Inscrições abertas para a Escola de Inverno de Tradução Literária

O British Council, em parceria com a Fundação Biblioteca Nacional, a Universidade Federal Fluminense e o British Centre for Literary Translation, com o apoio do Arts Council England, tem o prazer de anunciar a abertura das inscrições para a Escola de Inverno de Tradução Literária, que acontece em Paraty (RJ) de 21 a 29 de julho de 2014, antecedendo a abertura da FLIP.

A Escola de Inverno oferecerá a doze tradutores literários em início ou meio de carreira, selecionados no Brasil e no Reino Unido, a oportunidade de discutir e trabalhar de maneira intensiva sobre os desafios de tradução do português para o inglês e do inglês para o português. Serão sete dias de trabalho em cima de textos literários definidos previamente.

PROGRAMAÇÃO

Durante os workshops da manhã, os participantes trabalharão a partir da obra de dois autores, que estarão presentes durante todo o período da Escola de Inverno: o pernambucano José Luiz Passos, autor de O Sonâmbulo Amador (Alfaguara), vencedor do Prêmio Portugal Telecom 2013; e o britânico Sam Byers, autor de Idiopathy (Fourth Estate) e eleito pela Granta um dos vinte melhores escritores britânicos da última década. Os tradutores irão explorar, de maneira aprofundada, todos os elementos do texto e discutir com os escritores quaisquer questões que possam surgir, desde contextos culturais e históricos, passando por temas linguísticos, até o uso de vírgulas.

Durante os workshops da tarde, os participantes terão a oportunidade de compartilhar as suas próprias traduções em progresso com seus colegas tradutores, explorando questões particulares dentro dos textos e debatendo soluções.

Nos dois períodos, o programa contará com a participação de professores de tradução literária da Universidade Federal Fluminense e com a coordenação de dois experientes tradutores literários: Paulo Henriques Britto, tradutor, poeta e professor da PUC, e Daniel Hahn, tradutor e diretor do British Centre for Literary Translation, em Norwich, no Reino Unido.

Ao final dos sete dias de trabalho, os participantes poderão discutir temas relevantes para o ofício da tradução literária no IV Colóquio Intermediações Culturais, organizado pela Fundação Biblioteca Nacional e pela Universidade Federal Fluminense, de 27 a 29 de julho, também em Paraty.

INSCRIÇÕES

Profissionais de tradução literária inglês-português e/ou português-inglês, em início ou meio de carreira, estão convidados a se candidatarem no período de 17 de abril a 23 de maio de 2014. Os candidatos devem preencher o formulário de inscrição online, pelo qual deverão fornecer também um CV e uma tradução – texto original e traduzido, totalizando no máximo 4.000 palavras – que gostariam de discutir durante a semana em Paraty.

Os participantes serão selecionados por uma comissão de representantes do British Council, BCLT, Fundação Biblioteca Nacional e Universidade Federal Fluminense. A comissão irá considerar a experiência anterior dos candidatos em tradução literária, sua contribuição para o programa e os benefícios que eles poderão receber com a participação na Escola de Inverno. O resultado da seleção será anunciado até 5 de junho de 2014 no site do British Council Transform.

Os participantes selecionados terão suas passagens aéreas, transporte, acomodação e alimentação em Paraty custeados durante todo o período em que durar o workshop – de 21 a 29 de julho.

Escola de Inverno de Tradução Literária
Inscrições: de 17 de abril a 23 de maio de 2014
Para se candidatar, preencha o formulário de inscrição.
Data do curso: de 21 a 27 de julho de 2014
Local: Paraty, RJ, Brasil

IV Colóquio Intermediações Culturais
Data: de 27 a 29 de julho de 2014
Local: Paraty, RJ, Brasil

 

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A HQ ‘Estórias gerais’ ganha edição francesa

Autor e tradutores falam sobre o processo de tradução

A editora Sarbacane lançou recentemente o álbum Le Brigand du Sertão, edição francesa da HQ brasileira Estórias gerais, de Wellington Srbek e Flavio Colin (Editora Nemo, 2012). A obra ganhou o Troféu HQ MIX nas categorias “Melhor Graphic Novel”e “Melhor Roteirista Nacional” e o Prêmio Angelo Agostini de melhor roteirista e melhor desenhista.

O roteirista Wellington Srbek nos concedeu uma entrevista em que fala sobre as características que levaram o livro a ocupar um lugar de destaque no cenário nacional, sua participação na tradução e também sobre como é para ele a experiência de chegar até os leitores franceses. O desenhista Flavio Colin, referência dos quadrinhos nacionais, faleceu em agosto de 2002.

FBN: A HQ Estórias gerais é considerada um clássico brasileiro, recebeu ótimas críticas e ganhou vários prêmios. O que, para você, é responsável por alçar o livro a esse posto?

Wellington Srbek:Acredito que o reconhecimento e sucesso da HQ se devem realmente à sua qualidade. Ao meu roteiro original e aos desenhos marcantes de Flavio Colin, que têm conquistado os leitores desde a edição independente em 2001.

FBN: O livro é ambientado no sertão mineiro no início do século XX. O tema não é muito recorrente nas HQs.  O que o levou a escolher esse eixo temático?

WS: Sou de Minas Gerais e sou formado em História. Embora tenha nascido na capital, o ambiente do interior e a cultura popular sempre me interessaram criativamente. Temos na HQ o jornalista Ulisses Araújo que faz uma viagem de descoberta e apaixonamento por aquele Brasil interior, tão rico natural e culturalmente, mas também tão esquecido. Então, em parte, “Estórias Gerais” reflete minha própria travessia pessoal, de alguém que nasceu numa cidade grande, mas que descobriu e se apaixonou pelas maravilhas de um Brasil mais antigo e talvez mais autêntico.

FBN: A edição francesa vai fazer o livro atingir um público diferente. O que você espera dessa experiência?

WS: O simples fato de ter o álbum publicado em outro país já é uma alegria em si. Poder chegar a mais e mais leitores é a vocação de toda obra, e como consideram “Estórias Gerais” uma grande HQ, “um clássico de nossos quadrinhos”, é ótimo poder compartilhá-la com leitores de outros países!

FBN: Como foi sua relação com os tradutores? De alguma maneira você se envolveu no processo de tradução?

WS: Apenas prestando consultoria em casos bem específicos, de algumas expressões que têm propositalmente sentido duplo no original, mas que precisavam de uma definição específica para a tradução em francês. Mas foram poucos casos, e não participei da tradução.

Os tradutores Fernando Scheibe e Philippe Poncet deram um depoimento a respeito do processo de tradução. Fernando conta que fazia os primeiros “jatos de tradução” para o francês e Philippe trabalhava em cima desse texto, já traduzido, refinando a tradução inicial.

Os dois ficaram muito satisfeitos com o resultado final, além disso, acharam a experiência de trabalhar com um texto que reflete tantos aspectos da cultura brasileira, incrível. O cuidado com que trataram a história enquanto traduziam fez com que a voz da narrativa original se mantivesse presente na edição francesa.

Brigand du Sertão

Fernando Scheibe, tradutor brasileiro:

“Para mim, o processo de tradução de Estórias Gerais foi riquíssimo, principalmente por dois motivos: em primeiro lugar, a excelente qualidade do texto do Wellington, ágil, saboroso, inteligente e comovente, criando, articulado com a narrativa visual do grande Flávio Colin, uma estória, ou um feixe de estórias, fascinante; em segundo lugar, pela parceria que estabeleci com Philippe Poncet: tenho que admitir, o grande responsável pela qualidade do texto em francês.

“De certa forma, minha maior responsabilidade foi a de garantir a exatidão da exegese do texto original. O que, justamente, é mais fácil para um leitor brasileiro, acostumado a falar, ouvir, e ler Ramos e Rosas e Regos… Então eu fazia um primeiro jato da tradução, vertendo quase que literalmente o texto para o francês. Aí era a vez do Phil: ele é que transformava todo aquele carbono em diamante, dando esse salto de recriar aquilo num francês tão ágil, saboroso, inteligente e comovente quanto o português do original.

“Modéstia à parte (mas, na verdade, minha parte é modesta), acho que o resultado ficou muito bom. O leitor francês pode agora ter acesso a essa estória que além de comover põe em cena aspectos importantes de nossa história: as contradições, a beleza e a violência, de um Brasil profundo; o papel do ‘homem de letras’ (o personagem-narrador Ulysses é uma espécie de Euclides da Cunha que se dá conta da barbárie da ‘civilização’ e da cultura da ‘barbárie’); e assim por diante.

Em suma, foi bárbaro.”

Philippe Poncet, tradutor francês:

“Detalhe: quem me convidou para ser parceiro-tradutor foi o Fernando. Nos encontramos em junho de 2013 em Paraty, sob auspícios da Fundação Biblioteca Nacional e da Universidade Federal Fluminense, por ocasião de um encontro entre tradutores brasileiros e franceses. O Fernando, já contratado para ser o tradutor da HQ brasileira Estórias Gerais queria trabalhar conjuntamente com um tradutor francês (ou seja do português para o francês). Não demorei para topar! Sempre me interessei pela evolução do gênero HQ no Brasil (desde a ‘velha guarda’ do Pasquim até os desenhistas de hoje – Allan Sieber, André Dahmer, Chiquinha e…muitos outros). Uma tradução a quatro mãos para um ‘romance gráfico’ tão relevante como Estórias Gerais era uma perspectiva tão sedutora quanto inesperada.

“Devo dizer logo que discordo absolutamente do Fernando quando ele pretende, com sua modéstia habitual, que eu fui o ‘grande responsável pela qualidade do texto francês’. Ele fez o trabalho mais difícil, além de frustrante, que consistia em localizar e “desminar”, no texto, numerosas armadilhas e dificuldades. Nosso método? Simples: Fernando me mandava um primeiro jato da tradução em francês, eu fazendo depois minhas correções. Afinal, confesso que eu fui mais revisor do que tradutor. Existe uma pessoa mais chata do que um maldito revisor? Sabe, aquele cara que olha para teu trabalho e vem te dizer tipo assim: ‘parabéns, meu filho! Grande trabalho. No entanto, acho que isso e aquilo poderia ser traduzido de outra forma… Ainda bem que o Fernando mora em Florianópolis e eu em Natal (RN)! Brincadeira, é claro. O Fernando Scheibe tem a classe dos grandes tradutores: é da paz. Mas, cuidado, com ele você tem que ser tão convincente quanto esperto, pra ficar à altura.

“Eu lembro que estava meio obcecado pelo número de palavras que deviam caber… nos balões! Isso, acho eu, é a dificuldade maior na tradução de uma HQ. Você tem uma limitação absoluta: o tamanho do balão. Sobre o assunto, Fernando é que sabe melhor do que eu: ele cometeu numerosas traduções de vários mestres da Bande dessinée francesa.

“Devo dizer logo que concordo absolutamente com o parceiro. Acho que o resultado final foi bom. Mas como saber? Fernando: eu te pago um champagne Moët & Chandon quando alcançarmos a vigésima reimpressão do Brigand do Sertão! Estou exagerando? Tudo bem, vamos dizer a partir da segunda reimpressão…Um brinde para você, eu, e os leitores.”

 

 

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Inscrições abertas para o Programa de Residência de Tradutores Estrangeiros 2014

A Fundação Biblioteca Nacional lançou um novo edital do Programa de Residência de Tradutores Estrangeiros no Brasil.

Até 26 de maio, tradutores estrangeiros que estejam realizando a tradução de um livro brasileiro podem se candidatar a receber uma bolsa para residência de trabalho e intercâmbio de no mínimo quatro semanas no Brasil, entre 1º de agosto e 15 de novembro de 2014.

Acompanhe as notícias sobre o Programa de Residência aqui e no Portal FBN: http://www.bn.br.

Edital ; Formulário de inscrição

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Daytripper é selecionada pela Universidade do Tennessee, EUA

A HQ dos irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá fará parte de um programa de integração dos novos alunos

A Udaytripper-188x300niversidade do Tennessee (EUA) escolheu a HQ brasileira Daytripper, de autoria dos irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá, para fazer parte do programa “Life of the Mind”, que visa à integração dos alunos recém-ingressos (cerca de 4.500 alunos) no primeiro ano da faculdade. Cada estudante receberá um exemplar de Daytripper com a tarefa de lê-lo, escrever um breve ensaio a respeito e participar de debates em pequenos grupos durante a semana de boas-vindas.

É a primeira vez que uma HQ é escolhida para o “Life of the Mind”. Jason Mastrogiovanni, diretor do First-Year Studies, departamento responsável pela integração dos novos alunos, disse que a obra foi escolhida, pois: “Lança os leitores nas paisagens vibrantes e encantadoramente detalhadas da região brasileira em que os autores vivem, enquanto retrata momentos cruciais para a experiência humana, sem importar a nacionalidade. O primeiro beijo, o primeiro amor, a primeira decepção amorosa, o primeiro trabalho, o primeiro filho…”.

Veja aqui o anúncio oficial da seleção:

http://tntoday.utk.edu/2014/04/07/daytripper-2014-life-of-the-mind-book/

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Literatura brasileira em destaque no Prêmio Straelen 2014

Dois tradutores de literatura brasileira receberão o Prêmio Straelen da Fundação das Artes de NRW (região da Renânia do Norte-Vestfália), considerado o prêmio de tradução de maior prestígio da Alemanha. O prêmio será dividido entre Marianne Gareis, tradutora de Dom Casmurro, de Machado de Assis (Manesse Verlag, 2013), e Michael Kegler, tradutor de Eles eram muitos cavalos, de Luiz Ruffato (Assoziation A, 2012), pois as obras, juntas, “refletem a literatura brasileira de maneira ampla, dos primórdios do modernismo à atualidade”. O prêmio é também um reconhecimento ao conjunto da obra dos tradutores. Straelener Übersetzerpreis 2014

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Marianne Gareis

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Michael Kegler

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Inscrições abertas para o Programa de Intercâmbio de Autores Brasileiros 2014

Viagens e eventos entre 20 de abril e 31 de dezembro de 2014

Estão abertas desde sexta-feira, 24 de janeiro, as inscrições para a terceira edição do Programa de Intercâmbio de Autores Brasileiros no Exterior, da Fundação Biblioteca Nacional (FBN). Podem se inscrever editoras e instituições culturais estrangeiras que queiram levar autores brasileiros a seus países neste ano de 2014, com o objetivo de participar de eventos de divulgação. O valor máximo do apoio é de US$ 4 mil (quatro mil dólares).

No caso das editoras, é necessário que tenham o contrato de publicação do autor ou já o tenham publicado. O edital completo pode ser acessado neste blog, assim como o formulário de inscrição (os links estão disponíveis abaixo, em inglês e português).

Há dois prazos para o envio de inscrições. O  primeiro vai até 10 de março e diz respeito a viagens e eventos previstos para o período de 20 de abril a 31 de agosto. O segundo vai até 18 de junho, tendo em vista eventos entre 1º de agosto e 31 de dezembro.

Os pedidos serão avaliados em reuniões previstas para os dias 19 de março e 18 de junho. Os resultados serão divulgados no portal da FBN.

Instituições culturais estrangeiras poderão solicitar apoio para convidar autores brasileiros para eventos literários, desde que estes tenham pelo menos um livro  publicado no Brasil nas áreas de literatura ou humanidades (especialmente, os seguintes gêneros: romance, conto, poesia, crônica, infantil e/ou juvenil, teatro, obra de referência, ensaios literário, de ciências sociais, histórico ou de vulgarização científica).

O Programa foi autorizado por meio de Decisão Executiva nº 5 – FBN, de 22 /01 /2014, 156374_469278436510759_1373430230_nregido pelo Edital disponível neste site,  bem como, no que couber, pela Portaria MinC nº 29/2009.

Edital em português ; Formulários de inscrição em português

Exchange Program ; Forms Exchange Program

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Títulos brasileiros publicados no exterior em 2013 – lista final I

Para finalizar o ano de 2013 (e encerrar as atividades do blog este ano), a lista completa de livros brasileiros publicados no exterior, enviados recentemente (até meados de dezembro), à Fundação Biblioteca Nacional (FBN), para a constituição de seu acervo. Todos receberam suporte do Programa de Apoio à Tradução e à Publicação do Autor Brasileiro no Exterior.  Veja neste post a lista de livros em inglês e espanhol, com o nome dos respectivos editores e tradutores. (inclui um título em catalão e outro por editora de Portugal; lançamentos em outras línguas no post abaixo)

INGLÊS:

- João AlminoFree city (título original, Cidade Livre), Editora Dalkey Archive, tradução de Rhett McNeil. (EUA)

- Jorge AmadoSea of Death (título original, Mar morto), Editora Tagus Press – UMASS Dartmouth, tradução de Gregory Rabassa (reedição). (EUA)

- Vilém FlusserNatural: Mind (título original, Natural: Mente: vários acessos ao significado da natureza), Editora Univocal, tradução de Rodrigo Maltez Novaes com edição de Siegfried Zielinski. (EUA)

- Rubem FonsecaWinning the game – And other stories (coletânea de contos), Tagus Press – UMASS Dartmouth, tradução de Clifford E. Landers. (EUA)

- Drauzio Varella, Lockdown – Inside Brazil´s most dangerous prison (título original, Estação Carandiru), Editora Simon & Schuster, tradução de Alison Entrekin.

ESPANHOL:

- Danilo BeyruthBanda de dos (título original, Bando de dois), quadrinhos, Editora Municial de Rosario – :e(m)r; -, tradução de Eduardo Santillán Marcus. (ARGENTINA)

- César BolañoMercado brasileño de televisión (título original, Mercado brasileiro de televisão), Editora El Río Suena, tradução de Micaela Cuesta. (ARGENTINA)

- Elaine Pasquali CavionEl coleccionador de AGUAS, ilustrações de Lúcia Hiratsuka (título original, O colecionador de ÁGUAS), Editor Octaedro, tradução de Bertran Romero Sala. (ESPANHA)

- Beatriz BracherAntonio (título original, Antonio), Editora Yaugurú, tradução de Rosario Lázaro Igoa. (URUGUAI)

- Horacio CostaRavenalas y otros poemas (título original, Ravenalas – Poemas 2004-2008), Edições Gog y Magog, tradução de Cristian de Nápoli. (ARGENTINA)

- Magno Costa e Marcelo CostaOeste Sangriento (título original, Oeste vermelho), quadrinhos, Editora Municial de Rosario – :e(m)r; -, tradução de Eduardo Santillán Marcus. (ARGENTINA)

- Machado de AssisVarias Historias (título original, Várias Histórias), Editora Ediciones Cruz del Sur, tradução e organização de Pablo Cardellino Soto. (URUGUAI)

- Andréa del FuegoLas detectives de peluche, ilustrações de Héctor Borlasca (título original, Irmãs de Pelúcia), infantojuvenil, Editora La Brujita de Papel, tradução de Bárbara Belloc. (ARGENTINA)

- Carlos Eduardo de MagalhãesPitanga (título original, Ptanga), Editora Yaugurú, tradução de Pablo Cardellino Soto. (URUGUAI)

- Raphael DracconDragones de Éter I / Cazadores de Brujas (título original, Dragões de Éter / Caçadores de Bruxas) e Dragones de Éter II / Corazones de nieve (título original, Corações de Neve), Editora Montena (Random House Mondadori), tradução de Pilar Obón León. (MÉXICO)

- Rubem FonsecaEl collar del perro (título original, A coleira do cão) e Los prisioneros (título original, Os prisioneiros),  Editora El Cuenco de Plata, tradução de Teresa Arijón e Bárbara Belloc. (ARGENTINA)

- Marcelino FreireCuentos Negreros (título original, Contos Negreiros), Santiago Arcos editor / PARABELLUM, tradução de Lucía Tennina. (ARGENTINA)

- Moacir GadottiEscuela Ciudadana (título original, Escola Cidadã), Editora Octaedro, tradução de Bertran Romero Sala. (ESPANHA)

- Michel LaubDiario de la caída (título original, Diário da Queda), Editora Randon House Mondadori, tradução de Rita da Costa. (ESPANHA)

- José Carlos Libâneo, Adiós profesor, adiós profesora? – Nuevas exigencias educativas y nueva profesión docente (título original, Adeus professor?, Adeus professora? Novas exigências educacionais e profissão docente), Editora Octaedro, tradução de Bertran Romero Sala. (ESPANHA)

- Anna LyDesenrollando la lengua – Una niña brasileña en España, ilustrações de Diogo Droschi (título original, Desenrolando a língua. Origens e histórias da língua portuguesa falada no Brasil), infantojuvenil, Editora Octaedro, tradução de Bertran Romero Sala (ESPANHA).

- Ana Maria Machado, Sol tropical de la libertad (título original, Tropical sol da liberdade), Editora Alfaguara, tradução de Roser Vilagrassa. (ESPANHA)

- Dulce Seabra e Sérgio MacielABC de los derechos humanos, ilustrações de Albert Llinares (título original, ABC dos Direitos Humanos: uma introdução ilustrada à Declaração dos Direitos Humanos), infantojuvenil Editora Octaedro, tradução de Bertran Romero Sala. (ESPANHA)

- Alberto Mussa, El enigma de Qaf (título original, O enigma de Qaf), Editora Edhasa, tradução de Teresa Arijón. (ARGENTINA)

- Hélio Oiticica, Materialismos (títulos originais: Encontros e Museu é o mundo), Editora Manantial, tradução e seleção de Teresa Arijón e Bárbara Belloc. (ARGENTINA)

- Silvana Salerno, Verde Amarelo – Cuentos brasileros de la tradición oral (textos selecionados de Viagem pelo Brasil em 52 histórias), ilustrações de Fernanda Piderit, infantojuvenil, Editora Recrea Libros, tradução de Livia Almendary. (CHILE)

CATALÃO:

- Caê Guimarães, Per sota de la pell freda (poemas), Curbet Edicions, tradução de Joana Castells Savall.

EDITORA PORTUGUESA:

- Clarice Lispector, Quase de verdade, Editora Relógio d´Água. (OBS: em 2012, a FBN lançou edital para apoio à publicação em países de língua portuguesa).

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Títulos brasileiros publicados no exterior – Lista final II

Neste post, a segunda parte da lista de livros brasileiros publicados no exterior com apoio da Fundação Biblioteca Nacional, enviados recentemente à instituição para a constituição de seu acervo, em diferentes línguas.

FRANCÊS:

- Rubens Figueiredo, Passager de la fin du jour (título original: Passageiro do fim do dia), Editora Books Éditions, tradução de Dominique Nédellec.

- Aleilton Fonseca, La femme de rêve (título original: A mulher dos sonhos), Marcel Broquet  Éditeur, tradução de Danielle Forget e Claire Varin.

- Adriana Lisboa, Bleu corbeau (título original, Azul-corvo), Editora Métailié, tradução de Béatrice de Chavagnac.

- Edney Silvestre, Si je ferme les yeux (título original, Se eu fechar os olhos agora), Éditions Belfond, tradução de Hubert Tézenas.

- Vários autores: Nouvelles Brésil, coletânea de contos com Ronize Aline, José Arrabal, Pedro Bandeira, Ademir Pascale, Allan Pitz, Sérgio Rodrigues, Aline T.K.M. Gravuras de José Costa Leite. Éditions Reflets d´ailleurs, tradução de Valérie Barou e Clémence Homer.

ALEMÃO: 

- Augusto Boal, Hamlet und der Sohn des Bäckers – Die Autobiografie (título original, Hamlet e o filho do padeiro – Memórias imaginadas), Editora Mandelbaum (Viena), tradução de Birgit Fritz e Elvira M. Gross, organização de Birgit Fritz.

- Chico Buarque, Vergossene Milch (título original, Leite derramado), Editora S. Fischer, tradução de Karin von Schweder-Schreiner.

- Machado de Assis, Dom Casmurro, Editora Manesse, tradução de Marianne Gareis.

- Tailor Diniz, Tod auf Buchmesse (título original, Crime na Feira do Livro), Editora Abera, tradução de Angela Wodlke.

- Moacyr Scliar, Die Ein-Mann-Armee (título original, Exército de um homem só), Editora Lilienfeld, tradução de Karin von Schweder-Schreiner.

- Carina Luft, Fetisch (título original, Fetiche), Editora Abera, tradução de Petra Bös.

-  Vários autores: Microcontos – Minigeschichten aus Brasilien, Editora DTV, organizado por Luísa Costa Hölzl, tradução de Wanda Jakob.

- Vários autores: Wir sind Bereit – Junge Prosa aus Brasilien, Editora Lettrétage, organizado por Marlen Eckl, tradução de Marcel Vejmelka e estudantes da Universidade de Mainz.

 HOLANDÊS:

- Jorge Amado, Gabriela, Editora Athenaeum – Polak & Van Gennep, tradução de Maartje de Kort.

- Michel Laub, Overal en Altijd Weer (título original, Diário da Queda), Editora Ambo/Anthos, tradução Harrie Lemmens.

- Mario Sabino, De zonde die liefde heet (título original, O vício do amor), Editora Ambo/ Anthos, tradução de Harrie Lemmens.

- Luize Valente, De sleutel tot het familiegeheim (título original, O segredo do orátório), Editora Nieuw Amsterdam, tradução de Myrian van Gils e Neeltje van Dujin.

ROMENO:

- Jorge Amado, Pravalia de miracole (título original, Tenda dos milagres), Editora Univers, tradução de Georgiana Barbulescu.

- Raimundo Carrero, Povestea Bernardei Soledade – Pantera din sertão (título original, A história de Bernarda Soledade e A tigre do sertão), Editora Univers, tradução de Simona Ailenii.

- Adriana Lisboa, Simfonie în alb (título original, Sinfonia em branco), Editora Univers, tradução de Laura Badescu.

- Alberto Mussa, Barbatul din stânga (título original, O senhor do lado esquerdo), Editora Univers, tradução de Anca Ferro.

BÚLGARO:

- Amilcar Betega Barbosa, Deixe o quarto como está, Editora Vessela Lutskanova.

- Antonio Torres, Essa terra, Editora Delakort Publisher.

SÉRVIO:

- João Almino, Slobodan grad (título original, Cidade Livre), Editora Plato, tradução de Mladen Ciric.

- Cristovão Tezza, Vecni sin (título original, O filho eterno), Editora Plato, tradução de Ana Kuzmanovic Jovanovic.

SUECO:

- Francisco Azevedo, Livet i ett riskorn (título original, Arroz de palma), Editora Norstedts, tradução de Örjan Sjögren.

- Ferreira Gullar, Nagosntans i ingenstans (título original, Em alguma parte alguma), Editio Diadorim, tradução de Ulla M Gabrielsson.

DE OUTROS PAÍSES (apenas um título brasileiro por país):

- Graça Aranha, Kanaan (título original, Canaã), Editora Alfa, tradução de  Petra Petrac. (CROÁCIA)

- Francisco Azevedo, Tante Palmas Ris (título original, Arroz de palma), Editora Cappelen Damm, tradução de Kristin Lie Garrubo. (NORUEGA)

 - Paulo Coelho, Aleph, editora Thinkdom Media Group. (CHINA)

- Machado de Assis, Duseslovec in druge zgodbe (50 contos, seleção de John Gledson), tradução de Katja Zakrajsek. (ESLOVÊNIA)

- Machado de Assis, Esaú e Jacob, Editora Sphinx. (EGITO)

- Boris Fausto, História concisa do Brasil, Editora Ves Mir. (RÚSSIA)

 - Alberto Mussa, O senhor do lado esquerdo, Editora Antares. (ARMÊNIA) 

- João Ubaldo Ribeiro, Dziennik Latarni (título original, Diário do farol), Editora Brazar, tradução de Jaroslaw Jezdzikowski. (POLÔNIA)

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Revista londrina ‘Litro’ apresenta autoras brasileiras e novas tradutoras literárias do português para o inglês

Estudantes de português da Universidade de Oxford realizaram a maioria das traduções. Lançamento acontece em meio a outros da literatura do Brasil em língua inglesa  

litro129_brazil_singleÉ com um poema de Ana Rüsche, Current, traduzido por Jenny Cearns (recém-formada em português pela Universidade de Oxford), que começa a nova coletânea da revista londrina Litro dedicada ao Brasil (de outubro de 2013, número 129).  Com edição de Sophie Lewis, britânica que mora no Rio de Janeiro, esta é a segunda edição da publicação mensal que tem como tema o Brasil, desta vez apenas com escritoras mulheres – no ano passado, a Litro havia lançado um número especial (de abril de 2012) com textos literários sobre o Rio.

Em 2012, o lançamento da Litro foi saudado como um dos primeiros, da recente literatura brasileira, a receber apoio da Fundação Biblioteca Nacional em países de língua inglesa, onde a demanda por tradução de autores do Brasil costuma ser pequena. Este ano, porém, a nova edição da revista chegou à instituição, para a constituição de seu acervo, em meio a uma série de outros lançamentos de livros brasileiros com apoio da FBN na Inglaterra e sobretudo nos Estados Unidos. Se o interesse dos editores desses países ainda não é grande em relação ao Brasil, sobretudo em comparação com a demanda de Alemanha, França, Espanha ou Itália, é perceptível que começa a haver um novo interesse.     

A edição Litro: Brazil – The Woman’s Writing Issue (ISBN 978-0-9554245-5-7) reúne textos de nove autoras. Uma das inovações dessa edição, conforme destaca a editora Sophie Lewis na introdução, é a tradução da maior parte dos textos por estudantes de português da Universidade de Oxford. Para a maioria delas (todas são mulheres), as traduções foram sua primeira experiência profissional na área, conforme conta editora. Ou seja, além de apresentar escritoras brasileiras, esse número da Litro apresenta e estimula o trabalho de novas tradutoras literárias do português. Lewis também destacou na introdução a importância de ouvir as mulheres num país fortemente machista como o Brasil.

No site da revista, é possível ter acesso a muitas outras informações, inclusive a um artigo do escritor brasileiro Vinicius Jatobá, em que afirma que as escritoras brasileiras atualmente estão escrevendo melhor que os seus contemporâneos homens.

Além de Ana Rüsche – cujo poema traduzido pode ser lido abaixo -, participam Luisa Geisler (com o conto Corinthians 1 – a young wife with more than football on her mind, traduzido por Gitanjali Patel);  Juliana Frank (com o conto Lavie in the frightful light – how – and why – not to be desperate to lose your virginity, traduzido por Hannah Bowers); Marília Garcia (com o poema An equation in Hyde Park – a Brazilian remembers rainy days in London, com tradução de Eloise Stevens); Paloma Vidal (com o conto Así es la vida – tracing family across borders and generations, com tradução da professora e poeta Hillary Kaplan); Miriam Mambrini (com o conto Pitch Black – on the impossibility of imagining true sightlessness, com tradução de Gitanjali Patel);  Ana Paula Maia (com dois contos: Unruly Roger – an outside hero abandons and wreaks havoc among the measured bourgeois of the city, traduzido pela professora Claire Williams; e Spore – a manicurist fosters a dark secret, traduzido por Sarah Jacobs); Marina Colasanti (com dois poemas: Open closet door – on seeing clothes not unworn and mountains not unmoving e  We call the breath of the mountains, ambos com tradução da experiente Diane Whitty); e, por fim, Carola Saavedra (com o conto Coexistence – can a ficctional creation really step off the page?, com tradução de Clelia Goodchild).

A seguir, a tradução do poema de Ana Rüsche, por Jenny Cearns:

Current – on the electrical relationship between Brazilians and the ocean

Our generation never got to see the sea for the first time.

It was always within us, gleaming, our other half

-

We beg, beg the nights to darken once more

but when our prayers are answered

it’s just a dimwit delusion, a sea-shimmer to the eyes and

the sea seethes deep inside, a rock-crunching beast

-

We were born flailing whales

poor little demons drowning in this semblance of light

and the longing is so stingily slight

-

We just want to see the fucking sea

please,

for the first time.

 

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O exílio da língua alemã no Brasil. FBN realiza debate sobre a memória, o trauma e o ressentimento dos refugiados

EXILIO JUDAICONo âmbito dos debates suscitados pela exposição “O exílio da língua alemã no Brasil 1933-1945″, que foi inaugurada na Biblioteca Nacional de Frankfurt no mês passado, durante a Feira do Livro de Frankfurt que homenageou o Brasil, será realizado hoje, às 18h, na sede da Fundação Biblioteca Nacional (Auditório Machado de Assis, Rua México s/n) o debate “Exílio como memória, trauma e ressentimento”. Promovido pela FBN e pelo Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o encontro reunirá o professor Renato Lessa, presidente da FBN; a professora Mônica Grin; e Bernardo Kucinski, jornalista e escritor, autor de K., sobre desaparecidos na ditadura militar brasileira e em que o protagonista é um antigo resistente judeu na Polônia (o romance foi publicado em diferentes países, inclusive na Alemanha este ano).

A série de debates sobre o exílio prosseguirá, na sede da FBN, até março de 2014. O próximo encontro acontecerá em 5 de dezembro, com o título “Dor e amor: os exilados da ditadura”, reunindo Maria Paula Araújo, Flávia Castro e José Almino.

Em breve, virá ao Rio a exposição “Olhando mais para frente do que para trás – O exílio da língua alemã no Brasil 1933-1945″,  que, depois de Frankfurt, poderá ser visitada na sede da FBN.  Entre 1933 e 1945, o Brasil recebeu cerca de 16 mil a 19 mil exilados da Alemanha, a maioria judeus que escapavam ao regime nazista.  Com curadoria de Sylvia Asmus em colaboração com Marlen Eckl, a exposição mostra como esses alemães contribuíram de forma relevante para a cultura, a ciência e a economia no Brasil.

A pesquisa realizada pelas curadoras resultou na publicação de livro (ver capa neste post) de mesmo título, igualmente organizado por elas, com artigos de Maria Luiza Tucci Carneiro, Roney Cytrynowicz, Peter Johann Mainka, Ana Maria Dietrich, Patrik von zur Mühlen, Marlen Eckl, Alberto Dines, Boris Kossoy, Luiz Paulo Horta e Dorothee Wahl.  O livro foi lançado em outubro pela editora alemã Hentrich & Hentrich e possui edição bilíngue (alemão e português).

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