albrecht Dürer, 1514.

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Tradutores começam a chegar ao Brasil

Os seis tradutores selecionados pelo edital de 2014 do Programa de Residência de Tradutores Estrangeiros no Brasil, da Fundação Biblioteca Nacional, começaram a chegar ao País. Até o final da primeira semana de outubro já terão chegado os três primeiros:

- Tine Lykke Prado, vinda da Dinamarca para trabalhar na tradução de Água viva, de Clarice Lispector;

- Petra Petrač, da Croácia, para trabalhar na tradução de O mulato, de Aluísio de Azevedo;

- Luís Aguillar, do México, para trabalhar na tradução de Um estrangeiro na legião, de Roberto Piva.

Entre outubro e novembro será a vez dos outros três:

- Kriton Iliopoulos, vindo da Grécia para trabalhar na tradução de Os Bruzundangas, de Lima Barreto;

- Bárbara Belloc, da Argentina, para trabalhar na tradução dos ensaios de Ferreira Gullar retirados de Argumentação contra a morte da arte e Cultura posta em questão;

- Didier Lamaison, da França, para trabalhar na tradução das cartas de Clarice Lispector contidas em Minhas queridas.

Durante um período mínimo de quatro semanas, os tradutores poderão pesquisar diferentes aspectos das obras que estão traduzindo, dialogar com especialistas, consultar bibliotecas, arquivos e conhecer lugares e pessoas relacionadas ao universo de cada livro.

Os profissionais participarão também de uma programação especial elaborada pelas instituições parceiras da FBN nesse projeto: a Universidade Federal Fluminense; a Casa Guilherme de Almeida – Centro de Estudos de Tradução Literária (Secretaria de Estado de Cultura de São Paulo / POIESIS), e a Pós-Graduação em Estudos da Tradução da Universidade Federal de Santa Catarina.

Em breve, iniciaremos aqui uma série de publicações sobre as expectativas e experiências dos tradutores no Brasil.

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Mesa Redonda “Visões da Grande Guerra de 1914”

Com a participação de Denise Rollemberg, Modesto Florenzano e Renato Lessa, a mesa irá acontecer no dia 18 de setembro às 18:30, no Auditório Machado de Assis da Biblioteca Nacional. Não perca!

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Transmissão pela internet:

Instituto Embratel/TVPontoCom: Clique aqui

Rede Nacional de Ensino e Pesquisa:Clique aqui

 

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Mesa de debate “O escritor e seu tradutor”

Com a participação de Paulo Scott, Daniel Hahn e Rachel Bertol, o debate acontecerá dia 07 de agosto às 17 horas, no Auditório Machado de Assis da Biblioteca Nacional. Não perca!

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Títulos brasileiros publicados no exterior

Conheça mais alguns livros brasileiros publicados recentemente no exterior com o apoio da Fundação Biblioteca Nacional. 

Espanhol

El regate

 

Sérgio RodriguesEl regate (O drible), Editorial Anagrama, tradução de Juan Pablo Villalobos. (ESPANHA)

 

 

 

 

 

Francês

Paisagem com dromedário

 

- Carola SaavedraPaysage avec dromadaires               (Paisagem com dromedários), Mercure de France, tradução de Geneviève Leibrich. (FRANÇA)

 

 

A felicidade é fácil

 

Edney SilvestreLe bonheur est facile                                           (A felicidade é fácil), Belfond, tradução de Hubert Tézenas. (FRANÇA)

 

 

 

Inglês

The Mystery of Rio

 

 

- Alberto Mussa, The Mystery of Rio (O senhor do lado esquerdo), Europa Editions, tradução de Alex Ladd.     (ESTADOS UNIDOS)

 

 

Blood Drenched Beard

 

 

Daniel GaleraBlood-Drenched Beard (Barba ensopada de sangue), Hamish Hamilton / Penguin Books,                         tradução de Alison Entrekin. (REINO UNIDO)

 

 

Letters from a seducer

 

 

Hilda HilstLetters from a Seducer (Cartas de um sedutor), Nightboat Books / A Bolha Editora, tradução de John Keene. (ESTADOS UNIDOS)

 

 

Italiano 

La casa degli scampi

- Alberto Mussa, La casa degli scambi (O senhor do lado esquerdo), Edizioni E/O, tradução de Paola Vallerga. (ITÁLIA)

 

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Títulos brasileiros publicados no exterior

Conheça os livros brasileiros publicados recentemente no exterior com o apoio da Fundação Biblioteca Nacional. Todos foram contemplados pelo Programa de Apoio à Tradução e à Publicação de Autores Brasileiros no Exterior.

Alemão:

- Revista Akzente, ano 60, número 5, outubro de 2013, Editora Hanser, Dossiê Carlos Drummond de Andrade (contos), tradução de Wanda Jakob.(ALEMANHA)

- Vários autores, Rio de Janeiro: Eine literarische Einladung (Rio de Janeiro: um convite literário), Editora Wagenbach, organizado por Marco Thomas Bosshard e Marcos Machado Nunes. Coletânea de contos com Adriana Lunardi, Aníbal Machado, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Giannetti, Clarice Lispector, Ferreira Gullar João Antônio, João Gilberto Noll, Luiz Ruffato, Miguel Sanches Neto, Nélida Piñon, Rodrigo Lacerda, Sérgio Sant’Anna, Sonia Coutinho, Vinícius Jatobá. Tradução de Christoph Joaquim Kaiser, Dirk Brunke, Enno Pattermann, Eva Zimmermann, Inés Koebel, Inga Hennecke, Jan Steinbach, Julian Brock, Karin von Schweder-Schreiner, Michael Kegler, Philipp Kampschroer, Sarah Gieseker, Sarita Brandt, Stefanie Zobus e Wanda Jakob. (ALEMANHA)

Espanhol:

- Ricardo Lísias, El libro de los mandarines (O livro dos mandarins), Editora Adriana Hidalgo, tradução de Cristian de Napoli. (ARGENTINA)

- Lima Barreto, El Cementerio de los Vivos (O cemitério dos vivos), Editora Ambulantes, tradução de Vítor David López e Aline Pereira da Encarnação. (ESPANHA)

- Ricardo Corona, Cuerpo sutil (Corpo sutil), Editora Calygramma, tradução de Vitor Sosa. (MÉXICO)

- Claudio Daniel, Yume (Yumê), Editora Calygramma, tradução de Vitor Sosa. (MÉXICO)

- Basílio da Gama, El Uraguay (O Uraguai), Editora Calygramma, tradução de Román Antopolsky, (MÉXICO)

- Lêdo Ivo: La muerte de Brasil (A morte do Brasil), Editora Vaso Roto, tradução de Ángel José Alonso Menéndez.(ESPANHA)

- Antônio Moura, Rio Silêncio (Río Silêncio), Editora Calygramma, tradução de Vitor Sosa, (MÉXICO)

- Terezinha Azerêdo Rios, Ética y competência (Ética e Competência), Editora Octraedo, tradução de Bertarn Romero. (ESPANHA)

- Marcos Siscar, La mitad del arte (A metade da arte),Editora Kriller71,  tradução de  Aníbal Cristobo (ESPANHA)

- Érico Verissimo, El tiempo y el viento – El retrato (O tempo e o vento – O retrato ) Editora Machado Libros, tradução de Pere Comellas Casanova. (ESPANHA)

Chinês:

- José Mauro de Vasconcellos, Doidão e Vamos aquecer o Sol, Editora People’s Literature Publishing, tradução de Li Jinchuan e Wei Ling. Publicação em volume único acrescido da reedição de Meu pé de laranja-lima. (CHINA)

Inglês:

-Edgard Telles Ribeiro, His own man (O punho e a renda, Editora Scribe, tradução de Kim. M. Hastings. (AUSTRÁLIA)

- Rogério Duarte, Marginália 1 (ensaios, artigos e poemas), Editora Bom Boa Tarde Boa Noite, tradução de Adriana Francisco, Kiki Mazzuchelli, Moray Mckie e Mary Ellen Stitt.(ALEMANHA)

- Rubem Fonseca, Crimes of August (Agosto), Editora Tagus Press, tradução de Clifford E. Landers. (ESTADOS UNIDOS)

- Michel Laub, Diary of the Fall (Diário da Queda), Editora Harvill Secker, tradução de Margaret Jull Costa. (REINO UNIDO)

- Diogo Mainardi, The Fall – A fathers’s memoir in 424 steps (A queda) Editora Harvill Secker, tradução de Margaret Jull Costa. (REINO UNIDO)

Francês:

- João Paulo Cuenca, La seule fin heureuse pour une histoire d’amor, c’est un accident (O único final feliz para uma história de amor é um acidente), Editora Cambourakis, tradução de Dominique Nédellec.(FRANÇA)

- Lygia Bojunga, Nous Trois (Nós três), Editora Kanjil, tradução de Noémi Kopp-Tanaka. (FRANÇA)

- Lygia Bojunga, Tous em scéne pour Angélique (Angélica), Editora Kanjil, tradução de Noémi Kopp-Tanaka. (FRANÇA)

- Astrid Cabral, Allée (Alameda), Editora Les Arêtes, tradução de Astrid Cabral e Sandrine Pot. (FRANÇA)

-Luis Fernando Verissimo, Les espions (Os espiões), Editora Folie D’encre, tradução de Philippe Poncet. (FRANÇA)

- Carola Saavedra, Paysage avec dromedaires (Paisagem com dromedários), Editora Mercure de France, tradução de Geneviève Leibrich.

-Wellington Srbek e Flavio Colin, Le brigand du Sertão (Estórias Gerais) Editora Sarbacane, tradução de Fernando Scheibe e Philippe Poncet. (FRANÇA)

Hebraico: Michel Laub, Diário da Queda, Editora Modan (ISRAEL)

Italiano: Lima Barreto, Nella terra di Bruzundanga (Os Bruzundangas), Editora Arcoiris, tradução de Jessica Falconi. (ITÁLIA)

Ucraniano: Bernardo Sorj e Danilo Martuccelli, Desafio Latino-americano – Coesão social e democracia, Editora Calvaria,tradução de Taras Tsymbal. (UCRÂNIA)

Vietnamita: Antônio Torres, Essa Terra, Editora Literature Publishing House, tradução de Hieu Constant. (VIETNÃ)

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Inscrições abertas para a Escola de Inverno de Tradução Literária

O British Council, em parceria com a Fundação Biblioteca Nacional, a Universidade Federal Fluminense e o British Centre for Literary Translation, com o apoio do Arts Council England, tem o prazer de anunciar a abertura das inscrições para a Escola de Inverno de Tradução Literária, que acontece em Paraty (RJ) de 21 a 29 de julho de 2014, antecedendo a abertura da FLIP.

A Escola de Inverno oferecerá a doze tradutores literários em início ou meio de carreira, selecionados no Brasil e no Reino Unido, a oportunidade de discutir e trabalhar de maneira intensiva sobre os desafios de tradução do português para o inglês e do inglês para o português. Serão sete dias de trabalho em cima de textos literários definidos previamente.

PROGRAMAÇÃO

Durante os workshops da manhã, os participantes trabalharão a partir da obra de dois autores, que estarão presentes durante todo o período da Escola de Inverno: o pernambucano José Luiz Passos, autor de O Sonâmbulo Amador (Alfaguara), vencedor do Prêmio Portugal Telecom 2013; e o britânico Sam Byers, autor de Idiopathy (Fourth Estate) e eleito pela Granta um dos vinte melhores escritores britânicos da última década. Os tradutores irão explorar, de maneira aprofundada, todos os elementos do texto e discutir com os escritores quaisquer questões que possam surgir, desde contextos culturais e históricos, passando por temas linguísticos, até o uso de vírgulas.

Durante os workshops da tarde, os participantes terão a oportunidade de compartilhar as suas próprias traduções em progresso com seus colegas tradutores, explorando questões particulares dentro dos textos e debatendo soluções.

Nos dois períodos, o programa contará com a participação de professores de tradução literária da Universidade Federal Fluminense e com a coordenação de dois experientes tradutores literários: Paulo Henriques Britto, tradutor, poeta e professor da PUC, e Daniel Hahn, tradutor e diretor do British Centre for Literary Translation, em Norwich, no Reino Unido.

Ao final dos sete dias de trabalho, os participantes poderão discutir temas relevantes para o ofício da tradução literária no IV Colóquio Intermediações Culturais, organizado pela Fundação Biblioteca Nacional e pela Universidade Federal Fluminense, de 27 a 29 de julho, também em Paraty.

INSCRIÇÕES

Profissionais de tradução literária inglês-português e/ou português-inglês, em início ou meio de carreira, estão convidados a se candidatarem no período de 17 de abril a 23 de maio de 2014. Os candidatos devem preencher o formulário de inscrição online, pelo qual deverão fornecer também um CV e uma tradução – texto original e traduzido, totalizando no máximo 4.000 palavras – que gostariam de discutir durante a semana em Paraty.

Os participantes serão selecionados por uma comissão de representantes do British Council, BCLT, Fundação Biblioteca Nacional e Universidade Federal Fluminense. A comissão irá considerar a experiência anterior dos candidatos em tradução literária, sua contribuição para o programa e os benefícios que eles poderão receber com a participação na Escola de Inverno. O resultado da seleção será anunciado até 5 de junho de 2014 no site do British Council Transform.

Os participantes selecionados terão suas passagens aéreas, transporte, acomodação e alimentação em Paraty custeados durante todo o período em que durar o workshop – de 21 a 29 de julho.

Escola de Inverno de Tradução Literária
Inscrições: de 17 de abril a 23 de maio de 2014
Para se candidatar, preencha o formulário de inscrição.
Data do curso: de 21 a 27 de julho de 2014
Local: Paraty, RJ, Brasil

IV Colóquio Intermediações Culturais
Data: de 27 a 29 de julho de 2014
Local: Paraty, RJ, Brasil

 

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